O rádio potiguar perde o querido Francisco Inácio Sobrinho

Edmo Sinedino,

chiquinho_09Uma notícia dessas que a gente não consegue aceitar, absolver. Uma ligação de um amigo, e me conta do falecimento de Francisco Inácio Sobrinho, nosso querido Chico Inácio, querido amigo Chiquinho. 

Me diz o médico Aelson Moacir, que sempre trabalha no estádios em dias de jogos, que o quadro dele era grave, muito grave. Ele havia designado um seu primo, também médico, para cuidar de Chiquinho. Mesmo assim, a notícia o deixou muito triste.

Chico Inácio deu entrada na UPA do satélite com um quadro de parada cardíada que, infelizmente, mesmo com o esforço da equipe médica, não foi revertido. Umas das perdas mais doídas de nosso futebol.

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Tive o privilégio de trabalhar com Chico Inácio na rádio 96 FM, fizemos inúmeras viagens e jornadas juntos e, sem falsidade, nunca o vi de mal humor, chateado, descontente e, mais importante:  nunca testemunhei ele falar mal de alguém, o que não é comum nesse meio que vivemos.

Chiquinho na sua curta passagem pela rádio que trabalho, e continuo, deixou uma legião de amigos que sempre têm uma palavra de carinho para dizer sobre ele. Certamente, quando souberem de sua passagem vão lamentar muito.

Ainda não tenho informações sobre velório ou sepultamento, mas assim que chegar ao meu conhecimento eu noticiarei.

Com muita dor, não posso dizer mais nada, a não ser que Chiquinho siga em paz, cumpriu sua missão lindamente na terra, e que nosso Deus conforte seus familiares, e nós todos que aprendemos a amá-lo.

Fica para sempre conosco a sua alegria, criatividade, os bordões "Agora tudo mudouuuuuuuuu ou o Toma Geraldooooooooo!!!



Sob a direção de José Vanildo o futebol do RN vive a maior crise de sua história

Edmo Sinedino,

Uma pergunta de um telespectador, nesta segunda-feira (15), no programa Prorrogação, tevê Assembleia, me fez voltar ao assuto que já me referi aqui algumas vezes. A crise de nosso futebol, o momento que vivemos.

Ele perguntou se, em alguma época que acompanhei já tinha testemunhado uma situação como a que vivemos atualmente. Respondi que não, claro, pois nem mesmo quando o ABC, em profunda crise, esteve fora de série, sem competições, vivemos um pesadelo igual.

Naquela época, para compensar, e mostrar sua disposição de luta, o então presidente Judas Tadeu, com ajuda de abnegados como ele, e da torcida viabilizaram a construção do estádio Frasqueirão.

Já vivemos momentos péssimos, sob administração de Pio Marinheiro e Nilson Gomes, anos de trevas mesmo, de rabo preso com a CBF, de migalhas, de denúncias de "caixa 2" na venda de ingressos, jogos de cartas marcadas, árbitros no colete de dirigentes, um caos, mesmo assim, às duras penas, resistimos.

Tínhamos, bem ou mal, campeonatos da segunda divisão amadora, futebol feminino e uma participação maciça de clubes filiados e, o mais importante: eleições. Compradas, fraudadas, com compra de votos, todo espécie de maracutaia, mas aconteciam os pleitos. Hoje, nada. Nem isso.

Pelo menos, os donos da bola da vez, Nilson e Pio, sabiam que tinham oposição e que, cedo ou tarde, como aconteceu, cairia a máscara. Hoje, nem isso. José Vanildo não tem oposição, fiscalização, vigilância e, se comete delitos, nunca saberemos, afinal está tudo ao léu, como se todos concordassem com o que está posto.

O América na Série D do Brasileiro, ABC e Globo lutando desesperadamente para não engrossar essas fileiras da quarta divisão; o Alecrim, outro centenário, arquejando, se virando para disputar a Segunda Divisão; Baraúnas em crise, virou caso de polícia; Coríntians, primeiro campeão do interior, fora; Santa Cruz do Inharé, fora, o que nos resta?

