Coitado do Juca em tempos de Jucá

Edmo Sinedino,

Entendo o Juca Kfouri, colunista da Folha, blogueiro do UOL.

Deve ser assustador mesmo ter seu nome em tempos de Romero Jucá.

Até que se note a diferença do acento, haja sustos ao abrir jornais e portais.

Não era o Jucá (olhe o acento!) que ia ser relator da CPI do Futebol? Pobre, miserável futebol do Brasil.

O que será que resta?

Também esse CPI com o Romário golpista. O que esperar?

E se confirmado o que me disse certa vez um amigo sobre o ex-atacante, já, já vamos vê-lo no noticiário.

Nunca tive tanta vergonha de ter sido, mesmo que humilde, jogador profissional de futebol. Vai que pensem que sou igual a Ronaldo, Neymar, Romário, Bebeto...

Não. Eu sou do time de Afonsinho, do também Doutor Sócrates e, claro, da turma do Bom Senso FC.

Perdemos uma grande chance.

Se não fosse a crise (a presidenta teve culpa também) e o golpe, Dilma certamente também ajudaria a começar a limpar o futebol do Brasil.

Veja aqui



O gol da vitória para encobrir repetidas falhas

Edmo Sinedino,

gustavo_09Futebol é muito engraçado, às vezes. Cômico, quando não é trágico.

E em terra de cego que faz um gol é rei...

Neste domingo, durante o clássico, com o telefone na mão, quase tuitava uma cornetada no zagueiro Gustavo.

Ele é muito fraco. Jones Carioca, Nando, Echeverría, quem levar para cima o faz ficar para trás.

Ia perguntar se o América não ia contratar um zagueiro de verdade para jogar no lugar dele.

Mas, na hora, pensei: vai que ele vai lá, isso já aconteceu, e marca um gol de cabeça (ele é bom de cabeça ofensivamente, na defesa só se estiver de frente, sua orientação aérea é péssima).  E foi só o que deu.

Depois, nas redes sociais, e mesmo na imprensa, pessoas elogiando o Gustavo.

Muitas vezes, um gol, uma vitória causam prejuízos incalculáveis.

Para o bem do América, de nosso futebol, espero que ele melhore...


Sérgio China, a decepção

Edmo Sinedino,

Confesso, fiquei triste com o comportamento do treinador Sérgio China. Por essa eu não esperava.

Os gritos, os impropérios, aquela pressão toda que ele colocou foi sobre o garoto Mateus.

Isso não se faz.

Sérgio China foi jogador de futebol profissional, um dia já foi um garoto entrando aos poucos no time principal...

Nunca pensei que fosse ver em Sérgio China o mesmo comportamento absurdo que sempre condenei em treinadores como Ferdinando Teixeira, que assustava os meninos da base com seus gritos.

A atuação de Mateus, desde que ele chegou ao América, acho que foi a pior. Agora, entendo o porquê.

Sérgio China não pode escalar Mateus, de novo na ponta direita, e exigir que ele seja perfeito.

Uma lástima!

A indignação de uma torcedora que participou do programa “Prorrogação” neste segunda-feira, na tevê Assembleia, foi absolutamente justificada.

É também minha.


O América sem Thiago Potiguar

Edmo Sinedino,

Thiago Potiguar faz muita falta. Um jogador diferenciado e já provou isso muitas vezes.

O meia está fora do jogo contra o Gama. O rubro precisa muito dele.

Thiago, do meio para a frente, faz bem qualquer função. Armador, jogador de beirada...um grande desfalque.

O ala/meia João Gabriel também vetado pelo DM..

Enquanto Thiago sente dores no músculo posterior da coxa esquerda, João Gabriel está com o joelho esquerdo imobilizado em razão de uma entorse.

Contusões graves, até certo ponto.

Nesta terça-feira eles devem ter os resultados dos exames de imagem e, seguramente, a gravidade da lesão de cada um.



Pelo menos até esta segunda, o América lidera isolado o Grupo A

Edmo Sinedino,

Foram realizados apenas três jogos do Grupo A, de América e ABC.

O nosso clássico, vitória do América, 1 a 0, e dois empates de 1 a 1.

