Seleção de Dunga: os mesmos velhos enganos

Edmo Sinedino,

Impressionante como as cabeças mais inteligentes de nossa mídia esportiva se deixam levar por resultados, construídos, sei lá à força de que, mas nunca de um verdadeiro bom futebol.

Quem viu o Brasil x França sabe que foi 3 a 1 para o Brasil, mas poderia ter sido para a França.

Eu quero o Brasil ganhando e mandando.Sendo, de verdade, superior em campo.

Eu quero ver um Brasil vencendo e não usando o tempo de acréscimo para fazer substituições, parando o jogo com medo de tomar um empate.

E fazendo entrar em campo duzentos e ciquenta meiocampistas de marcação.

Isso não é resgate, nem mesmo inconsciente de nosso futebol.

Pelo amor de Deus!

Essa é a mesma seleção de Dunga, de Mano, de Felipão, e depois Dunga de novo.

No teste maior fracassa, porque falta futebol, confiança e o respeito dos adversários. Estatística, até ela, também é igual até que chegou o dia do fracasso.



Bora Porra feliz da vida com a atuação de Erivelton

Edmo Sinedino,

bora_09Poucos são os que realmente ficam felizes com o brilho dos jogadores da terra.

Mas esse pouco em comparação aos tantos e tantos que, parece, têm verdadeiro ódio dos meninos da casa.

Fico imaginando o que deve estar sentindo aquele “conselheiro”, que qualidade...que, no dia em que fui ver o treino do ABC, derrota de 1 a 0 para o Atlético Potengi, ele culpou as bases.

Essa vitória do ABC hoje deve ter lhe feito mal, afinal, até para os mais radicais, o meia foi o nome do jogo.

Erivelton (foto abaixo), com as boas jogadas, o gol, o passe do segundo gol, deve ter estragado seu dia.

Por outro, tem muita gente feliz igual a mim. Entres estes, meu amigo Bora-Porra que, ao me encontrar no Bar do Zé Reeira – Espaçoi Cultural Rui Pereira – onde curtiu o som da banda, a primeira coisa que me falou foi sobre a atuação de Erivelton.

Feliz da vida o Bora Porra. Duplamente feliz: com a vitória e atuação de nosso garoto feito na base.

Quem sabe agora, me disse o torcedor símbolo do ABC agora Erivelton possa ser efetivado como titular da equipe.

Eu também espero.

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Foto: Frankie Marcone


ABC e Santa Cruz dividem liderança na largada do segundo turno

Edmo Sinedino,

golaco_09ABC 2 a 0 no Alecrim, gols de Erivelton ( na foto o golaço que o meia marcou) e Kayke. Dividindo a a liderança provisória com o Santa Cruz, na estreia do técnico Josué Teixeira.

No Barrettão, o Globo se reencontra com a vitória e bateu o Baraúnas de 2 a 1, gols de Romarinho e Marcel. André Tavares descontou para o Leão do Oeste.

O Santa Cruz do Inharé venceu o Palmeira de 2 a 0, gols de Michael e Jajá, os dois marcados no segundo tempo.

Potiguar de Mossoró x América, partida que complementaria esse primeira rodada, foi adiada. O América tem compromisso na Copa do Nordeste neste domingo.



Erivelton, o nome do jogo na vitória de 2 a 0 sobre o Alecrim

Edmo Sinedino,

erivelton1_09Erivelton, o nome do jogo.

Mas sabe porque viram isso? Pelo gol. Pelo passe do segundo gol.

Vi atuações de Erivelton ainda melhores que a de hoje, e ninguém falou nada.

Mais grave: vi Erivelton ser o melhor jogador do ABC em campo e mesmo assim o treinador o sacar.

Foi o Roberto Fonseca, e contra esse mesmo Alecrim, em partida do primeiro turno.

Pois é, Sandro teve duzentas chances, nunca apresentou nada. Assim como o Anderson Paraíba.

E esse Júlio César, minha gente...

O cara esteve em campo em quase todos os jogos últimos do ABC, no clássico da tarde deste sábado mais de 60 minutos e não fez um jogada produtiva.

Uma sequer.

E mesmo assim João Paulo vai ficando no banco de reservas.

O menino Chiclete, que entrou muito bem no último jogo, marcando belo gol e sendo destaque, ficou sem entrar.