No ano vindouro, o Estádio Juvenal Lamartine, inaugurado em outubro de 1920, palco de nossa história, berço de nosso futebol, vai completar 100 anos. E o que foi foi que fez o presidente da FNF, José Vanildo, em relação ao estadinho do Tirol? O abandonou.

Interditado, sem poder receber jogor oficiais, perdeu sua arquibancada símbolo, de madeira e com cobertura; os banheiros em cacarecos, o lixo nos quatro cantos, arquibancada maior tomada por lixo e ervas daninas, enquanto as salas, que outrora serviam para o funcionamento da entidade, e bem, abandonadas também, devem estar em ruínas, assim como todo o resto.

José Vanildo da Silva, o "Coveiro do JL", quer se tornar também, pelo que tenho acompanhado e visto, o "Coveiro do futebol do Rio Grande do Norte". Ele já levou a nossa entidade, FNF, a pior situação,só estando a frente, hoje,do futebol piauiense.



A festa do reencontro no aniversário de Niltão

Edmo Sinedino,

onezaeu_09As Rocas do futebol em peso no aniversário de Niltão. Uma van carregada de cabra bom  (sem concordância mesmo) veio lá de Mossoró só para prestigiar os 60 anos de nosso querido amigo, com quem tive o prazer de jogar, um bom tempo, no Alecrim.

Pena que, de novo, meu baixinho Odilon não pôde vir. E faltaram também Júnior Xavier, Zácone, Edinho e outros feras, mas tem nada não, depois a gente se encontra. Como diria meus amigos nativos de Pirangi do Norte: "muito bom demais!".

Uma desgraçada virose me tirou do jogo, não entrei em campo, mas não me impediu de ir ao Senador João Câmara abraçar meus queridos amigos. Fiz foto com Onezimar, com toda a equipe de Mossoró (recebi o material e fui intimado a jogar, mas não dava, a virose foi braba).

Recebi o carinho na forma de abraços, condolências pelas passagens de meus tios queridos - Silvino e Sydnei- e senti, de novo, como é forte esse elo que se formou entre nós desde nossas juventudes inesquecíveis do mundo do futebol.

Foram formadas três equipes, o ABC Master se dividiu e montou uma outra formação com a camisa da AGAP, sempre presente, e o "amigos de Niltão", além do esquadrão de Mossoró.

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Não vou aqui listar os presentes porque posso esquecer alguém, e como são todos queridos amigos, não quero magoar nenhum deles, mas foi muito legal rever André "Cabeça", Gilson Lopes, Luciano (de Mossoró, como a gente arengava), Tiquinho, De Leon, o "lindo-lindo", enfim, foi tudo maravilhoso.

Julinho de Dona Edite, senti sua falta, mas sei que você não podia deixar sua mãezinha só, e Niltão entendeu. Numa próxima vamos estar todos juntos, se Deus quiser.

Parabéns a Niltão, aniversariante, e um agradecimento a todos pelo carinho de sempre nesses encontros que nos fazem tão bem.

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O desvio de finalidade do Baraúnas

Edmo Sinedino,

O futebol do RN precisa ser passado a limpo. É cada coisa.Vejo o texto do jornalista Fábio Oliveira, de Mossoró, falando sobre um Mandado de Citação da Fazenda Pública. Isso, o clube tem uma dívida tributária.

Sabem o que isso significa? É desvio de finalidade, a geração do débito quer dizer que o clube prestou um serviço extra-futebol. Quem foi, o que foi, e qual a motivação? 

Quem vai responder por mais esse absurdo?

No total, são 19 notas fiscais que o Baraúnas tirou em pouco mais de um ano (14 de fevereiro de 2014 a 15 de abril de 2015). O valor mais baixo, foi uma nota de R$ 5 mil. As outras são quatro notas de R$ 25 mil e 14 notas de R$ 40 mil, cada, totalizando valores originais de R$ 665 mil. 

E o auto de infração ainda ocorreu á revelia. Fico imaginando as irregularidades que se cometem contra os nossos filiados que, infelizmente, por conivência ou falta de decência, tudo fica encoberto.

E os clubes, claro, aos poucos, vão afundando. O futebol vai afundando.