O Cuiabá recebeu o Remo e ficou no empate, assim como ASA que não conseguiu superar o Confiança.

Fortaleza e Ríver/PI se enfrentam nesta segunda-feira. A rodada primeira só se completa na quarta-feira, quando o Salgueiro recebe o Botafogo de João Pessoa.

Pelo menos até amanhã, portanto, o América é o líder isolado do Grupo A,



Atuações: Daniel, destaque na estreia; no ABC, superação do grupo

Edmo Sinedino,

Hoje é dia de trabalho dobrado na análise, com notas, dos jogadores de América e ABC, clássico vencido pelos rubros de 1 a 0.

Vou começar pelo time vencedor.

América

Daniel – Mostrou uma característica muito positiva na sua estreia: tem percepção, antecipa os lances e não tem medo de sair do gol. Fez boas defesas, mas todas dentro da normalidade. Hoje foi, talvez, o nome do jogo. Nota 7,5.

Gustavo – O mérito de marcar o gol. Lá atrás, um minuto antes, havia sido driblado com facilidade pelo Jones que perdeu o gol. Fraco na marcação, mas hoje fez uma partida regular. Nota 6

João Paulo – A falta de entrosamento atrapalha e ele pecou em algumas coberturas, mas mostrou qualidade. Nota 6.

Richardson – Foi o sacrificado do dia. Destro, jogou deslocado quase como um lateral esquerdo de marcação, formando o trio de zagueiros. Não comprometeu. Nota 6.

Everton – Uma atuação tímida do ala. Ficou muito preso, mesmo podendo ter se soltado mais, já que o Gustavo foi o zagueiro do América pela direita. Nota 6.

Formigoni – Mostrou um bom poder de marcação e limitações na saída de jogo. O desconto para os estreantes, claro. Nota 6.

Memo – Gostei. Desenvolto, sai para o jogo, inverte com facilidade, tem habilidade e rapidez, deve ajudar muito o América quando o time estiver mais entrosado. Nota 7,5

João Gabriel – Como o ala da direita, acho que poderia ter se soltado bem mais, justamente porque o ABC teve, logo cedo, um jogador expulso. Tecnicamente mostrou qualidade e teve o mérito da bola parada. Nota 6,5.

Raphael Toledo – Achei que ele ficou meio que sem função, já que Elias e Thiago Potiguar ocupavam os setores de criação. No segundo tempo quase marca. Nota 5.

Elias – Mostrou qualidade técnica. Um jogador que, em forma, pode ser fundamental na competição. Mesmo ainda fora de ritmo deu qualidade de passe e variação de jogadas no meio-campo rubro. Caiu no segundo tempo, natural. Nota 7.

Thiago Potiguar – O que nós já sabemos. Uma peça fundamental no time rubro, mesmo jogando numa função diferente, mas perto da área, preocupou e foi destaque do América também. Saiu machucado, pena. Nota 7,5.

Lúcio Curió – Nada fez o tempo todo. Sem nota.

Mateus – Não entrou bem. Sem nota.

Macena – Entrou no lugar de Richardson. Pouco tempo em campo, mas não comprometeu. Sem nota.

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ABC

Vaná – Não acho que tenha falhado no gol. Bola muito rápida. Mostrou a eficiência de sempre, ligado e participando. Saiu jogando mal em duas oportunidades. Nota 7.

Filipi Souza – Voltou sim a jogar em bom nível. Foi ala de passagem, criou sempre alternativa de jogo. Muito bem em campo. Nota 7.

Gustavo Bastos – Nem teve tempo. Foi expulso injustamente. Sem nota.

Léo Fortunato – Muito bem o jogo todo. Mesmo o ABC com um homem a menos, ao lado de Márcio Passos deu conta do recado. Nota 7.

Alex Ruan – Deixou um pouco a desejar no quesito passagem, até porque se segurou um pouco mais. Pelo seu lado se concentravam quase sempre dois ou três jogadores. Nota 6.

Márcio Passos – Foi zagueiro pela direita o tempo todo. Esteve muito bem, formando dupla sem falhas ao lado do Fortunato. Nota 7.

