Promoção para lutar contra a concorrência da tevê

Edmo Sinedino,

Para lutar contra a concorrência da tevê e as dificuldades do horário é preciso mesmo criar promoções.

E a diretoria de marketing fez isso.

Importante dizer que a promoção acontece num momento em que o ABC está bem na competição e vem de vitória no clássico.

Veja abaixo:

ABC lança promoção de ingresso a R$ 10

O ABC lançou uma promoção de ingressos para a partida contra o Alecrim, marcada para esta quarta-feira (3). A vantagem é exclusiva para os sócios do plano Clube do Povo.

Os sócios-torcedores que aderiram ao plano Clube do Povo e têm direito ao desconto de 50% no ingresso de arquibancada, poderão comprar o seu ingresso para ABC x Alecrim com 66% de desconto.

Os ingressos para arquibancada custam R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia), e para o setor de cadeiras, R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia). Nesta promoção, o sócio Clube do Povo terá acesso à arquibancada pagando apenas R$ 10,00.

A promoção vale apenas para a partida ABC x Alecrim, válida pela 4ª rodada do primeiro turno do Campeonato Potiguar 2016. Os ingressos promocionais estão à venda exclusivamente na Central de Atendimento ao Sócio, no Frasqueirão.

Esta é apenas a primeira de muitas promoções que a diretoria alvinegra pretende lançar nos jogos do Alvinegro. O Departamento de Marketing anunciou que os descontos irão variar para cada partida e podem chegar a 90%.



A luta continua: o JL não pode se transformar em praça pública

Edmo Sinedino,

Se o governo ganhar essa briga pela tomada do Estádio Juvenal Lamartine, o futebol do Rio Grande do Norte vai ter um dia para esquecer em seu calendário.

Impressionante que um gestor público, no caso o governador Robinson Faria não atente para a importância do JL para o povo de uma cidade.

Será possível que o governador nunca assistiu a um jogo no estadinho do Tirol?

Nunca sentiu o “bafo” de festa que soprava de dentro do estádio, subia o morro de Mãe Luiza, saía do Tirol e descia para a Ribeira, Rocas, com passagem pela Cidade Alta, Paço da Pátria.

Um “bafo” tão contagiante que conseguia chegar aos “confins” das Quintas, onde meninos amantes do futebol vinham andando assistir, quando tinham dinheiro, jogos aos domingos.

Não é possível que a assessoria desse governo não atente para a importância afetiva dessa velha e querida praça de esportes e queira transformá-lo num parque público que, em seis meses, vai ser ponto de encontro de marginais, boca de fumo e outras mazelas.

O Estádio Juvenal Lamartine, tombado, não pode ser mudado, deve sim, ser reformado, não o projeto faraônico, descabido e utópico encomendado pelo presidente da FNF.

Não, basta uma reforma simples, para que possamos fazer dele, de novo, uma praça alternativa, quem sabe uma usina de novos talentos.

Não é pedir muito. É clamar pelo bom senso.

O Governo pode colocar uma placa: a FNF abandonou, mas o governo recuperou.

Sim, porque todo esse problema foi causado pelo abandono do atual presidente da FNF.

Ele poderia sim ter promovido uma reforma simples, como fez Domilson Damásio, por exemplo, e manter a sede da entidade, e a casa do futebol de Natal.



Jerfeson machucado, direção anuncia zagueiro Rafael Souza

Edmo Sinedino,

rafael1_09Que pena que o garoto Jerfeson deve passar por cirurgia. Ia ser titular e seria, sem dúvida, destaque do ABC na temporada.

Tem nada não, ele é jovem e tem todo o tempo do mundo.

Viram só a importância da base? O ABC nem precisaria trazer mais um.

Veja abaixo:

Direção acerta contratação do zagueiro Rafael Souza

O ABC continua se reforçando para a temporada 2016. Nesta segunda-feira (1), a diretoria abecedista acertou a contratação do zagueiro Rafael Souza, que defendeu o Atlético/GO em 2015.

O defensor, que fechou contrato com o Clube do Povo até o término da disputa do Campeonato Brasileiro da Série C 2016, chegou a Natal (RN) no final da tarde e seguiu direto para o CT Alberi Ferreira de Matos.

Rafael Souza conversou com o presidente, Judas Tadeu, e com o vice-presidente de futebol, Leonardo Arruda, realizou os exames médicos e depois foi apresentando ao treinador alvinegro, Narciso.