ABC luta contra o Treze e o Globo; o futebol do Nordeste de "cabeça para baixo"

Edmo Sinedino,

Após os jogos deste domingo, para a sorte do ABC a mediocridade é mesmo geral, o Treze de Luizinho Lopes perdeu para o Imperatriz, em casa, e o Globo caiu de 2 a 0 diante do Sampaio Corrêa, no Maranhão.

A batida agora é essa. O ABC vai lutar para ter resultados melhores que Globo e Treze, se agarrando com unhas e dentes nesta, única, chance de escapar do terrível rebaixamento à quarta divisão.

Triste, muito triste, mas quero dizer aos senhores que o futebol do RN muito dificilmente vai deixar de ter mais um representante na Série D. ABC ou Globo estão correndo sérios riscos de se juntarem ao América.

A derrota do ABC para o fraco Confiança, para mim, foi um caminhão pipa de água gelada nas pretensões do alvinegro e, certamente, deixa o time muito abalado e cabisbaixo para a partida contra o Botafogo, que ocupa a quinta posição na tabela, com 17 pontos e vem de um empate, 1 a 1, diante do Santa Cruz, em Recife.

Que guinada deu o futebol do Nordeste. Vocês já repararam quais as equipes que estão nas primeiras colocações? Ferroviário de Fortaleza, equipe que estava completamente fora das principais disputas por muitos anos.

O Confiança, outrora coadjuvante do Sergipano, onde o Sergipe e Itabaiana mandavam. 

O Sampaio Corrêa que sempre foi, um tempinho atrás, uma equipe sem representatividade, e o Imperatriz? Duvido que alguém se lembre de uma conquista marcante dessa equipe do Maranhão.

O mundo do futebol, também ele, está virado. Sem querer, claro, tirar o mérito de todos eles.



O show de bola do Flamengo

Edmo Sinedino,

O Flamengo deu show de bola! Quase todas as manchetes dizem a mesma coisa, falam as mesmas bobagens quando saem muitos gols. O cenário perfeito. Uma torcida imensa, fanática, carente, vários jogadores talentosos e um adversário muito fraco.

Os jogos dos cegos. Tudo passa a ser lindo e maravilhoso, que leva o estádio quase vir abaixo quando numa jogada comum, mas cada dia mais em falta por conta da violência, o estreante Rafinha quase faz o Maraca desabar e, claro, na mesma toada os narradores.

Show, na verdade, mas de exageros. Show de Arrascaeta? Dois gols dentro da trave, um terceiro que ele ia cruzar e errou (bonito ficou)) e passes comuns. Como já disse, coisas de um futebol muito carente.

De positivo, sim, muito, o fato do português jogar com um volante só de marcação, que marca verdadeiramente, Arão, e o "cracaço" endeusado por todos, Cuéllar, no banco, e três meias de criação - Everton Ribeiro, Diego e Arrascaeta.

Ninguém, nessas horas, leva em consideração a fragilidade do adversário. O goleiro Tadeu, fraco, inseguro, ainda sai de campo elogiado por "grandes defesas", eu não vi. A defesa do Goiás bate cabeça, o meio-campo não existe e o ataque não funciona.

Mais tarde, quando enfrentar um grande em Libertadores, Copa do Brasil,  ou mesmo em jogos mais duros desse Brasileiro, e a produção não sair do zero, aí, já sei, começam as críticas, também exageradas, e infundadas.

Afinal, no futebol do Brasil de hoje, poucos sabem, entendem o que acontece numa partida de futebol, mesmo que achem donos da bola.

Eu sei, eu sei, vão dizer que é choro, inveja de botafoguense, mas não é, muito mais que Botafogo eu sou por um futebol de qualidade. E espero, mas espero mesmo que a bola que o Fla jogou contra o Goiás se repita numa final de Libertadores.

PS: já pensaram se fosse um treinador brasileiro, Zé Ricardo, Abel Braga, a barrar o "semideus" Cuéllar? Teria levado vaia desde o começo da partida. Assim é o futebol do Brasil.