Como todos os outros, o treinador Josué Teixeira ganhando de 2 a 0 tirou um atacante, inoperante, é bem verdade, o Júlio César, e colocou um volante de marcação.

O discurso é o mesmo, de todos, ou quase todos, e a prática também. Eles não aproveitam as bases coisa nenhuma.

E só jogam muito mais pensando em não perder do que ganhar.

Por isso o torcedor sai de campo chateado, criticando, classificando a partida de "pelada".

E olha se já no próximo jogo o Erivelton que ele diz “que ganhou” não seja sacado do time.


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*Fotos: Frankie Marcone


Já dá para pedir abertura de "CPI das contusões" no futebol do RN

Edmo Sinedino,

josue1_091Show de contusões.

Se fosse na política, suja, já teria gente pedindo uma “CPI” para apurar tantas contusões.

ABC e América contratam jogadores que, antes mesmo da torcida se familiarizar com eles em campo vão para o estaleiro.

No América desde o ano passado o departamento vive lotado.

A repetição de atletas sentindo contusões no primeiro tempo da partida, ainda se repetem.

Um absurdo.

Zé Antônio, contratado pelo time rubro, e não deve ter sido barato, pois veio para ser titular e capitão, mais ficou no DM que em campo.

E além do que, confesso, não o acho merecedor de um lugar no time titular.

No ABC, depois dos fracassos de Anderson Paraíba, Sandro e até mesmo o bom Clebinho (acho que menos por culpa dele), o superintendente trouxe mais dois – Nem e Neto Coruja.

Os dois já estão no DM.

Neto Coruja não jogava tinha mais de ano. Mais um que veio, dizem eles, “sem custo” para o clube.

E merece registro do caso do Zé Mário, cirurgiado em Porto Alegre.

E ainda tem o Luisão, que ficou fora da relação contra o Alecrim, também machucado, e nem sequer chegou a jogar.

Isso tudo é muito, mas muito estranho mesmo.

*Foto: Frankie Marcone - Josué Teixeira chegou e já convive com problemas de contusão.


Bora Porra e a Motoqueira Fantasma

Edmo Sinedino,

bora_09


A história já tem um tempo, mas vale a pena ver de novo.

Vai abaixo:

A visão assustadora do rebaixamento fez Bora-Porra voltar ao Frasqueirão

Quem viu Bora-Porra sábado no estádio Frasqueirão nem imagina o que se deu para que ele aparecesse.

Eu escrevi aqui no blog que nem acreditava vê-lo de novo no estádio torcendo pelo alvinegro, juro.

Os torcedores do ABC tinham mais fé que eu, e estavam certos.

Mas a coisa, repito, não foi fácil.

Bora-Porra já tinha traçado todo o programa para o final de semana “perfeito” junto com a sua “Motoqueira Fantasma”.

E ele acordou, como faz todos os dias, por volta das 3horas da madrugada. Não é conversa, é verdade.

Ele passou o pano na casa, lavou os banheiros, suas roupas, estendeu-as no varal, engomou as que estavam enxutas do dia anterior, fez suas orações e foi para a cozinha.

Me disse ele que, durante as orações, “Chiquinho” estava de mau humor. Nem olhou pra ele.

E o panaca, cego, apaixonado, nem notou esse primeiro sinal de que as coisas não estavam bem para o lado do ABC.

Pois bem, continuando: ele foi para a cozinha e começou a preparar os “quitutes” para o piquenique.

Cantarolava uma música de Wando, do finado, e nem lembrava do jogo de vida ou morte do ABC contra o Bragantino naquele sábado.

Vejam a que ponto chegou o apaixonado. Nem passava por sua cabeça algo relacionado ao seu ABC.

Nem sequer se lembrou de lavar o “manto sagrado” , presente de Danilo Menezes.

Tudo, tudo, tudo que ele fazia era pensando unicamente na “Motoqueira Fantasma”. E seguiu-se o ritual.

Cortou o queijo, o presunto, organizou os pãezinhos, o refrigerante, duas conxas de bananas, dez laranjas, um cacho de uva, quatro maçãs,  a canjibrina, preparou tudo com o maior carinho e pôs na cesta.

Era coisa demais. E tudo ficou pronto antes da cinco horas da matina.

Depois, sentou-se na varanda de seu apartamento e ficou vendo as pessoas passarem.

Pensou em ir na padaria de “Seu Werton”, mas ainda estava fechada, assim como o Mercadinho de Júnior.

