Bolsonaro e Moro, assim como Médici e Figueiredo, nos estádios em busca de apoio

Edmo Sinedino,

Impopular, ridicularizado em todo o mundo civilizado, se bem que ainda defendido por uma leva de dementes,  vendo seu governo cair em desgraça muito antes do que se imaginava, Jair Bolsonaro faz périplo pelos estádios de futebol. No meio de semana esteve em Brasília, ao lado do ministro que desmorona, o Moro, para ver o jogo do Flamengo e depois na estreia do Brasil na Copa América.

Não tem como não lembrar dos tenebrosos tempos da ditadura, em que figuras dantescas, iguais, como Médici e Figueiredo eram vistos nos estádio de futebol e, assim como Jair e Moro, eram aplaudidos por alguns.

Hoje, mesmo sem tanta liberdade de expressão, pois os jornalistas preferem seguir os patrões, infelizmente a maioria, diria que não dá mais para arrancar tantos aplausos com as redes sociais, todos os dias, mostrando os absurdos de um governo capenga, imoral, corrupto e eleito na base da mentira e armações de instituições que se acreditava sérias.

E se eles acham que ir ao estádio de futebol, mesmo sabendo que é um território bem simpático às suas ideias discriminatórias, vestir a camisa do time mais popular do Brasil vai impedir que o ex-herói do povo cego, dessa elite burra brasileira, seja hoje a figura mais desmoralizada, mesmo em terras potiguares, mesmo em publicações que o tratavam como herói.

Lula, na cadeia, e mesmo que fique lá por mais tantos e tantos anos, continuará sendo a figura mais livre, leve e solta da história do Brasil. E agora, ainda mais respeitado, pois nunca baixou a cabeça e nem deixou de gritar bem alto a sua inocência, agora, definitivamente, comprovada.

Lula, como diz a música, faz parte do time de Gandhi, Mandela, Mujica, Luther King e tantos outros imortais. Moro, Bolsonaro, Deltan, república de Curitiba, todos com seus lugares garantidos no lixo da história. E isso é o que mais adoece os idiotas que ainda querem seguir remando essa canoa furada.


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