Rafael Souza assinará contrato na tarde desta terça-feira (2), e logo depois iniciará os treinamentos com o restante do elenco abecedista.

Conheça um pouco mais do novo contratado:

Rafael Diego de Souza – Rafael

Posição: Zagueiro

Nascimento: 08/07/1986 (29 anos)

Naturalidade: Porto Alegre (RS)

Altura: 1m83 Peso: 81 kg

Clubes: Grêmio/RS (2003-2004), Juventude/RS (2005-2006), Avaí/SC (2007-2011), FC Lugano/Suíça (2011), Avaí/SC (2012), Joinville/SC (2013-2014), Al Ittihad Kalba/Emirados Árabes (2015) e Atlético/GO (2015).

*Foto: assessoria de imprensa


Um vitária do coletivo, não só de Lúcio Flávio

Edmo Sinedino,

lucio2_09Esqueceram de Nando, de Erivélton, de Márcio Passos, do goleiro Vaná, dos setores que funcionaram muito bem.

Esqueceu, a maioria, do esquema inteligente de Narciso dos Santos.

Jones, destaque, frio na cobrança do pênalti que não existiu, também nem foi citado.

Todos se voltam para Lúcio Flávio.

Mas foi isso tudo mesmo?

Não foi.

O meia jogou bem, cumpriu bem seu papel tático e técnico.

Deu qualidade ao passe, ajudou na manutenção da posse, mas esse foi um jogo especialmente coletivo.

Foi assim que o ABC venceu.

E não se enganem. O time de Narciso ainda tem problemas, falhas na recomposição, cobertura e entrosamento.

Tudo é um processo que, o treinador tem que trabalhar para ser evolutivo, e ele falou isso em suas entrevistas.

O coletivo.



O papel da federação

Edmo Sinedino,

O jogo atrasou em Ceará-Mirim, volto ao assunto, por falta de desfibrilador.

Marcone Barretto viajou para ASSU e levou o seu. Não precisava, já que no Edgarzão, a obrigação era do mandante.

Sobrou para o Alecrim.

Esse atraso deve se transformar numa multa pesada para o time verde que já luta com dificuldade para cumprir seus compromissos.

Disse ontem, repito, independente do que diz o regulamento, essa logística toda era para ser de responsabilidade da FNF.

Os clubes, que movem, fazem o campeonato, pagam taxas e mais taxas – inscrições, transferências – ainda têm que se preocupar com isso.

Absurdo!

A Federação recebe porcentagem dos jogos, recebe pelos encargos dos clubes, assinou contrato de dez anos com tevê, tem arranjado parceiros-patrocinadores, ainda tem a verba que vem da CBF todos os meses, e eu pergunto: para que?

Os clubes recebem o que?

Qual a participação nessas receitas se todas só são possíveis porque os clubes existem?



Arbitragens: ABC e América não têm do que reclamar

Edmo Sinedino,

Arbitragem é um caso sério, sempre foi.

Nunca fui a favor de trazer estrangeiros para trabalhar em nossos jogos.

Uma coisa é certa, e isso quem quiser espernear fique à vontade: ABC e América sempre foram os mais beneficiados em nossos campeonatos.

Isso é histórico, e não é de hoje.

Infelizmente, são poucos, poucos os árbitros que não entram na pressão, muitas vezes até involuntária, de achar que os times grandes têm que vencer, serem finalistas.

Respeito a arbitragem local, atual, mas não dá para dizer que não existe sim uma certa benevolência com ABC e América.

Basta fazer um breve retrospecto e comprovar.

Querem exemplos já desse ano: América 4 x 0 Alecrim. Globo 3 x 1 ABC.

Erros graves foram cometidos contra Alecrim e Globo.


Jogo em Ceará-Mirim tem atraso de quase uma hora

Edmo Sinedino,

O descaso, os desmandos da FNF parecem não ter fim.

Os dirigentes da entidade parecem não entender suas responsabilidades e funções.

A partida Alecrim x Palmeira, em Ceará-Mirim, fora do foco, sem muita atenção da imprensa, talvez por isso, atrasou em quase uma hora.

Mesmo que alguém me mostre o contrário, mesmo que conste em regulamento algo diferente, direi, reafirmarei que essa logística tem que ser responsabilidade da federação.