Romarinho titular absoluto sob o comando de Rogério Ceni

Edmo Sinedino,

O Fortaleza venceu o Avaí de 2 a 0, dois gols do atacante Wellington Paulista. O segundo um passe preciso do Romarinho, ex-ABC e Globo. É isso minha gente, o potiguar é titular absoluto do time Rogério Ceni, fazendo a função de meia-atacante, voltando para compor o meio-campo e, me parece, com muita moral do treinador. Sequência de jogo, isso sim é oportunidade, e foi dada ao Romarinho pelo ex-goleiro.

Quem não está tendo oportunidade é outro potiguar que foi contratado pelo Avaí. O atacante Matheus Matias. Fico indignado com a patifaria que fizeram com esse menino. Tiraram ele do ABC, artilheiro do Brasil, para não jogar mais. Corinthians, Ceará e Avaí.

Outro potiguar que esteve em campo ontem, em partida da Série B, e teve boa atuação foi o volante Edson. A Ponte Preta venceu o Oeste de 3 a 2 e figura no G4 da Segundona.


América continua o processo de renovação de contratos para 2020

Edmo Sinedino,

O processo de renovação contratual de alguns atletas continua em curso no Alvirrubro e a diretoria segue se reunindo para definir a "espinha dorsal" do grupo que iniciará a temporada 2020. Após os acertos com Adriano Alves, Alisson Brand e Leandro Melo, a cúpula americana renovou, também, o contrato do zagueiro Geninho.

Até a próxima semana, novos nomes - que ainda negociam - serão confirmados pelos diretores americanos que têm tratado, caso a caso, os nomes dos atletas.

Os goleiros Ewerton e Lucas, os volantes Juninho e Judson e o atacante Murici, todos com contrato vigente com o Alvirrubro, também farão parte do elenco em 2020.



ABC volta a perder em casa e, de novo, fica na última colocação do grupo

Edmo Sinedino,

Muito difícil a situação do ABC. Esperava para esta sexta-feira, ontem, uma boa vitória do alvinegro para brindar o grande público que, de novo, se fez presente. Infelizmente, os deuses do futebol não quiseram conversa com o time natalense e ajudaram o goleiro Genivaldo. O placar foi dele.

O 1 a 0, gol de Jefinho, e diante da movimentação, do grande jogo que fazia o centroavante do ABC, se esperava o segundo para qualquer momento. Jefinho chutou para grande defesa, depois o driblou e perdeu o ângulo. Anderson Rosa e Dione, e depois Wallyson que entrou, não conseguiram furar o bloqueio do Dragão sergipano.

Mesmo sem mostrar um futebol vistoso, o time visitante chegou ao empate e à virada. E depois, o que se viu foi o ABC massacrar, tentar de todas as maneiras, mas o gol, teimoso, não saiu. Com o resultado os potiguares voltam para a lanterninha do grupo e olha que o Treze ainda vai jogar, assim como o Globo.

Voltando ao jogo, inacreditável a facilidade com o que ABC toma os gols mais esquisitos. O primeiro contra. Um escanteio baixo, a bola desvia em Tito e tira Edson da jogada. Depois, a bola sobra livre do lado direito da defesa para o atacante ajeitar e bater sem marcação.

O técnico Roberto Fernandes lamentou perdeu Ivan no começo da partida, destacou a atuação do goleiro do Confiança, mas criticou sua equipe por "parar de jogar" quando tomou o gol de empate.



Quinta-feira de samba...

Edmo Sinedino,

No cachorro quente do Chaguinha, Cidade Alta, ao lado da minha irmã Edilma. Na hora de pagar, do meu lado, um senhorzinho chato de galocha, conhecido por sempre perturbar as pessoas vai se chegando.

Olha pra mim, sorrí e pergunta: você é lutador de UFC? Não respondo, confesso, estava muito mal humorado, acho que ainda efeito desse noticiário de reforma da previdência.

-Moço, você luta UFC - pegunta de novo o idoso ao mesmo tempo que bafora seu cigarro fedorento perto de meu nariz.

Como não respondo ainda, ele me olha como se eu fosse demente. -Você não sabe o que é UFC?, questiona com cara de espanto.