O tempo passou, deu seis, sete, oito, nove, dez, foi umas duzentas vezes na esquina, subiu e desceu a Santo Antônio, olhou na Voluntários da Pátria e nada.

Desesperou-se.

Nem sinal da “Motoqueira Fantasma”.

Eita danado! Ele não vinha. Ia dar o “bolo”.

Bora-Porra já estava quase se pegando com os “caboclinhos” que outrora fazia pedidos para as vitórias dos ABC.

Só que, desta vez para saber notícias de sua musa. E foi aí quem, coincidentemente, a campainha tocou.

Suspirou aliviado, era ela, só podia ser.

-Obrigado meus caboclinhos – disse aliviado e foi correndo abrir a porta.

Era ela mesma. Nesse instante foi como se realmente o dia tivesse nascido, o sol saído para nosso Bora naquele exato instante da visão da sua amada.

Feliz demais. Sorrisão, parecia um menino.

A “Motoqueira Fantasma” subiu, perguntou se tava tudo pronto. Ele, submisso, contente que só “pinto em cocô” mostrou a bela cesta de piquenique, com toalhinha quadriculada de vermelho e branco.

Puta que pariu! Se deu conta do sortilégio. Toalhinha quadriculada de vermelho e branco? Não podia.

Correu, foi lá dentro, encontrou uma toalha de mesa branca, bufenta, velha, mas trocou, tirou a toalha das cores do América.

Subiu no motor, cesta de piquenique no colo, imprensada, já que a moto da sua heroína é daquelas pequeninas.

E lá se foram os amantes em busca do dia perfeito.

O roteiro acertado era: ponte Newton Navarro – a Ponte de Todos, onde eles ficariam, no fim da tarde, observando o pôr do sol do Potengi.

Bem romântico, o programa.

Mas antes, claro, eles fariam um passeio turístico de cinco voltas na Via Costeira, ela de capacete guiando, e ele com seus cabelos grisalhos voando ao vento.

Por falar nisso, nem precisa dizer que, a chapinha, a escova progressiva, e o monte de dinheiro que ele gastou para alisar e domar o cabelo foi para o beleléu.

A cabeleira de nosso herói apaixonado está, desde o advento moto, de novo, parecendo um fuá. Um ninho de rato branco.

O tempo urgia. Eram duas horas da tarde de sábado. Faltavam somente duas horas para o jogo do ABC.

E Bora-Porra, nem aí.

Rodando e rodando na praia.

Mas, passando pela estátua de Iemanjá, o nosso abcdista jura, e disse que viu os olhos da rainha do mar cheio de lágrimas.

Pediu a “Motoqueira Fantasma” que parasse a moto. Ele não atendeu – Hômi deixe de lorota! – falou chateada.

E foi para o alto da ponte, iniciar o piquenique.

Lá no alto da ponte, Bora-Porra contou que teve mais uma visão assustadora.

Ele disse que, refletido nas águas turvas do Potengi, via a imagem de uma massa de torcedores saindo triste do estádio Frasqueirão.

Muitos chorando, outros reclamando e dizendo: “tem jeito não, vamos ser rebaixados”.

Nessa hora, Bora-Porra sentiu, disse ele, que precisava fazer alguma coisa. E só tinha uma a fazer: correr para o Frasqueirão.

Renascia dentro dele, adormecido, o amor pelo seu clube de coração.

Se o ABC ia perder, tudo bem, mas ele tinha que estar lá para fazer sua parte.

Tentou convencer a “Motoqueira Fantasma” a levá-lo Via Costeia acima, mas ela mandou ele “pastar”.

Puta da vida, vendo seu dia ser estragado, ela pegou a cesta de piquenique jogou lá de cima da ponte.

Montou na moto, ligou e saiu com a gota serena dizendo que ia para a praia da Redinha comprar ginga e tapioca, pois nada do que Bora tinha posto na cesta lhe agradava.

Ainda falou alguma coisa sobre "você só presta mesmo para levar chifre", mas ele nega essa parte.

Nosso herói, dividido, agoniado, achando que ia perder seu amor para sempre, ficou sem saber o que fazer, mais uma vez.

Mas de novo olhou para as águas do Potengi amado. Viu tudo de repetido, da mesmíssima forma e com mais clareza ainda.

E mais: chegou com clareza uma nova visão: ele indo de avião com seu primo Sapatilha para ver o ABC jogar na Arena da Floresta, lá no Acre.