Erivelton – Saiu, acho que de forma injusta, para a recomposição da defesa, com a entrada de Anderson Pedra. Sem nota.

Echeverría – Não foi bem no jogo. Teve uma boa situação de gol desperdiçada, recompôs com defeito e pecou na armação das jogadas. Mas foi bem no quesito combatividade e participação, inclusive no segundo tempo quando fez a função de ala. Nota 6.

Lúcio Flávio – Sei que vai ter quem o chame de “maestro”, mas continuo achando que ele faz muito pouco para a função que exerce. Poucos passes decisivos, perdeu um gol em situação clara de marcar e realizou uma bela cobrança de falta. Falhou na marcação do zagueiro Gustavo, lance do gol. Nota 5.

Nando – Apareceu pouco, mas deu muito trabalho à defesa do América. Ele é artilheiro e todos, com razão, esperam sempre mais dele. Nota 6.

Jones Carioca – Um jogador muito importante taticamente, além de ter muita qualidade técnica. Participou bem das principais jogadas e quase marca em duas oportunidades – na primeira driblou Gustavo com perfeição e chutou em cima do Daniel, na segunda, de cabeça, a bola passou rente à trave. Nota 7,5.

Anderson Pedra – Entrou bem no jogo. Mostrou boa pegada e também bom passe. Nota 7.

Dalberto – Entrou e aprontou correria, mostrou serviço e quase marca numa bola em que o voleio não pegou tão bem. Nota 6.

Guedes – Entrou e teve pouco tempo. Mostrou que é rápido e jogador de transição. Nota 5.



ABC perde com menos um, resultado injusto, mas é o futebol...

Edmo Sinedino,

china2_092Vocês estão vendo como são os clássicos entre América e ABC?

Não adianta apostar.

O time rubro entrou com três jogadores conhecidos do torcedor, oito estreias, inclusive o goleiro Daniel.

Ficaram evidentes as deficiências, se repetiram as dificuldades na defesa e a famosa transição entre os setores.

Um jogador de bom passe, o Memo, desenvolto, mas os alas muito presos dificultavam seu trabalho.

O ABC nós estamos carecas de saber as qualidades e defeitos do time de Geninho.

Não tem como negar, neste domingo, o fato de jogar com um homem a menos foi determinante para a derrota.

E acho que esse derrota nem teria se confirmado não fosse um lance de bola parada, de falha de marcação de Lúcio Flávio, e falta de sorte da defensiva.

A bola que raspou na cabeça do zagueiro Gustavo, leve desvio, passou por baixo das pernas da defesa e entre as mãos de Vaná.

E um minuto antes, Jones Carioca driblou como quis o zagueiro Gustavo e perdeu o gol mais feito do jogo.

O castigo veio em seguida.

Esse gol de Gustavo veio no encerramento de um primeiro tempo em que o ABC, a partir do momento que deixou de se sentir psicologicamente inferior, não numericamente, diria, até conseguiu ser melhor que o América.

Claro, pelo pouco tempo de treinamento, pela falta de entrosamento, por ser um time totalmente diferente, o rubro sentiu muita dificuldade em tirar proveito da vantagem.

O segundo tempo também foi assim. Excetuando-se as bolas paradas, um bom chute de fora do Raphael Toledo, o América não preocupou.

O ABC sim. E acho que, mesmo com dez, a turma de Geninho chegou bem mais perto do gol.

Levo em consideração, certamente, a saída do Thiago Potiguar, muito bem na partida. O Lúcio entrou...bem, não deveria. Não tinha condição.

Ficaram, com Lúcio em campo, os dois times em igualdade: com dez.

Jones quase marca de cabeça, Lúcio Flávio perdeu gol feito de cara com Vaná, depois de falta, e Dalberto, num voleio que não pegou de cheio.

Sem falar nas “situações de gols” também criadas pelo time alvinegro.

Sérgio China fez mudanças. Mateus não entrou bem e Macena compôs a defesa no lugar de Richardson, machucado.

Se o América, que já havia escapado, vamos dizer assim, de tomar pelo menos dois gols, tivesse tomado um na entrada do Macena, seria culpa dele.