-Não! Não luto nada, luto para terminar de criar meus filhos e me  manter, respondo finalmente

-Você tem o corpo de lutador de UFC, por isso perguntei e arremata: se tiver precisando de emprego você pode trabalhar aqui vigiando o cachorro quente de Chaguinha, ele paga bem.

Olhei para ele sem entender porquê ele falou aquilo,  e aí chega aquele momento da dúvida, você não sabe se o manda à PQP ou se cai na risada. Saio.

Deixo minha irmã em casa e vou dar uma passada no samba das quintas-feiras, lá em Nazaré. Estaciono o carro bem no começo da Praça Padre João Maria fugindo do pede-pede dos flanelinhas (que não são, na verdade).

Vou chegando na calçada do Banco do Nordeste, cheio de jovens e não tão jovens pedindo dinheiro para, infelizmente, consumo de drogas.

Um que eu nunca tinha visto por aquelas bandas vem ao meu encontro: Puxa vida! Pensei que o senhor era Bomba, irmão de Marinho Chagas...

Eita noite!

Vou me esgueirando por trás do antigo BNB e chego no samba. Boa música, movimento, muita gente bonita, alegre, e claro, minha intenção é escutar e até cantar junto as letras, esquecer um pouco das mazelas do dia.

Tem jeito não. Chega um cara e me cutuca  para perguntar por um jogador famoso que conheceu, como se a eu soubesse de tudo. E como se não bastasse começa a contar dos anos que, junto a essa craque, montou um "time imbatível" de futsal , e blá, blá, blá...

Começa a cair uma chuva fininha.  E pela primeira vez, no samba, não achei ruim. Foi a senha, caí fora, mas como a chuva parou dei a volta no banco, passei pela frente e fui para o outro lado, na Vigário Bartolomeu...

Sossego, enfim. Nada a vista. A chuva parou e o samba ia reiniciar. Me posicionei numa esquina, ponto estratégico, poderia me esconder diante de algum "novo perigo".

Não deu tempo. Falei cedo demais. Lá vem aquele amigo de infância, cheio de canjibrina (não, não é Bora Porra!) e já me viu, vai logo  me apresentando um novo amigo, que também já conhecia, e começa a repetir as mesmas histórias de nossas peladas, da "nossa inteligência" (ele e eu diferenciados, diz orgulhoso) e da repetição doentia de palavras na língua italiana, decorada daquela novela 'Terra Nostra',  um terror...

Depois de muito papo chato, eles se viram, dão um passo na direção de um vendedor ambulante:  vou pegar uma cervejinha e volto já, diz esse meu velho amigo (na verdade, nem tanto, se fosse eu gostaria de encontrar)...mal eles se viram para pegar a bebida eu escapulo, corro para o carro.

Ainda não estou livre. Lá vem, de novo,  todo sorridente o rapaz que pensou que eu era Bomba, o irmão de Marinho Chagas (não conto as vezes que já me confundiram com o próprio Marinho, isso até mesmo depois de sua morte, juro que é verdade!).

E o cara chega, sorridente e já falando: rapaz eu tenho um DVD lá em casa de um show de Elton John, ele é a sua cara...

Caramba! Estouro: peraí, meu irmão, decida aí, eu pareço com Bomba, irmão de Marinho, ou com Elton John?

O rapaz, surpreso, até esqueceu de pedir dinheiro, pois era o que queria.

Disse isso e fechei a cara, entrei no carro e saí com tudo. Fui conversar com  meu amigo Remo, lá na sua loja de doces, o que devia ter feito desde cedo.



Roberto Fernandes vai mexer sim no time que está ganhando...

Edmo Sinedino,

"Time que está ganhando não se mexe". Velha máxima do futebol. Eu discordo, claro, e o treinador do ABC, Roberto Fernandes, também. Mas sem mexer fica melhor da equipe dá liga, funcionar melhor os setores e, consequentemente, render mais.

Com esse pensamento, novo comandante do ABC sinalizou com um time muito ofensivo, no esquema que parece ser 4-1-3-2, talvez até abrindo mão de um volante de marcação, escalando o Guedes, de bom passe, de boa passagem, ao lado de Moisés, Anderson Rosa e Dione nessa meiúca. 

