Sob a direção de José Vanildo o futebol do RN vive a maior crise de sua história

Edmo Sinedino,

Uma pergunta de um telespectador, nesta segunda-feira (15), no programa Prorrogação, tevê Assembleia, me fez voltar ao assuto que já me referi aqui algumas vezes. A crise de nosso futebol, o momento que vivemos.

Ele perguntou se, em alguma época que acompanhei já tinha testemunhado uma situação como a que vivemos atualmente. Respondi que não, claro, pois nem mesmo quando o ABC, em profunda crise, esteve fora de série, sem competições, vivemos um pesadelo igual.

Naquela época, para compensar, e mostrar sua disposição de luta, o então presidente Judas Tadeu, com ajuda de abnegados como ele, e da torcida viabilizaram a construção do estádio Frasqueirão.

Já vivemos momentos péssimos, sob administração de Pio Marinheiro e Nilson Gomes, anos de trevas mesmo, de rabo preso com a CBF, de migalhas, de denúncias de "caixa 2" na venda de ingressos, jogos de cartas marcadas, árbitros no colete de dirigentes, um caos, mesmo assim, às duras penas, resistimos.

Tínhamos, bem ou mal, campeonatos da segunda divisão amadora, futebol feminino e uma participação maciça de clubes filiados e, o mais importante: eleições. Compradas, fraudadas, com compra de votos, todo espécie de maracutaia, mas aconteciam os pleitos. Hoje, nada. Nem isso.

Pelo menos, os donos da bola da vez, Nilson e Pio, sabiam que tinham oposição e que, cedo ou tarde, como aconteceu, cairia a máscara. Hoje, nem isso. José Vanildo não tem oposição, fiscalização, vigilância e, se comete delitos, nunca saberemos, afinal está tudo ao léu, como se todos concordassem com o que está posto.

O América na Série D do Brasileiro, ABC e Globo lutando desesperadamente para não engrossar essas fileiras da quarta divisão; o Alecrim, outro centenário, arquejando, se virando para disputar a Segunda Divisão; Baraúnas em crise, virou caso de polícia; Coríntians, primeiro campeão do interior, fora; Santa Cruz do Inharé, fora, o que nos resta?

No ano vindouro, o Estádio Juvenal Lamartine, inaugurado em outubro de 1920, palco de nossa história, berço de nosso futebol, vai completar 100 anos. E o que foi foi que fez o presidente da FNF, José Vanildo, em relação ao estadinho do Tirol? O abandonou.

Interditado, sem poder receber jogor oficiais, perdeu sua arquibancada símbolo, de madeira e com cobertura; os banheiros em cacarecos, o lixo nos quatro cantos, arquibancada maior tomada por lixo e ervas daninas, enquanto as salas, que outrora serviam para o funcionamento da entidade, e bem, abandonadas também, devem estar em ruínas, assim como todo o resto.

José Vanildo da Silva, o "Coveiro do JL", quer se tornar também, pelo que tenho acompanhado e visto, o "Coveiro do futebol do Rio Grande do Norte". Ele já levou a nossa entidade, FNF, a pior situação,só estando a frente, hoje,do futebol piauiense.


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