Afinal, repito a pergunta que, dias desses, fez um jornalista da ESPN: para que federações?



Potiguar e Globo na liderança da Taça Cidade do Natal

Edmo Sinedino,

Com os resultados da terceira rodada, a Taça Cidade de Natal passa a ter liderança do interior.

Com a vitória de 1 a 0, no clássico, sobre o rival Baraúnas, gol do atacante Carlos Alberto, O Potiguar de Mossoró soma sete pontos, mesmo número do Globo, mas tem vantagem no saldo de gols – 4 a 3.

O Águia de Ceará-Mirim venceu o ASSU, jogando no Edgarzão, 1 a 0, gol de Vavá, surgindo como forte concorrente na briga pela conquista da taça.

A rodada, além da vitória do ABC sobre o América, 2 a 0, no clássico, apresentou a recuperação do Alecrim que, jogando em Ceará-Mirim, venceu o Palmeira de 2 a 0.

OS gols do Periquito foram marcados pelo zagueiro Rafael, contra, e de pênalti, cobrado por Erisson.

Classificação

Potiguar tem sete pontos – primeiro, saldo 4.

Globo tem sete pontos – segundo, saldo 3.

América tem seis pontos, saldo 6.

ABC tem seis pontos, saldo zero.

Baraúnas tem três pontos, saldo zero.

Alecrim somou três pontos, saldo -4

ASSU soma três pontos, saldo -4.

Palmeira ainda não somou pontos e tem um saldo de -6

OBS: Alecrim e ASSU estão empatados em todos os quesitos.


As lamentáveis declarações do Aluísio Morais

Edmo Sinedino,

Copiei do blog do colega Marcos Lopes a análise do Aluísio Morais sobre a derrota no clássico.

Comentários lamentáveis. Falta de respeito com o adversário, falta de humildade em reconhecer os graves erros dele, treinador.

Bolas nas trave? O ABC também teve chances incríveis desperdiçadas.

Atribuir derrota à arbitragem, ruim, todos viram, chega a ser deprimente.

Por último, a declaração sobre corte na boca. O Luís Eduardo foi atingido em lance sem maldade, isso ficou claro.

Aluísio Morais, treinador, decepciona em dose dupla. Durante e depois do clássico.

Veja o que ele disse:

Aluisio Moraes, técnico do América: ”  Um resultado de derrota nunca é bom, ainda mais quando você recupera a equipe. Eles não quiseram jogar, fazendo cera e num clássico um lance daqueles o árbitro marca o pênalti e mexe com tudo. Tive que recompor minhas substituições e tivemos três bolas na trave. Não é fácil e agora vamos pensar no próximo adversário.  Reverter agora só com vitória, mas perder por um pênalti com arbitragem internacional é covardia. Vamos analisar todo o jogo. Nós tivemos jogadores com três ou quatro pontos na boca, e eles chegaram intimidando nosso time, mas não tem nada, a banda que toca aqui toca lá”.



Os jogos na tevê...vantagem para quem?

Edmo Sinedino,

Mais de dez mil pessoas na Arena Marinho Chagas para o clássico.

Fico imaginando se a partida fosse no horário que o torcedor aprecia, 16, 17h, e se não tivesse tevê...

Mais de 20 mil no estádio, sem dúvida.

Aí pergunto: se os clubes não ganham nada com o televisamento, qual o objetivo?

Quem ganha com as transmissões: a rede de tevê, no seu direito, o torcedor mais acomodado e, quem mais?

A FNF assinou um contrato de dez anos, é isso mesmo? Com o aval dos clubes e sem que o clubes recebam nada em troca.

Me parece tão absurdo que...nem sei.

Pois é, cada vez mais se trabalha para tirar as torcidas dos estádios.

Não se investe em segurança, conforto, vantagens e atrativos para os torcedores, muito pelo contrário.

A tevê até pode transmitir, mas não com poderes ditatoriais, definindo dias e horários absolutamente incompatíveis com a disponibilidade dos torcedores.

Os mais importantes – atletas e torcedores – relegados a segundo plano.

Os caras das tevês fazem sua parte, supervalorizam sua importância. O torcedor, inocente, acaba acreditando que, sem a tevê, não teríamos futebol.

Os dirigentes de nosso futebol não questionam o presidente José Vanildo?

Qual o motivo?