É isso mesmo ou é tapia para enganar o Daniel Paulista? Vamos ter que esperar para ver. Ele assegurou que Wallyson ainda não começa jogando, permanecendo Tito e Jefinho. A defesa a gente sabe que terá Saulo, Ivan, Joécio, Richardson e Guilherme, então, vamos esperar a noite desta sexta e comprovar.

Concordo num ponto: o ABC precisa ser sufocante, encurtar o espaço do adversário, eles com a bola,  e ampliar o seu quando estiver na posse.

Roberto quer um ABC rendendo ainda bem mais do que fez no segundo tempo contra o Treze. E tem que ser assim, buscar sempre um crescimento. 



Alvinho acerta com o São Caetano

Edmo Sinedino,

Eu estava estranhando, muito, o fato do atacante Alvinho não ter sido contratado por uma equipe da Série B do Brasileiro, até mesmo da Série C. Ontem, o mistério se desfez. O atleta de Currais Novos recebeu algumas propostas, mas ontem resolveu assinar contrato com o São Caetano para a disputa da Copa Paulista e para o Paulistão 2020.

Alvinho foi o artilheiro da Série A2 Paulista, marcando 11 gols, defendendo o Água Santa, equipe de melhor campanha durante todo o certame, mas que acabou não conseguindo o objetivo do acesso no mata-mata das semifinais.

O atacante potiguar já é figurinha carimbada no futebol paulista, onde goza de muito prestígio e é sempre cotado pelas equipes intermediárias. Ano passado, defendendo o São Bernando, também na disputa da Segundona Paulista ele o vice-artilheiro.

Alvinho é mais um dos tantos potiguares que só não servem para jogar nos times de Natal. Em 2015, mesmo sendo destaque absoluto na maravilhosa campanha do ABC na Copa do Brasil, onde marcou um dos gols mais bonitos da competição, diante do Cruzeiro, ainda continuou sem chances de titularidade.



A "Casa Bandida" não liga à mínima para a Série D

Edmo Sinedino,

Um sentimento de impotência com relação ao futebol do Brasil, à CBF que não liga à mínima para os clubes que não estão no primeiro escalão do futebol brasileiro. A bagunça generalizada, vai do jeito que dá, principalmente quando você encara uma Série D do Brasileiro, onde não existe fiscalização.

A grande imprensa não liga, e não sai nada neste "quarto poder" desmoralizado, a CBF nem toma conhecimento, mesmo que absurdos estejam acontecendo. Aí vale a lei do mais forte, de quem tem mais prestígio, e nesse embate, o inútil representante de nossa FNF perde para todos, ou quase.

O América, nesta infame Série D, recebe as equipes num estádio de primeiro mundo, de Mundial, uma Arena Top, como costumam classificar os bestas daqui. E quando sai? Coitado do time rubro. Viram a qualidade do campo de Riachão do Jacuípe? Uma vergonha que um estádio sem nada - vestiário decentes, segurança, gramado, proteção - seja liberado para partidas de um campeonato brasileiro.

E  por quê é liberado? Ora, os tuchás baianos têm peso na Casa Bandida, como costuma classifica o jornalista Juca Kfouri. Isso, evidente, é decisivo. Jogar sem segurança, com risco de morte, risco de morte sim; faz o atleta render menos, isso todo mundo comprova.

O que aconteceu no estádio Walfredão no interior baiano era caso para desclassificação da Jacuipense, pois atletas, comissão técnica, torcedores (mesmo que também responsáveis pelos atos) correram o risco de morrer atingidos pela sanha de uma torcida sem controle, de um estádio sem polícia suficiente.

sabe quando a CBF vai tomar uma posição dessas? Nunca. É a continuidade da vergonhosa política do toma lá, dá cá, que vale para tudo nesse país do pesadelo que vivemos, citando como exemplo a aprovação dessa criminosa reforma da previdência.

É o país do "pobre que se exploda" como dizia o político canalha Justo Veríssimo, personagem de Chico Anísio. E hoje temos mais de 300 desse tipo em nosso Congresso Nacional. 

E se estendendo para o futebol, os "pobres que se explodam" somos nós do Nordeste, da terceira e quarta divisão, com exceção, claro, dos protegidos dos mandatários e com uma "bancada da bola" forte no outra "casa bandida".



