O filho de Tite na seleção

Edmo Sinedino,

matheus2_09Tite assina manifesto contra a CBF, reforço de um movimento que, referendado pela presidenta Dilma Roussef, poderia desencadear uma devassa na entidade mais corrupta do futebol da América Latina, rivalizando com a AFA dos tempos de Júlio Grondona

Seis meses depois, ele aceita o convite para ser treinador da seleção, e afirma que a melhor maneira de ajudar o futebol do Brasil era resgatar o seu poderio em campo. Contra a corrupção nada mais se falou.

Tite continua sendo, creio, o treinador mais indicado para o cargo, mesmo com os tantos erros cometidos, e a certeza, pelo menos na minha opinião, que as convocações continuam a ser feitas à revelia da comissão.

O outro deslize, grave, depõe contra o nosso treinador. O seu filho, Matheus Bachi, auxiliar na seleção depois que a CBF, a mesma velha entidade cheia de nódoas, teve que modificar um de seus códigos para que o menino fosse admitido.

O treinador quase nunca foi questionado, o profissional de apenas 30 anos está na seleção desde 2016, chegou com o pai e, recentemente, foi elevado à condição de auxiliar técnico com a saída de Silvinho.

Definitivamente, Tite, você perdeu minha confiança, dentro e também fora de campo. E ainda teve o caso Neymar para complicar ainda mais a situação. Títulos da Copa América e Copa do Mundo podem redimi-lo, mas não para mim.

*Foto: site da CBF

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