Os clubes são os responsáveis por tudo isso que acontece. E se nada recebem pelas transmissões estão sendo engambelados.

É o que acho.

A FNF anunciou mais um patrocinador, parceiro, não sei como chamam, os clubes terão alguma vantagem?

Afinal, quem leva público aos estádios são os clubes ou a federação?



Atuações: Cascata e Pantera foram os destaques do América

Edmo Sinedino,

Analiso, com nota, as atuações dos jogadores do América na derrota para o rival ABC, 2 a 0, neste domingo, na Arena Marinho Chagas.

Pantera – Realizou algumas defesas espetaculares, e não teve culpa nenhuma nos gols que tomou. Nota 8.

Gabriel – Prejudicado pelo esquema de jogo, quase não apareceu no apoio ao ataque. Nota 5.

Boaventura – Passou por maus bocados tendo que correr atrás de Jones e Nando e cometeu a falta que, erradamente, o árbitro assinalou pênalti. Nota 7.

Gustavo – Lento, falhou no lance de gol de Nando e esteve sempre um passo atrás dos atacantes do ABC. Nota 3.

Cazumba – Participou um pouco mais do jogo na metade do primeiro tempo, sumiu no segundo, e quase não foi o ala de passagem que o América precisava. Nota 5.

Macena – Marcou relativamente bem, mas perdeu o duelo, como todo meio-campo do América. Não apareceu, desta vez, como elemento surpresa. Nota 6.

Bruno Renan – Mais apagado que o companheiro. Falhou inclusive na marcação nas descidas dos Erivélton. Nota 4.

Cascata – O jogador mais lúcido e atuante do América. Veio buscar jogo, se deslocou, passou e levou perigo, sempre, à defesa do ABC. Mas esteve solitário. Nota 7,5.

Thiago Potiguar – Em alguns momentos chegou a preocupar a defesa do ABC, mas esteve sempre muito vigiado e marcado. Não brilhou como nos dois primeiros jogos. Nota 6,5.

Reis – Um jogador figurativo. Pouco rendeu como atacante e muito menos no quesito recomposição. Nota 4.

Luís Eduardo – Mais um jogo em que o centroavante nada fez. Nota 3.

Júlio Terceiro – Entrou e pouco rendeu, ou pode render. Sem nota.

Mateus – Deu um pouco mais de dinamismo ao ataque do América pelo lado direito, mas não foi o suficiente. Nota 6.

Rômulo – Entrou e quase não participou da partida. Sem nota.



Atuações: Márcio Passos, Lúcio Flávio e Jones, os destaques do ABC

Edmo Sinedino,

abc-hAnaliso, com nota, as atuações dos jogadores do ABC na vitória redentora de 2 a 0, diante do rival América, partida realizada na Arena Marinho Chagas.

Vaná – Teve boa participação na vitória, fez defesas importantes, mas acredito que ficou devendo um pouco no quesito saída do gol nas bolas alçadas. Os atacantes do América levaram vantagem em alguns lances, e que poderiam ser do goleiro. Nota 7.

Filipi Souza – Um jogador que vem mostrando qualidade, fez muita falta na partida passada. Sempre aparece como opção, e também consegue recompor e marcando bem. Fez passe primoroso para o primeiro gol do ABC, de Nando. Nota 7,5.

Gabriel – Esse era o grande susto da torcida. Foi, sem dúvida, pelo menos para mim, a maior surpresa do clássico. Não engrossou, não falhou e esteve seguro em quase toda a partida. Nota 7.

Gustavo Bastos – Um zagueiro experiente, de qualidade, e vibrante. Fez grande partida e foi muito eficaz nas coberturas e nas “últimas bolas”, sempre presente. Bom passe, também sabe sair jogando. Nota 8.

Luís Felipe – Outra boa surpresa do ABC. O menino entrou no jogo, no começo esteve um pouco tímido, mas aos poucos foi se soltando, fez passagens, participou bem das trocas de passes e deu até bicicleta. Quando precisou marcar, ele travou bom duelo com Mateus, e até ganhou mais que perdeu. Nota 7,5.

Zaquel – Fez o seu papel de marcador. Foi muito bem no primeiro tempo, mais presente, mais eficiente. No segundo tempo, nem tanto, se segurou mais, deve ter sentido o ritmo do clássico. Nota 7.