Final de partida.

1 a 0 para o América. Resultado injusto pelo que apresentou o ABC, pelo que criou o ABC, jogando mais de 80 minutos com um homem a menos.

Para o América um ótimo resultado que vai servir para dar a tranquilidade que o Sérgio China precisa para ir lapidando o novo grupo de jogadores.

*Foto: América de Natal FC


Eu não entendo

Edmo Sinedino,

Não me levem a mal, não quero estragar a alegria de ninguém, mas não entendi nada, ou quase nada, do que vi no clássico deste domingo.

Não entendo como um árbitro, a partida começando, um confronto que envolve dezenas de coisas, num lance “quase” normal de falta, ele expulsa um jogador.

Alguém vai dizer: ele cumpriu a regra, era o último homem, o Thiago Potiguar estava na cara do gol...

Controvérsias bem atenuantes eu enxerguei.

O lance foi forçado por Thiago (não digo que não tenha sido falta) e o goleiro Vaná estava chegando no lance.

Portanto, para mim, errou feio e longe, o árbitro Zandick Gondim.

Ora vejam só. Havia uma estatística de que o América só se dava bem em clássicos contra o alvinegro quando o árbitro era “estrangeiro”.

Até nisso esse povo faz questão de ser ridículo e inconsequente.

Voltando ao jogo.

Eu não entendo como um treinador com a experiência de Geninho tira justamente, no início da partida, quando teve o Gustavo expulso, Erivélton, atleta que costuma fazer duas, três funções em campo.

Eu não entendo, por mais que o chamem de “maestro”, pelo menos até agora (nem sei quanto tempo ele está no ABC) a importância ou a função de Lúcio Flávio.

Um passe para um lado, um passe para trás, um lançamento sem direção, isso, qualquer um pode fazer e ainda correr...

Vamos ao América: eu não entendo Sérgio China escalar um time com três zagueiros e o terceiro zagueiro, o que se posicionou quase como lateral esquerdo – Richardson – seja justamente o que tem menos aptidão e recurso técnico para fazer a função.

Eu não entendo, como um time que tem três zagueiros, dois volantes fixos – Formigoni e Memo – não realize jogadas de ultrapassagens com os alas João Gabriel e Everton.

Ainda mais quando enfrentou um adversário, mais de 80 minutos, com um homem a menos.

Eu não entendo a necessidade de outro meia de armação, de perna esquerda – o Raphael Toledo – se o América já tinha o Elias jogando ao lado do Thiago.

Eu não entendo como o Sérgio China não fez a opção por um jogador mais presente dentro da área.

Custei mesmo a entender qual a proposta de jogo, de ataque, principalmente, do novo comandante rubro.

Mas, paciência, primeiro jogo, ele deve ter seus motivos para atuar desta forma.

Eu que não entendo... vai ver eu não entendo de nada mesmo.



No ABC, "problemas" de última hora

Edmo Sinedino,

Alguns “abalos” inesperados podem atrapalhar o ABC no clássico?

Vi um noticiário de que Márcio Passos já estaria acertado com o Avaí, mas disputaria a partida deste domingo.

O que ouvi de um diretor do ABC foi que o atleta tem contrato em vigor com o clube até o final de novembro, sinalizando que não o liberaria.

Márcio Passos que me desculpe, mas acho que a direção está certa.

Se não “jogar duro” o alvinegro pode perder todas as suas principais peças...e aí, quem vai justificar e segurar a barra junto ao torcedor?

Pois é, isso posto, acho que um treinador experiente como Geninho já deveria esperar esse tipo de problema.

No último treino, ainda surgiram mais dissabores – a pancada que Nando levou do Gabriel e o incômodo do paraguaio.

Muita gente acreditando que é “migué” do povo do ABC para tirar a atenção de Sérgio China.

Não creio.

Vamos esperar. Neste domingo, certamente, vamos poder tirar todas essas dúvidas.

E eu na torcida por um grande jogo, de muitos gols, mas de igualdade no placar.



Sérgio China, acredito, precisa correr riscos

Edmo Sinedino,

Vocês lembram do 3  a 3 entre América x ABC, na Arena, primeira partida da final?