O América começa, de verdade, a se organizar para a temporada de 2020

Edmo Sinedino,

A princípio achei melhor que o América cuidasse somente, nesse período de captação de jovens valores, intensificando uma procura por "diamantes brutos" que deveria ser constante, mas não discordo da tentativa de manter os bons valores, já acertados, ou pré-acertados para 2020.

A direção já anunciou Adriano Alves, Brand e Leandro Melo. Nesse grupo poderia constar, tranquilamente, Pardal, Max, Jean Patric (vai para Potugal), Adenilson e Hiltinho, além dos meninos que já estão e permanecem - Everaldo, Judson, Juninho e Murici. E o que foi feito de Jadson?

Ricardo Bezerra, Ricardo Valério e Leonardo Bezerra estão encarregados da missão de manter essa mini-base, vamos dizer assim, mas que será significativa. Esses nomes, de pessoas com trânsito em todas as correntes, não poderiam ser melhores.

Ricardo Valério foi o entrevistado de ontem, no Esporte em Pauta, e falou sobre esses assuntos e da disposição, até, da manutenção de Moacir Júnior, o que, no entanto, só será decidido pelo próximo mandatário do clube.

Nomes estão na mesa, e isso é bom, pois desta vez não estamos vendo o cargo como uma "batata quentíssima" que ninguém quer pegar. As coisas estão bem melhores. Aliás, sinto que até mesmo entre torcedores, já não pesa tanto o trauma da desclassificação.

Na verdade, não existe mais competição fácil.



O Flamengo, ai Jesus!

Edmo Sinedino,

Copa do Brasil. Quartas de final. Vi os melhores momentos dos três jogos de hoje e vou fazer algumas considerações atrevidas.

O Flamengo de Jorge Jesus. O de Abel Braga era melhor. Tudo bem, primeiro jogo, mas deixar, sacar o Pará para escalar o Rudinei, quase custa o jogo.

Um time com dois volantes. Um deles, o Cuéllar, plantado, parado, sem ação de defesa ou ataque e apenas um meia, sem muito brilho, o De Arrascaeta, para mim, um grande erro.

Diego e Everton Ribeiro, os meias da posse de bola, da velocidade e dos passes certos, do desequilíbrio, diria, no banco?  Ai, Jesus!

Na frente, Vitinho, Gabriel e Bruno Henrique. Não vi rendimento do Bruno. Claro, sem os meias? Com a saída de Cuéllar, fraco como sempre, o time do Flamengo cresceu, empatou, e criou bem mais.

O Atlético/PR? Um time comum, mas muito forte coletivamente.

Palmeiras 1 x 0 Inter

Um jogo mais para o Verde. Claro, em casa, melhor time e plantel. Não era para fazer mais? Era sim.

Um monstro esse Bruno Henrique. Adoeço ao ver Alan e Fernandinho na seleção e esse cara nunca sequer lembrado. 

Grêmio 1 x 1 Bahia

Atrevido time do Bahia. Mal escalado Grêmio. Será que o Portalupe perdeu a mão de novo? Luan no banco, Vizeu no banco? 

Treinadores, mal do futebol do Brasil. E agora com um português.



A péssima campanha do Vitória na Segundona

Edmo Sinedino,

Que a Série C se organize para receber mais um tradicionalíssimo clube do Nordeste: o Vitória da Bahia.

O rubro-negro ocupa a última colocação da Segundona com apenas quatro pontos somados, isso mesmo, quatro pontos em nove rodadas, 27 disputados.

Ontem,  terça-feira, na volta depois da parada para a Copa América, que não adiantou de nada, a equipe perdeu, em casa, de 1 a 0.

O time do Mato Grosso está na 11ª posição com 11 pontos e esta há dois meses sem vencer. O treinador é o conhecido Itamar Schulle.

Ainda tem jeito para o Leão? Tem, mas tem que começar a reagir, caso contrário a coisa pode desgringolar de vez.

O time baiano é comandado por Osmar Loss.