Márcio Passos – Um gigante em campo. Foi, para mim, o melhor do ABC. Marcou, saiu para jogo, trombou, cobriu, cabeceou, impôs respeito, acabou sendo volante, terceiro zagueiro e até mais volante de saída. Uma grande atuação. Nota 9.

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Erivélton – Uma grande partida do meia de Santa Maria. Infelizmente, bateram muito no rapaz e ele não suportou o segundo tempo. Foi peça fundamental na criação e recomposição do meio-campo do ABC. Definitivamente, o camisa 8 do ABC. Nota 8.

Lúcio Flávio – Tinha minha desconfiança, mas não posso deixar de reconhecer a sua ótima atuação. Foi responsável pelo equilíbrio que faltava ao meio-campo do ABC. Passe certo, sem pressa, sem afobação e com qualidade e a bola parada. Com ele, cresceram os alas e a bola chegou com mais qualidade na frente. Nota 8,5.

Jones (foto) – Outro que teve ótima atuação. Um atacante versátil que cai bem pelos lados do campo, se faz presente na área e ainda ajuda na recomposição de meio. Bateu o pênalti com maestria. Nota 8,5.

Nando – Mais uma boa atuação. Dessa vez coroada com um golaço, e quase faz mais dois, não fosse as intervenções do goleiro Pantera. Acho que o ABC já tem seu camisa 9. Nota 8.

Ítalo – Entrou no lugar de Erivelton, não esteve no mesmo nível do titular, mas não deixou o bom ritmo cair. E claro, levando em consideração que foi seu primeiro clássico profissional. Nota 7.

Alemão – Entrou e me pareceu muito, mas muito fora de forma. Sem nota.

Alvinho – Entrou num bom momento, poderia ter tirado proveito dos claros da defesa do América, e dos contra-ataques. Não o fez. Sem nota.



Engano, meu, em dose dupla

Edmo Sinedino,

Engano em dose dupla.

Eu cometi.

Quando o ABC contratou Lúcio Flávio eu disse que a contratação era equivocada, pois o meia estava mais para um ex-jogador em atividade.

Lúcio Flávio foi um dos destaques do clássico.

Não digo que ele vá sempre jogar nesse nível e com a facilidade que teve hoje. Ele foi beneficiado pelo esquema de Narciso e também pela falta de esquema de Aluísio Morais, claro, sem querer sacrificar o treinador rubro.

Uma outra coisa contou também para a boa atuação do experiente meia: seus companheiros de meio-campo.

Todos os quatro – Zaqueu, Márcio Passos, Erivélton, depois Ítalo, e Jones (sim) jogaram muito bem.

O meu outro erro? Alemão.

Estranhei, nos últimos dias, não ver nas manchetes do ABC a expectativa pela estreia do ex-santista.

Quando o vi em campo, entendi. O que eu pensava que seria uma grande contratação está, muito, mas muito fora de forma.

Incrível, e tem apenas 25 anos. Lúcio Flávio tem onze anos a mais que ele. E inteiro.

Infelizmente, quem não tem a oportunidade de acompanhar de perto, todos os dias, os treinos das equipes, como eu, está sujeito e cometer esses equívocos.

Isso, no entanto, foi o que vi no jogo de hoje, clássico, não quer dizer que o Lúcio Flávio vá sempre se apresentar em grande estilo.



A fraca atuação do árbitro Fifa

Edmo Sinedino,

O árbitro Ricardo Marques Ribeiro, Fifa, de Minas Gerais.

Ele, acredite, sempre foi um dos melhores do Brasil. E uma partida como essa serve que cheguemos a conclusão da mediocridade da arbitragem brasileira.

O elogiei antes, quando soube de sua escolha. Mas bastou o começo da partida para a decepção.

Um árbitro que usa cartão amarelo como recurso para segurar o jogo já demonstra que não tem pulso.

E houve seguidas falhas, marcação de faltas inexistentes, algumas até invertidas, cartões amarelos em lances de rispidez natural do futebol.

E por fim, o pênalti.

Ele, em cima do lance, assinalou de forma equivocada. A falta do Boaventura foi uns quatro palmos fora da linha.

Árbitro Fifa. Como sempre digo, repito: uma péssima ideia.

O assistente número 2, o Vinícius Melo, bom assistente, acabou também cometendo erro grave.