O time rubro fez 2 a 0, poderia ter “matado” o jogo. Não o fez.

Os treinadores não ousaram, muito pelo contrário, e o ABC foi buscar o empate.

Naquela partida, enquanto jogou com a cara de Moura e não de Macuglia, me entendam, o América foi bem, foi muito melhor que o ABC.

Depois, voltou com a “cara de Macuglia”, tomou o empate e quase a virada.

A partida primeira terminou 3 a 3.

Moura e seus assistentes, infelizmente, para o confronto seguinte, adotaram de vez a mesmíssima forma covarde do treinador demitido.

Tomou de 4 a 0 e se livrou de uma marca negativa indelével. Era para ter sido, no mínimo, 6 a 0.

Sérgio China nem estava aqui, mas parece que tirou uma lição desse desastre.

Para esse domingo, o ABC pode vencer de goleada, mas uma coisa é certa: Sérgio China não vai jogar como Guilherme Macuglia.

A não ser que ele mude de última hora, mas todos os indícios apontam para um América ousado, vertical e que aposta na criatividade.

Me parece, vão jogar três ou quatro meias.

O torcedor rubro, que já sofreu horrores com a goleada da última partida, deve ficar, entendo, assustado.

No entanto, jogar encolhido, no estilo Macuglia, trouxe algo de positivo para o time rubro?

Absolutamente nada.

Sérgio China, se fizer o que sinalizou que fará, estará coberto de razão.

É hora de fazer o América voltar a jogar como o time grande que é.



Edson na reserva de Pierre...

Edmo Sinedino,

Na abertura da segunda rodada do Brasileiro, neste sábado, o Fluminense, com, acreditem, Edson no banco para Pierre, empatou com o Santa Cruz, 2 a 2.

O segundo gol do Santa foi por intermédio de um pênalti mal assinalado pelo árbitro. O segundo do Flu também já havia sido irregular.

O potiguar Wallyson entrou aos 16 minutos do segundo tempo, logo após o Fluminense virar a partida.

Em Minas, Cruzeiro tropeça e fica no empate com o Figueirense, 2 a 2 também.

O Palmeiras, que os papangus da imprensa paulista já apontavam como favorito ao título por conta dos 4 a 0 na primeira rodada, acreditem, perdeu para a Ponte Preta de 2 a 1.

Gente, todos os dias a gente vê absurdos no futebol. Continuar vendo Edson na reserva de Pierre chega a ser um acinte.

O interessante é que todos esses “comentaristas” não enxergam a limitação, para não dizer mediocridade, do Pierre.

Na verdade, 99% nada sabe do que está vendo em campo.



Cícero Almeida e os presidentes de federações de hoje em dia

Edmo Sinedino,

cicero2_09Hoje, domingo (22), segundo meu amigo Ribamar Cavalcante, é o aniversário do “Capitão” Cícero Almeida (foto, no centro).

Peço desculpa ao meu querido amigo por rebaixar sua patente – Cícero Almeida foi para a reserva como General do exército – mas era assim que todos seus amigos do futebol o chamam.

Que pena que não se fazem mais presidentes de federações como o “Capitão Almeida”!

Quase choro de tristeza ao compará-lo (que pecado!) com o presidente atual José Vanildo da Silva.

O nosso capitão incentivava o futebol amador, os campeonatos juvenis, lindamente, e bancava despesas, quase todas, dos clubes considerados pequenos.

E olha que naquela época não existia a “mesada” da CBD, ai do presidente que viesse com esse tipo de proposta indecente; não haviam patrocinadores ou dinheiros não explicados.

Tudo que o “Capitão Almeida” realizava era com os recursos das rendas dos jogos.

E naquele tempo não tinha bajulação com presidente de CBD, nem reuniões e encontros em hotéis cinco estrelas, nem uísque e outras coisas mal explicadas.

Acho até que a CBD ainda engatinhava no quesito corrupção, mas existiam presidentes como Cícero Almeida que, nem de longe, eles pensariam em tentar corromper.

Cícero Almeida é do tempo que não volta mais. É do tipo de dirigente que, se ainda tivermos alguns iguais, estão sendo tratados como “estranhos no ninho”.