A gota d´água.

Correndo, ligou para seu primo Cláudio Varela, e pediu, suplicou para que ele viesse lhe pegar na ponte para levá-lo ao Frasqueirão.

Cláudio veio, Bora-Porra foi para o jogo, e o resto da história vocês já sabem.

No entanto, desde sábado depois do jogo, desesperado, Bora-Porra espera notícia da “Motoqueira”.

Já chorou, fez promessa, mas até agora, nada.

Tomara que a "Motoqueira Fantasma” possa perdoar o nosso pobre abcdista perdidamente apaixonado.


Atuações: Boaventura e Maguinho, os destaques do América

Edmo Sinedino,

maguinho_09Estou até agora tentando entender a opção do Roberto Fernandes(foto abaixo) pelo Gilmar.

Não consigo.

Mistérios de um futebol maluco.

Daniel Costa, Álvaro e Gláucio, todos no banco.

Final: América 0 x 1 Vitória. E analiso, com nota, a atuação dos jogadores rubros no jogo desta quinta-feira, primeira partida do mata-mata.

Busato – Não teve culpa no gol que tomou e teve participação positiva nas poucas vezes que foi chamado a intervir. Nota 6.

Wálber – Atuante, presente no ataque e foi pelo seu lado as melhores jogadas de ataque do América. Nota 7.

Boaventura – Um monstro. Ganha todas ou quase todas as disputas, por baixo ou por cima. Quase imbatível e ainda passa o jogo todo tentando fazer gol em lances de bola parada. Um dos melhores do jogo. Nota 8.

Zé Antônio – Dormindo. Chegou atrasado em vários lances, vacilou no gol do Vitória (poderia ter tentando um carrinho) e foi mal em quase todos os lances defensivos. Nota 4.

Julinho – Fraco no apoio e também na marcação. No primeiro tempo até que apareceu como opção. Nota 5.

Judson – No mesmo bom nível das partidas anteriores, marcando sem cansar, fazendo muito bem sua função de primeiro volante e de passe melhorado. Nota 7,5.

Maguinho (foto) – Nome do jogo ao lado de Boaventura. Bem no primeiro tempo, voou no começo do segundo tempo, depois foi prejudicado pela queda de rendimento após o gol do Vitória. Nota 8.

Cascata – Foi bem. Fez a bola rodar, encontrou espaços até, mas esteve sempre muito marcado. Nota 7.

Thiago Potiguar – Saiu machucado muito cedo, e fez falta ao time rubro. Sem nota.

Gilmar – Em 45 minutos, mais atrapalhou que jogou. Sem nota.

Max – Apareceu pouco no jogo, quase não finalizou, se deixou marcar sem reação. Nota 5.

Daniel Costa – Participou bem do jogo em tabelas, chutes a gol e movimentação pelo meio ao lado de Cascata. Nota 7.

Álvaro – Entrou bem no jogo, ajudou a fazer o time andar. Mas depois do gol do Vitória também foi prejudicado pela queda de todos. Nota 6.

Gláucio – Entrou em hora ruim, participou pouco do jogo, mas ainda criou uma boa chance que Cascata desperdiçou. Sem nota.

roberto1_09

*Fotos: Frankie Marcone


América volta a perder para o Vitória na Arena das Dunas

Edmo Sinedino,

vander1_09O futebol não admite erros.

E normalmente esses equívocos são punidos.

E aconteceu nesta quinta-feira, de novo, com o América, aliás, com o técnico Roberto Fernandes.

Ora, você tem vários jogadores que estão 100%, vêm jogando, rendendo bem, fazendo suas funções, aí, do nada, você faz a opção por outro que está longe de sua melhor forma?

Foi isso o que aconteceu. Roberto Fernandes deu um prejuízo de 45 minutos ao ataque do América por preterir Daniel Costa ao jogador Gilmar (foto abaixo).

Gilmar está fora de ritmo e desde muito tempo não tem uma atuação convincente, uma atuação que faça merecer sequer ficar no banco.

Durante os primeiros 25 minutos, o time rubro adiantou a marcação (os babacas ficam falando em “marcação alta”, imitando o treinador Tite, do Corinthians) e foi senhor da partida.

E essa formação ainda teria outro desfalque de criação. Thiago Potiguar, que seria fundamental para abrir a defesa do Vitória pelos lados, saiu machucado.