Mas o lance de impedimento marcado por ele foi muito difícil. Não merece ser criticado duramente por isso.



ABC vence o primeiro clássico do ano com grande atuação

Edmo Sinedino,

abc1_09ABC 2 x 0 América. O time rubro era favorito ao clássico, pois vinha de duas vitórias de 4 a 0 e o alvinegro de derrota para o Globo, 3 a 1.

E quantas vezes esse tipo de coisa já não aconteceu? As pessoas, mesmo os jornalistas esportivos, só levam em consideração o momento.

Agora, tem uma coisa que precisa ser dita: o ABC não ganhou simplesmente por “ser clássico” ou qualquer dos tantos clichês existentes.

Não. O time de Narciso dos Santos venceu porque jogou melhor e teve uma estratégia de jogo definida.

E porque mudou. Sim. O ABC contra um Globo foi um time desfigurado, com vários problemas de contusão, e hoje foi muito diferente.Isso foi determinante.

O grande problema de Narciso, tenho certeza, era a defesa. Especificamente o zagueiro Gabriel, que teve atuações horrorosas, mas que hoje, protegido, foi seguro e não comprometeu.

Taticamente, o ABC foi muito melhor. E o América de Aluísio Morais, vou repetir o que vinha dizendo mesmo nas duas vitórias de goleadas: vivia da individualidade de alguns jogadores.

Fica difícil, num clássico, onde a marcação é muito mais dura e pegada, uma equipe da envergadura do América ficar dependendo de jogadas individuais, e só.

Narciso surpreendeu ao começar com o Luís Felipe. Até pensei que o garoto sentiria, e poderia ser motivo de favorecimento do América.

Sentiu não. O garoto foi muito tarnquilo.Não sei se o Hugo sentiu, ou algo assim.

No meio-campo, Narciso reforçou com Zaqueu mais preso na frente da zaga, quase como um parceiro imediato do Gabriel, enquanto o Márcio Passos, que realizou grande jogo, ficava cuidando dos lados e até da saída de jogo.

Lúcio Flávio, esperem aí, tenho que fazer um “mea culpa”, e sem problema. Disse que sua contratação não acrescentaria, que era um ex-jogador em atividade, mas foi muito, muito importante para o meio-campo do ABC.

Ele fez, durante todo o jogo, o papel de termômetro da equipe. Claro, deixa a desejar na recomposição, o ABC perde com ele na marcação, mas ganha na posse de bola e no passe.

Lúcio Flávio também deu sorte porque contou com grandes atuações de Erivélton, que saiu machucado, e do Jones.

Não se enganem. Desde o jogo contra o Botafogo, amistoso, enxerguei a importância desse jogador que é atacante e meia, sim, também um meia de recomposição.

O ABC, então, fazia uma esquema 4-2-3-1, somente com o Nando jogando todo o tempo entre os zagueiros do América, e incomodando, o que influenciou também na boa atuação do restante.

O ABC funcionou com esse losango reforçado, ganhando as disputas do meio-campo e recompondo.

Houve falhas, buracos, sim, em alguns momentos. O time sente o menor tempo de preparação e ainda se ressente de entrosamento.

O ABC mandou na partida nos primeiros 23 minutos. Depois cedeu espaço porque Cascata, sentindo seu time perder terreno, veio buscar mais, criou muitas situações, passou a ser no América o que o Lúcio era no ABC.

A partida ficou lá e cá, mas, digo com certeza, de bom nível.

Foi do ABC, as melhores chances dos 45 minutos iniciais. Pantera fez duas defesas espetaculares em cabeçadas à queima-roupa.

Depois ainda saiu do gol com precisão, atrapalhando o Nando num lance em que o atacante perdeu o gol.

O América teve um gol mal anulado pelo assistente Vinícius Melo, claro, que poderia sim ter mudado a história do jogo. Mas foi um lance muito rápido e difícil.

No segundo tempo, o ABC foi melhor o tempo todo. Pensei que perderia com a saída de Erivélton, mas ítalo, se não entrou com a mesma movimentação, não deixou o ritmo cair.

Lúcio Flávio, Jones, Nando na frente, continuavam a segurar o time do América., Os meias faziam os alas andarem – Filipe Souza e Luís Felipe.

Atrás, na defesa, se Gabriel estava bem, o Gustavo Bastos fazia uma grande partida, fazendo coberturas e usando sua experiência.