Parabéns, general Cícero Almeida!



A chance do segundo volante Arês

Edmo Sinedino,

ares1_09A contratação de Arês (foto), segundo volante, que disputou Estadual pelo Alecrim foi um grande negócio para o América.

Alto, esguio, de boa chegada na frente, boa recomposição, ótimo passe e muito fôlego, Arês tem tudo para brilhar no futebol de cegos de nossa terra.

Digo isso porque o Arês passou pelas bases do ABC, esteve o ano passado no Alecrim – o escolhi como revelação – e voltou a brilhar esse ano com camisa verde.

Quando ABC anunciou Cleiton e Dalberto, também bons valores, achei que, de novo, o rapaz seria esquecido.

Globo e Potiguar de Mossoró anunciando seus “forasteiros” para a Série D e bons valores da terra, de novo, sem serem lembrados.

Agora, esperar que, sob o comando de Sérgio China, Arês tenha chance.

Outros bons destaques de nosso Estadual, no entanto, passam em branco – Geilson, David (Alecrim); Romeu e Danilo (ASSU), Geovanni, Rivaldo, Pablo (Globo); Cláudio Baiano e Érico (Baraúnas); Odair, Ciel e Carlos Alberto (Potiguar), entre muitos outros.

PS: ontem, a direção anunciou a contratação do centrovante Romão, do Capivariano. Será que foi indicação de Roberto Fernandes?

*Foto: Gabriel Peres/Divulgação


CEI da Romualdo é tetracapeão de voleibol feminino dos Jerninhos

Edmo Sinedino,

jerninh1_09Nesta sábado após a linda abertura da 22ª edição dos Jerninhos, evento escolar da Codesp – Coordenadoria de Desporto – foram realizados jogos da modalidade de voleibol com a participação das equipes do CEI da Romualdo, Marista, Salesiano e CEI de Mirassol.

O CEI da Romualdo sagrou-se tetracampeão dos dos Jerninhos no feminino ao vence os três adversários na briga direta pelo título.

A equipe campeã é dirigida pelo competente treinador, professor Cláudio Araújo.

Os resultados:

CEI/Romualdo 2 X 1 Marista

CEI/Romualdo 2 X 0 Salesiano

CEI/Romualdo 2 X 0 CEI/Mirassol


O futebol brasileiro não é mais levado a sério

Edmo Sinedino,

imagem1_09Eu sei. Eu sei. Ele vão fazer gols e média com a imprensa e torcida.

Vão enganar mais uma temporada. Ainda mais se conseguirem títulos.

Serão chamado de "eternos", experientes, "fundamentais" na conquista, etc e tal...

Os clubes do Brasil precisam, no entanto, acabar com essa história de apostar em ex-jogadores em atividade.

Claro, existem as honrosas exceções que você identifica bastando para isso ver o histórico da carreira.

O comportamento dentro e fora dos gramados. Simples assim.

Robinho, Cléber Gladiador, Lugano, Fred, Ronaldinho Gaúcho, Adriano, Diego Souza, Carlos Alberto...chega!

Esses caras já pararam de pensar como atletas profissionais faz tempo.

E quando isso aconteceu se deu o início do o processo de enganação.

Um, dois jogos, nunca uma sequência.

Existem no Brasil, além dos poucos que citei acima, e que ainda posam de grandes nomes, mais de 40 atletas que esqueceram que a carreira tem começo e fim.

Veja essa listagem abaixo, acredite, eles ainda estão em atividade, mas esse já é um caso de palhaçada:

Marcelinho Paraíba, 39 ,- Dimba, 41,  Amaral, 41, Paulo Baier, 40 , Ariano Gabiru, 37, Fábio Jr., 37 , André Luís, 35, Jean, 32 , Gil, 34, Allann Delon, 35, Magrão, 36, Leandro Guerreiro, 36, Lúcio, 35,  Souza, 35, Aluísio Chulapa, 40, Zé Roberto, 34, Bolívar, 34, Márcio Costa, 41, Lopes Tigrão, 35, Reinaldo, 35, Roger, 32, Josiel, 34, Baiano, 36,Luís Mário, 36, Somália (não é o do CRB), 36 , Magno Alves, 39 , Dudu Cearense, 31, Lúcio Bala, 40, Fabiano Eller, 37, Carlinhos Bala, 35, André Santos, 31, Adrianinho, 34 Jorge Wagner, 36, Chicão, 33, Ruy Cabeção, 36, Mancini, 34,Geraldo, 41, Romerito, 40 Nonato, 35.