Entrou Daniel Costa.

Só que, com Cascata bem marcado, vigiado de perto o tempo todo, e ainda com um atacante a menos, o Gilmar que errou quase todas as jogadas que tentou, o gol do rubro-negro baiano não corria riscos.

O duelo de meio-campo era vencido, claramente pelas ótimas atuações do Judson, do Maguinho e passagens do Wálber, Cascata e Daniel Costa, mas ficava nisso.

Os meias procuraram, tentavam, e criavam, mas o Gilmar nunca era opção, o que acabou fazendo com que a bola também não chegasse no Max.

E mesmo quando a bola chegava – várias vezes chegou – ele desperdiçava.

Depois dos 25 minutos, o Vitória equilibrou e teve duas boas chances de marcar. E foi assim o primeiro tempo.

Uma divisão quase igual de metade de maior domínio para cada lado.

No segundo tempo, acho que vendo a repetição do erro, RF tentou consertar e pôs Álvaro em campo no lugar de Gilmar.

Ele encheu o meia com um meia que também sabe marcar, e soltou mais Cascata para se posicionar mais perto da área e de Max.

Claro, claro, evidente que daria certo. O time ficou mais solto, mais criativo. Maguinho passou  a chegar como elemento surpresa e foi uma avalanche.

Em pouco tempo, o América criou mais oportunidades que durante todo a primeira metade da partida.

Aí, de novo, valeram os “santos” baianos, e a bola não quis entrar. O time rubro era imensamente superior.

O Vitória não se achava, encolhido, fazia o antijogo.

Foram onze minutos de pressão.

O gol não saiu. Mas saiu do outro lado.

Um cochilo da defesa do América, falta de agilidade de Zé Antônio e cobertura de Julinho, Vander (foto ao lado) se aproveita passe de Neto Baiano e faz 1 a 0.

A partir daí o América se perde. O Vitória tem chances de matar o jogo, mas prefere, como quase todo time do Brasil, fazer o antijogo.

O América só veio retomar o comando da partida quando faltava muito pouco tempo para terminar.

Algumas chances, de novo, foram desperdiçadas e terminou assim. 1 a 0 Vitória.

De injustiça em injustiça, erros em erros, o América vai entregando a vaga ao fraco time do Vitória.

Fraco time, desorganizado time, mas que tem bons valores que têm sido decisivos.

Domingo, em Salvador, as equipes voltam a se enfrentar.

Os baianos jogam pelo empate. O América precisa vencer por dois gols de diferença.

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*Fotos: Frankie Marcone


E "Veião", ex-padeiro de "seu"Werton, se fez bicampeão pelo Alecrim

Edmo Sinedino,

alecra_09As histórias de minhas caminhadas. Sempre tem.

Conheci Damião na padaria Avelino Teixeira, de “seu” Werton, na Cidade, esquina da Apodi com Voluntários da Pátria.

Isso quando eu ainda estava iniciando minha carreira de jogador profissional no Força e Luz.

Damião, conhecido por “Veião” pelos companheiros, era padeiro e dizia ter sido jogador do Alecrim nos idos de 1960.

A gente nunca questionou, gostávamos de ouvir suas histórias e ver ele fazer algumas gracinhas com limão e laranja, nada demais.

Como todo mundo conhecia o Alecrim campeão de 1968 de “cor e salteado” – Manoelzinho, Luizinho, Pádua, Cândido e Anchieta; Pedrinho e Valdomiro; Zezé, Élson, Icário e Burunga, ele dizia ter feito parte do time bicampeão de 1963/64.

E o tempo passou.

“Veião” deixou a padaria, se aposentou, saiu de nosso convívio na Cidade Alta, mas sempre o encontrava, fez por outra, andando de bicicleta, na praia.

Ele reside em Mãe Luíza.

Pois bem. Dia desses, foi essa semana, vinha caminhando na praia, na altura do restaurante Farol Bar quando me deparei com o amigo ex-padeiro.

Damião vinha pedalando na companhia de vários amigos. Ao passar parou a bicicleta e fez os seus companheiros pararem também.

Se dirigiu a mim, como sempre fazia, mas desta vez falando alto, querendo “tirar uma dúvida” dos seus amigos.

- Veião, Veião (por isso o apelido, é que ele trata todo mundo assim) tira aqui uma dúvida da gente – me interpelou.