A Série B tem Bragantino, Botafogo/SP, Londrina e Sport nas primeiras posições. Na parte de baixo, Operário, América, Mineiro, Guarani e Vitória.



No sub 23 do ABC faltam passagens de ônibus para os atletas

Edmo Sinedino,

Não queria, sério, falar de coisas ruins que acontecem no ABC. Aliás, diria até ficar repetindo, mas não tem jeito.

Os salários dos funcionários da base também estão atrasados dois meses, além de todo funcionalismo do clube.

E pior ainda: nem mesmo as passagens para que os atletas do sub 23 compareçam aos treinos a equipe está viabilizando.

É muito triste.



Megan Rapinoe: um exemplo que nunca veremos no futebol do Brasil

Edmo Sinedino,

cnnmegan_09Megan Rapinoe, capitã, artilheira, melhor jogadora dos EUA na Copa do Mundo de Futebol Feminino em resposta ao presidente Donald Trup:

" Sua mensagem está excluindo as pessoas. Está me excluindo. Está excluindo pessoas que se parecem comigo. Está excluindo pessoas de cor. Está excluindo os americanos que poderiam apoiá-lo. Acho que devemos avaliar a mensagem que você tem e o que diz sobre 'tornar os Estados Unidos grandes novamente'.Eu acho que está evocando uma era que não era a melhor para todos. Poderia ter sido muito bom para algumas pessoas, e talvez os Estados Unidos sejam um ótimo país para algumas pessoas no momento, mas não para um número suficiente de americanos ".... 

Ela reafirmou que não irá à Casa Branca.

*Do Blog do Juca


Nenê e Ganso atuando juntos no Fluminense!?

Edmo Sinedino,

Os dirigentes de nosso futebol. Nenê, contratado pelo Fluminense. Se essa aquisição for confirmada o Fernando Diniz vai colocar em campo os dois meias de características iguais, e que não marcam?

Paulo Henrique Ganso e Nenê. E deve a direção pagar muito caro para ter o ex-sãopaulino. Enquanto isso, a meninada que, sem dúvida, é a grande solução do Flu perde espaço.

Não tem jeito. É essa a mentalidade dos dirigentes de nosso futebol, isso feito, quase sempre, com o aval de uma imprensa irresponsável que fica cobrando e fazendo a cabeça dos torcedores.

No fim, pouco futebol, nada de resultados, e dívidas aumentadas. Isso ocorre em todo o Brasil, e aqui no nosso futebol do RN não é diferente.



Presidente do CD descarta licenciamento e promete um América mais forte em 2020

Edmo Sinedino,

Depois de desmentir qualquer rumor de licenciamento, a diretoria rubra correu para dizer que está planejando, isso sim, 2020, garantindo, palavras de José Rocha, presidente do Conselho Deliberativo, um time ainda mais forte que em 2019.

Boa nova! Foi prometido que esta terça-feira (9), seria dado o início às negociações para, se possível, acerto com atletas e até com Moacir Júnior. Não está descartada, me parece, a permanência do treinador.

Jogadores, além dos que têm contrato em vigor e o clube mantém seus direitos federativos, devem sair, o que é natural. Alguns com propostas e outros pela via normal de acerto rescisório. Descartada também a possibilidade de renovação e empréstimo de atletas ao Globo.

As duas partes negaram que Brand, Adriano Alves, Leandro Melo e Pardal pudessem vestir a camisa do Águia de Ceará-Mirim. Até acho que seria uma ótima para Hígor César, mas tudo indica que os atletas já têm um destino.

Adenilson acertou seu destino e Roger Gaúcho deve atuar no futebol chinês, pelo menos é que se especular.

Nos próximos dias, é certo, muito provavelmente se comece a discutir o processo sucessório no América. Eduardo Rocha, atual presidente, descarta candidatura, mas existem pelo menos dois nomes de prováveis candidatos.

Vamos esperar e ver se acontecem mudanças, se os conselheiros promovem um debate mais democrático, e quem sabe até mesmo uma eleição dessa forma, se não para agora, mas num futuro próximo.

O torcedor rubro, a gente sente, critica muito esse "núcleo fechado" do clube e quer, faz tempo, fazer parte mais ativamente da administração.


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