O ABC marcou o primeiro, golaço de Nando, e o segundo, de pênalti que não existiu.

A partir daí, cedendo espaços, o alvinegro correu perigo, se toma um primeiro gol, e o América criou várias boas chances, poderia ter se complicado.

Aos poucos, o ABC foi conseguindo frear o ímpeto do América e confirmou a vitória de 2 a 0 que põe fogo no campeonato.

Aluísio Morais fez mudanças repetidas, talvez tardias, fazendo entrar Mateus no lugar de Reis, Júlio Terceiro para Renan (não entendi, volante por outro) e Rômulo no lugar de Gabriel.

Essa última me pareceu desespero. Enfim, nada deu certo. São coisas do futebol.

Final de partida, Frasqueira em festa.

Mais de 90% das pessoas que vivem futebol não acreditavam que o clássico primeiro de 2016 fosse ter esse desfecho.

*Foto: site oficial do ABC


Os horários dos jogos e a tevê

Edmo Sinedino,

Horário dos jogos. Outro tema polêmico. Sete horas da noite de domingo, clássico, onde vamos parar?

Onde será que a gestão de José Vanildo vai levar o futebol do RN?

Jogos nas terças e quartas-feiras às 19h. Imagine aí quem trabalha e mora, por exemplo, na Zona Norte.

São horários, passa a impressão, criados, definidos para que o torcedor seja obrigado a ver e ouvir as bobagens da rede transmissora.

E ainda se submeter aos elogios rasgados deles para eles, como se fora a tevê a redentora do futebol do RN.

A impressão que os caras passam é que não teria futebol no RN não fossem eles da tevê, além, claro, do trololó repetitvo e propaganda, mais que narração das partidas.

A que ponto, repito, chegou nosso futebol na gestão de José Vanildo?

E tem mais: o contrato de transmissão é de dez anos, e pelo que sei, me disseram, e repito: os clubes não receberam nada.

Se alguém recebeu que se pronuncie.

A tevê, transmissão, tem sim, todo louco sabe, seu lado positivo, a Copa do Nordeste está aí para provar, e com a mesma emissora, mas no caso do Estadual...

Cada vez, infelizmente, vamos ter menos gente, menos festa e beleza nos estádios.

Isso nunca pode ser considerado bom.

O torcedor, inocente, ainda agradece: “Ah! Se não fosse a tevê não veria os jogos, não teria tempo...”

É o contrário, não fosse a tevê, os jogos seriam nos horários que os torcedores aprovam, como mostrou a pesquisa da própria incompetente federação.



Jogadores que ouvi não aprovam o horário da manhã

Edmo Sinedino,

Eu já disse aqui e nos prefixos que trabalho que, sobre horário da manhã, é preciso que jogadores sejam ouvidas.

Eu ouvi alguns.

Trabalhei no jogo Alecrim x América, e munido de protetor solar, parado atrás do gol, quase nada senti, e senti sim: um tremendo cansaço no final do dia.

Senti, de leve, uma brisa entrar pelos lados, achei que os jogadores até pudessem suportar.

Mas está muito longe da verdade. Esse horário minha gente está muito longe de ser aprovado como acha o presidente José Vanildo.

Aliás, nem sei se Vanildo vai no segundo jogo marcado para esse horário. No primeiro ele foi, entrou no campo, reclamou da tevê que ele acertou contrato por dez anos, e subiu para a cabine refrigerada.

Voltando aos atletas. Todos que ouvi me disseram ser muito, muito difícil jogar nesse horário.

Teve quem dissesse que o Sindicato deveria agir nesse caso.

Os ouvidos, evidente, não querem, e eu não faria isso, seus nomes citados.

Mais uma prova do pouco caso da federação com os verdadeiros responsáveis pelos espetáculos – Jogadores e torcedores.



Regularizações oferecem mais opções ao treinador Narciso

Edmo Sinedino,

No ABC,a  boa nova, apesar do revés para o Globo, é que todos os jogadores estão regularizados.

Podem estrear Lúcio Flávio, Alemão e também o Jones Carioca que, no começo do trabalho, era titular do time de Narciso e fez ótimo amistoso contra o Botafogo.

Narciso não terá para o clássico os jogadores Jerfeson, Bruno Furlan e Bida. Mas contará com os retornos de Chiclete e Filipi Souza, além dos regularizados.