Concordei.  – Diga Damião – respondi.

- Diga aqui para eles quando foi a última vez que o Alecrim foi bicampeão – falou me questionando.

- Em 1985/86 – respondi rapidamente, sem titubear.

E ele: - não é porque essa turma aqui fica duvidando, eu disse a eles que fui bicampeão e eles não acreditam, eu não era titular, não era, mas fui bicampeão pelo Alecrim – falava ele ao mesmo tempo que olhava para mim e seus amigos.

Eu, tonto, sem entender, aí quando “caiu a ficha” Damião já tinha ido embora todo feliz com sua mentira confirmada.

Pois é, e os amigos devem ter engolido, após minha confirmação que o padeiro de “seu” Werton jogou mesmo no Alecrim de 1985/86.

Detalhe: o “Veião” em questão já tem, no mínimo, no mínimo, 70 anos e quando o Alecrim foi bi na década de 1980 ele já tinha se aposentado como padeiro.

Imaginem! O que se pode fazer? Só dar risadas.

*Foto:divulgação (nessa "Veião" não está).


Alvinho, ex-ABC, é vítima de violência e fratura tíbia e fíbula

Edmo Sinedino,

alvinho_09O destino.

Sem chances no ABC, o atacante Alvinho, levado por Francisco Dia, foi jogar no Campinense.

E como estava bem. Talvez, ele ao lado de outro ex-ABC, Felipe Alves, em grande forma e marcando gols.

Aproveitando, de verdade, a chance dada por Diá.

Mas o fantasma da violência parecia perseguir o curraisnovense. Antes, em outra partida da mesma Copa do Nordeste, já havia levado pancada e ficado desacordado.

Ontem, infelizmente, de novo o atacante foi vítima da violência. Uma entrada criminosa do jogador do Bahia, Patric, e Alvinho fraturou tíbia e fíbula.

O agressor levou apenas cartão amarelo.

Esse árbitro incompetente, o Francisco Carlos dos Santos, de tantos e tantos erros cometidos, bem que merecia uma punição exemplar.

No entanto, quem vai pagar o pato é Alvinho, que deve ficar mais de seis meses sem poder jogar futebol.

Uma lástima.

A partida, comandada por esse péssimo árbitro, foi marcado pela violência.

O quarto árbitro, Pablo Alves dos Santos, foi atingido na cabeça por objeto jogado pela torcida.

*Foto: pbesportes.net


Os meias do ABC foram embora

Edmo Sinedino,

Os meias do ABC foram embora. Os três. Além do Zé Mário, que se recupera de cirurgia e não tem retorno previsto.

Josué Teixeira vai ter que escalar Erivelton e Chiclete. Não creio que ele vá improvisar.

Sandro foi o último a sair. Recebeu, dizem, proposta da Malásia. Quando esse meia foi contratado, escrevi aqui nesse espaço que ele nunca tinha me chamado a atenção nas várias vezes que o vi pelo Bragantino.

Não deu certo.

O Anderson Paraíba eu não conhecia. Não passa de um canhoto com uma certa habilidade. Mais um “canhoto que engana”.

Tem radialista que vê um canhoto e já compara com Souza...Gerson, essas loucuras.

Por fim, o Clebinho. Esse, acho eu, tinha mais a oferecer.

Foi prejudicado por Roberto Fonseca e perdeu a confiança e alegria de jogar.

Se eu fosse do ABC teria feito um pleito para ele jogar pelo menos mais duas vezes.

Enfim, o ABC não perdeu muito, mas continua carente.

Espero que Chiclete jogue, Erivelton também e eles possam provar, enfim, que podem ser titulares.



Roberto Fernandes tem boas opções para jogo contra o Vitória

Edmo Sinedino,

relacionados_09Acho que pela primeira vez nos últimos...nem sei, talvez mais de doze meses, o DM do América tem uma folga.

Está todo mundo liberado e quase todo o grupo à disposição do treinador Roberto Fernandes.

A partida contra o Vitória, na Arena das Dunas, é vital para as pretensões do time rubro.

Não pode mais vacilar.

Aliás, o rubro-negro baiano foi a única equipe a bater o time rubro de Natal na temporada. Hora da revanche, de dar o troco.

Time por time, o América é melhor.

Zé Antônio Paulista está de volta, mas espero que RF mantenha Judson e Maguinho. E torço muito para que ele não invente o Gilmar no jogo.