Para esses, infelizmente, ainda existem dirigentes que acreditam...será que acreditam ou fingem apenas?

É isso. O mal.

Ex- jogadores em atividades, estrangeiros ruins de bola e supervalorizados, além de treinadores incompetentes e picaretas, os males maiores do futebol do Brasil.

Sem falar na cartolagem dos clubes e da putrefata CBF.



Fernando Diniz para a vaga de um estrangeiro maluco

Edmo Sinedino,

Esse povo brasileiro, o do futebol, explicito, é o mais tolo do mundo. Aqui todo mundo engana, enche as burras e vai embora.

O Atlético/MG tinha um timaço formado por meninos e experientes jogadores de qualidade.

Veio o treinador estrangeiro. O Galo, lutador, mas qualificado, se transformou num Galo comum.

E veio Robinho, vieram mais estrangeiros e os jovens valores perdendo espaço, vendidos, sacados do time.

Caiu na Libertadores. Que serviu para a queda do treinador uruguaio Diego Aguirre. Quem sabe volte a ser o Galo das Alterosas.

O cara já não tinha dado certo no Sul, sua "praia", como poderia dar em Minas?

Só os dirigentes e imprensa podem acreditar.

O Galo do melhor trabalho de base do Brasil, é evidente, não precisa de tantos estrangeiros.

Eu sei. Os treinadores do Brasil não valem metade do que ganham, mas existem as raras exceções.

Fernando Diniz, no Galo, com a meninada, e esse time bom, o que acham?



Juca Kfouri comenta a nomeação de "Perrelinha"

Edmo Sinedino,

perrela_09A canalhice só aumenta no futebol no governo do golpista Michel Temer.

Zezé Perrela, dirigente do Cruzeiro envolvido em vários denúncias de falcatruas, e dono do famoso "helicoca", na base da pressão, conseguiu empurrar "Perrelinha" na secretaria de futebol do Ministério dos Esportes.

Que coisa mais bacana!

Veja:

Perrellinha no ministério do Esporte – por Juca Kfouri

Em entrevista à “Folha de S.Paulo”, o novo ministro do Esporte, Leonardo Picciani, negou enfaticamente que vá nomear gente ligada à bancada da bola na APFut, o organismo criado para fiscalizar a execução da Profut.

Negou ontem e convidou hoje, para assumir a secretaria de futebol do ministério o filho de Zezé Perella, senador do PTB graças a Aécio Neves que o indicou para a suplência do então octogenário Itamar Franco, ex-presidente do Cruzeiro, dono do famoso “helicoca” e pai de Gustavo Perrella, o convidado para o posto que tem, como uma de suas funções, exatamente a implantação da nova lei do futebol.

O jornalista Marcos Paulo Lima, do “Correio Brazilienze” foi quem deu a notícia em primeira mão, confirmada pela repórter Gabriela Moreira, da ESPN Brasil que acrescentou a informação de que o anúncio oficial deve ser feito nesta segunda-feira.

Poucos dias atrás, em entrevista à BBC Brasil, Zezé Perrella disse não só que Dilma Rousseff havia sofrido o processo de impeachment não pelas pedaladas, mas pela “sua prepotência e trapalhadas no governo”, como quase ameaçou o presidente interino, ao dizer: “Ele vai ter que ter uma relação muito boa com o Senado Federal, porque se perder três votos aqui, a Dilma volta”.

A nomeação do filho parece garantir seu voto…



Gabriel, pena, deixa o América...acreditava, ainda, no ala

Edmo Sinedino,

Lamento muito. Pensei que esse bom jogador pudesse deslanchar no América.

Mas, infelizmente, jogou como se sempre estivesse preso. O que será que o impediu de brilhar.

