E Tite repete Dunga

Edmo Sinedino,

Inegável o crescimento, em todos os sentidos, da seleção brasileira depois que o Tite assumiu.

Isso não se discute.

O que me parece inaceitável é o absurdo ‘escanteamento’ dos jogadores que atuam no futebol brasileiro.

Nesta última convocação, apenas três defendem clubes do Brasil – Fagner, Geromel e Rodrigo Caio – e todos eles reservas sem chances de figurar entre os titulares.

Talvez, muito provavelmente, ainda deva sobrar algum na lista final.

Nem critico ou questiono as novidades - Wiliam José e Anderson Talisca -, os dois são ótimos jogadores e podem sim surgir como opções nesse grupo de pouco talento à disposição na função dos dois.

Mas esses dois jogos amistosos serão suficientes para analisá-los?

Me incomoda muito mais as repetidas chances de jogadores que já atuaram na seleção e nunca mostraram “serviço”, de verdade.

Fernandinho, Taison, Fred, Giuliano (que não entrou nessa), Roberto Firmino, Lucas Lima, Douglas Costa, e William. Será que algum desses atletas pode entrar e decidir uma Copa para nós?

Acho que Tite perdeu a oportunidade avaliar muito mais gente, valorizando demais se manter bem numa competição que o objetivo já tinha sido alcançado.

E ainda teve, para mim, um agravante: quanto mais esse time jogou junto, mais vezes os espiões tiveram para ver e analisar.

Foi a hora, infelizmente, passou, dele testar, por exemplo, o goleiro Wanderlei, o volante Tchê-Tchê, o segundo volante Rodriguinho, os meias Luan e Lucas Paquetá e os atacantes Vinícius Júnior e Viseu.

Esses meninos, últimos citados na linda de cima, talvez estejam na próxima copa ainda sendo a primeira, quando já poderiam levar a experiência da Rússia.

Como aconteceu com Ronaldo Nazário, em 1994 e não se deu com Neymar e Ganso, em 2010, por conta da burrada de Dunga.

E Tite repete Dunga. Nunca pensei que isso fosse acontecer.


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