O time, acho eu, vai ser o mesmo: Busato, Wálber, Boaventura, Zé Antônio e Julinho; Judson, Maguinho, Cascata, Daniel Costa e Thiago Potiguar; Max.

Mas pode ser que o volante paulista apareça no time.

Veja a matéria:

O técnico Roberto Fernandes relacionou 23 jogadores para o jogo da próxima quinta-feira (26), às 21h30, contra o Vitória-BA, na Arena das Dunas, pela primeira partida das quartas-de-final da Copa do Nordeste. A baixa fica por conta do volante Tiago Dutra, poupado. Por outro lado, recuperado de lesão, o meia Álvaro volta a ser convocado.

São eles:

Goleiros: Busatto e Pantera;

Alas: Walber e Julinho;

Zagueiros: Flávio Boaventura, Zé Antônio Potiguar, Cléber e Edson Rocha;

Volantes: Maguinho, Zé Antônio Paulista, Judson, e Régis Potiguar;

Meias: Cascata, Álvaro, Daniel Costa, Júnior Timbó, Mateus e Thiago Potiguar;

Atacantes: Gilmar, Max, Alfredo, Emerson e Gláucio.



FNF se torna "madrasta" das categorias de base

Edmo Sinedino,

Definitivamente, as bases não fazem parte do projeto de gestão do presidente José Vanildo da Silva, de nossa FNF.

Ontem, em reunião na sede da entidade para definir a realização do Estadual Sub-15 se verificou os absurdos.

Cada atleta inscrito para disputar a competição custa ao clube R$ 80. R$ 50 para a FNF e R$ 30 para a CBF.

Primeiro absurdo. Um time inscreve 20 jogadores, número normal e necessário, o representante terá que desembolsar R$ 1.600.

Isso deve ser a ideia de “profissionalização” que o presidente da FNF tanto fala.

E tem mais: a arbitragem, gandulas, ambulância, tudo isso vai ficar a cargo dos times.

Pobre Baltazar, do Palmeiras das Rocas; Marcos Pintado, do Natal, por exemplo, como vão disputar qualquer competição?

Por isso, sempre repito, tem um experiente dirigente de nosso futebol que chama a FNF de “o cartório de Zé Vanildo”.

Dos onze clubes presentes à reunião, muito provavelmente só ABC e América participam da competição.

Os outros cogitam se inscrever na Copa Natal da Prefeitura de Natal.



Ainda acredito em Jean Carioca

Edmo Sinedino,

jeancarioca_09O dirigente Jean Paul Prates me fez uma consulta sobre Jean Carioca.

Antes, em encontro casual, na praia, o treinador Anthoni Santoro também fez comentários sobre o meia.

Nos dois casos, ao dirigente e treinador, eles podem confirmar, afirmei que apostaria minha fichas no atleta.

E disse claramente ao Prates que seria um ótimo reforço para o Verdão.

Acho que ele tentou, mas não deu certo.

Um habilidoso meia, talvez, talvez atrapalhado por problemas particulares, contusões e, por que não, até por treinadores.

Jean Carioca, acho, acho não, tenho certeza, foi muito prejudicado pelo esquema tático aqui em Natal.

Acho que no ABC foi com Ademir Fonseca. No América, não jogou.

Passou um bom tempo sem brilhar. Muita gente talvez achasse que era fim de carreira.

Não vi o jogo, e quem me deu a informação foi meu primo, Ênio, falando que ele “acabou com o jogo” na partida contra o Fluminese, 1 a 1.

Ele, eu também não sabia, está disputando o Campeonato Carioca pelo Tigres.

Espero mesmo que ele continue jogando bem e volte a ser o grande meia.


A contratação de Wellington Bruno

Edmo Sinedino,

brunoW_09O ABC contratou o meia de ligação Welington Bruno.

Bom currículo.

Mas, claro, sempre vem a desconfiança. Será que está num bom momento da carreira.

O seu desempenho no Penapolense, último clube, como foi? Disputou quatro jogos, somente.

Estava na reserva, mas sem histórico de contusão. Disputou como titular apenas quatro jogos, acho que os quatro primeiros.

Portanto, não sei se ele será a solução de criatividade que o time precisa.

Normalmente, quando uma equipe contrata um jogador que já teve passagens por grandes clubes fico imaginando o que teria provocado sua queda.