Futebol, ele tem.

Infelizmente, pegou Aluísio Morais e Macuglia e uma final de campeonato de derrota.

Eu o queria no meu time.

Abaixo:

O lateral direito Gabriel não permanece no Mecão para o restante da temporada 2016. O atleta, que se reuniu com a direção e entrou em um acordo amigável, disputou 15 jogos pelo Alvirrubro e marcou um gol.

O América Futebol Clube agradece os serviços prestados e deseja-lhe sucesso no novo desafio.

*Fonte: Assessoria de imprensa do América



O ABC de Geninho será o mesmo?

Edmo Sinedino,

geninho1_09Se o América vai todo, ou quase, modificado para o clássico, no ABC, o treinador Geninho deve manter a mesma equipe.

Será?

Geninho não é bobo nem nada. Muito mais que preparando o time, a forma de jogar, jogadas ensaiadas e tudo mais, ele cuida da cabeça dos atletas.

Não tenho dúvida.

A missão dele é fazer todos esquecerem o Estadual. Terminou. Fim. Agora é outra coisa diferente.

E claro, como experiente treinador que é, mesmo no que diz respeito à formação e esquema de jogo, ele pode sim surpreender, ou pelo menos tentar.

Futebol é como água acima de 100º C, está sempre em ebulição, e todo mundo que trabalha no meio precisa estar sempre se mexendo, se incomodando e procurando melhorar.

Treinador, atacante, defensor, goleiro, se “deitar” nos louros logo, logo será superado.

A gangorra deste esporte especial não fica estática. Aliás, o muito difícil não é chegar ao patamar de cima, mas manter-se.

Lição básica.

Vamos ver o ABC de Geninho pós conquista do Estadual.



Um América diferente...em tudo

Edmo Sinedino,

china1_091Um time diferente. E tinha que ser. Sérgio China tem mais é que mudar a cara do América. Não se repete, insiste e persiste com perdedores.

Fica a expectativa de qual vai ser a resposta dada por essa equipe modificada.

O setor que ainda precisa de reforços, talvez já tenha resolvido o problema com a chegada do João Paulo, é, sem dúvida, a defesa.

Gustavo e Zé Antônio juntos representam problemas. O rubro precisa de um zagueiro firme, rápido e que jogue pelo lado direito.

De preferência, fazendo dupla com o Zé Antônio, se estiver bem fisicamente.

Everton e Bruno, alas. Macena, Memo, Raphael Toledo, Elias (se em condição), Mateus, Thiago Potiguar podem sim fazer a diferença.

Uma promessa de América bem mais, muito mais, na verdade, criativo e vertical. Justamente o contrário do que o torcedor tem visto desde a chegada do inominável Guilherme Macuglia.

Se o ABC o ano passado teve Pastana, esse ano o América não ficou atrás com Macuglia. Coisas de dirigentes.

Arrisco o time: Pantera (Daniel), Everton, João Paulo (Gustavo), Zé Antônio e Bruno; Macena (Formigoni), Memo, Raphael Toledo, Mateus e Thiago Potiguar; Luís Eduardo. Será?

Veja;

Diferente

O torcedor que for até à Arena das Dunas no domingo (22), no jogo de estreia do Mecão no Campeonato Brasileiro, poderá "dar de cara" com um time bastante modificado. Foi o que sugeriu o técnico Sérgio China, que tem a certeza que poderá contar com os recém-contratados Memo, Everton, Elias, Daniel, Raphael Toledo e Bruno Formigoni, devidamente regularizados. O zagueiro João Paulo ainda vive a expectativa de ter seu nome publicado no BID desta sexta-feira (20).

- Mais de 50% com certeza. Talvez 60% ou 70%. Mas o que vai mudar mesmo é a forma de jogar, o modelo. Foi uma semana de conhecimento dos jogadores que estavam aqui, de características individuais, para a gente tentar encaixar com os jogadores que estão chegando. A gente vai mudar mais o nosso modelo de jogo. A gente cria situações, faz modificações, algumas observações. Ainda estou em fase de conhecimento das características individuais - disse.

Foto: Canindé Pereira/América FC


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