Vendo a descontração, confiança e bom astral do grupo alvinegro no treinamento da manhã (treinou na Arena depois do América) dá para se imaginar que a derrota para o Globo foi superada.

O treinador Narciso, ao seu estilo, fez alterações, trocas de jogadores e de posicionamento. Uma movimentação que agradou.

Ele armou o time titular e realizou mudanças ao longo do treino, mais uma vez dando chance aos jovens valores da terra.

Vaná, Filipi Souza, Gabriel, Gustavo Bastos e Hugo (Luís Felipe); Márcio Passos, Zaquel, Chiclete (Lúcio Flávio), Erivélton (Ítalo); Jones Carioca e Nando (Alemão).



Aluísio Morais também enfrenta problemas de contusões

Edmo Sinedino,

Vejam como são as coisas. Aluísio Morais não testou outro tipo de formação e agora, às vésperas do clássico, pode ter que mudar peças e até mesmo a forma de jogar.

Como vai ser?

Os problemas não são tão graves – Gustavo, Luís Eduardo e Mace – e só o volante fará muita falta caso não atue.

Macena foi uma das principais peças na vitória sobre o ASSU, quando começou a fazer o papel que faltava no time: o volante elemento surpresa.

Rômulo, que foi contratado, se estiver regularizado, não deve ter impressionado, caso contrário, com as más atuações do Luís Eduardo já seria titular sem titubeio.

Portanto, Morais disse que vai esperar, que gostaria de contar com os três.

O rubro treinou, assim como o ABC, na manhã desta sexta-feira, na Arena Marinho Chagas.

O provável time: Pantera, Gabriel, Boaventura, Gustavo (Zé Antônio) e Cazumba; Macena (Júlio Terceiro, Bruno Renan, Cascata, Thiago Potiguar, Reis; Luís Eduardo (Rômulo).



O mérito de Aluísio Morais é liberar Thiago Potiguar

Edmo Sinedino,

thiago3_09Impossível imaginar alguém, em sã consciência, que não diga ser o América favorito no clássico de domingo.

Mesmo com os clichês e tudo o mais. O América está sim vivendo um momento bem melhor.

No time rubro, para o treinador Aluísio Morais sobram opções. Algumas ele nem testou ainda, mas podia, pois teve folga para isso nos dois jogos.

Time completo, confiante, líder, com o ataque mais produtivo e defesa mais eficiente, que ainda não tomou gols.

Mas sei bem o que é futebol. O treinador Morais, que foi jogueiro, viveu futebol a vida toda, deve estar temendo esse 'favoritismo.'

Ele sabe que menosprezar adversário é o pior erro que se comete no futebol.

E o ABC vive um momento tão ruim que ele deve temer que alguns jogadores possam cometer esse desatino.

Deve estar sendo o seu cuidado maior.

Não acredito que ele mude o time. Nem mesmo o esquema, indefinido, que ele utiliza.

Dois volantes presos – Macena e Bruno – um de cada lado. Cascata na frente dos dois, muito só na criação, e os três atacantes – Reis, Luís Eduardo e Thiago Potiguar (foto).

Evidente, ninguém é cego, durante a partida acontecem variações. O Thiago volta muito, cai de um lado, cai de outro, e vem sendo, de longe, o melhor jogador do campeonato.

Está desbancando no América, o Cascata. Mas isso é ótimo, basta que os dois convivam bem.

O maior trunfo de Aluísio é justamente esse.

Se ele erra ao escalar Reis, sem função, ao manter Luís Eduardo, sem ter testado outro na posição.

Se ele caduca, confunde, assombra, ao fazer entrar Júlio Terceiro, em duas oportunidades, no lugar de um meia de criação, acerta em cheio ao deixar Thiago livre para criar.

Desde que esse jogador chegou ao América que eu venho chamando a atenção para que ele não fosse tão somente um atacante de beirada, e nem só meia-atacante, que ele seja um talentoso criador, livre.

Ponto, único até agora, para Aluísio Morais. Parece que isso é responsabilidade, mérito, descoberta dele.

Muitas vezes – Zagallo, Parreira, Ferdinando, Joel Santana, Renato, Osvaldo Oliveira, e tantos outros estão aí para provar – um treinador não faz nada e o time faz tudo.

Não sei ainda, confesso, se é o caso do Aluísio. Ainda é cedo.


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