Ainda mais quando esse atleta está, ou deveria estar, no auge da carreira, chegando perto dos 30 anos.

E Wellington Bruno se enquadra bem nesse perfil.

Vi alguns jogos dele no Ipatinga. E não me impressionou.

No Flamengo, depois, a grande chance, e ele não se firmou.

Será que um jogador que estava na reserva do Penapolense, time que tem três empates, três vitórias e cinco derrotas, foi uma boa contratação para uma equipe que não pode mais errar?

Vamos vê-lo em ação. Até porque, de repente, o atleta resolva recomeçar e o ABC, o treinador Josué Teixeira, possa lhe dar essa condição.


Josué Teixeira "quer dazer história" no ABC

Edmo Sinedino,

josue1_09O técnico Josué Teixeira disse querer fazer história no ABC.

Ele destacou bem isso.

Elogiou muitas vezes o clube. Claro, o discurso que todo torcedor gosta de ouvir. O discurso que todo dirigente gosta de ouvir.

Massagens no ego. Também jogou para o grupo. Disse que vai analisar por 15 dias para sentir.

Dá um voto de confiança, ao mesmo tempo que faz uma ameaça velada.

Não sei se vocês já notaram. Mas todos os discursos de apresentação de novos técnicos, se não iguais, são parecidíssimos.

E Josué Teixeira, carioca, experiente, rodado, não seria diferente.

O que eles dizem parece ensaiado, preparado.

Muitos não acreditam no que prometem, e o fazem por jogada promocional, marketing.

A maioria, infelizmente, conhece a arte de enganar muito bem.

Não estou dizendo, nem de longe, que seja o caso do Amaral Teixeira. No entanto, muitos outros já passaram por aqui e fizeram promessas vãs.

Que Josué seja diferente.

Que ele possa, de verdade, fazer história no ABC.



Josué Teixeira dá entrevista e inicia trabalho no ABC

Edmo Sinedino,

O técnico Josué Teixeira, novo comandante do ABC, se apresentou hoje, deu entrevista coletiva e já iniciou os trabalhos.

O profissional tocou em pontos relevantes na conversa que teve com a imprensa.

Ele falou em rendimento, muitas vezes, mostrando-se muito preocupado, sempre, em afirmar e reafirmar uma maneira de passar confiança para o seu grupo de jogadores.

Josué destacou ainda, e reconheceu, que seu trabalho vai sim sofrer pressão, o que entende como natural, afinal, o ABC perdeu o primeiro turno e está desde 2011 sem título.

Ele ainda fez questão de elogiar o plantel montado pelo superintendente de futebol Rodrigo Pastana, admitindo, no entanto, que pensa em qualificação.

Aliás, o que é absolutamente natural. Portanto, fica evidente que ele vai pedir reforços.

Quanto ao seu jeito de trabalhar, Josué deixou claro que conversa muito, trabalha, repete, combina, conversa durante a semana, para não precisar ficar aos gritos na beira do campo.

Espero, no entanto, que ele não seja do estilo Waldemar Lemos que, de braços cruzados, passa quase toda a partida.

Josué Teixeira já foi a campo e comandou trabalho com o grupo.



Josué Teixeira já está em Natal; treinador se apresenta esta tarde

Edmo Sinedino,

O treinador Josué Teixeira, novo comandante do ABC, já está em Natal.

A direção do alvinegro confirmou a chegada do técnico por volta das 2h20 da madrugada desta terça-feira.

A apresentação, formal, com entrevista coletiva e tudo, deverá acontecer na tarde desta mesma terça-feira.

Não vieram reforços com o Josué, mas pelo menos um jogador é esperado ainda hoje.


Roberto Fonseca já está empregado

Edmo Sinedino,

Eita, empresários fortes, poderosos, influentes.

Roberto Fonseca já está empregado, dirigindo o São Bernardo, no Campeonato Paulista.

O treinador já iniciou trabalho visando "arrancada" contra o rebaixamento.

E, ficou claro, com todo apoio da mídia.

Esse é o futebol.


Josué Teixeira é esperado na madrugada desta terça-feira

Edmo Sinedino,

O treinador Josué Amaral Teixeira tinha chegada prevista para assumir o ABC nesta segunda-feira.

Não chegou ainda.

O diretor de marketing do clube, Stênio Dantas esclareceu que ele é esperado na madrugada desta terça-feira.

A apresentação vai acontecer na tarde deste mesmo dia.

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