Entrevistas Entrevista realizada em 01/03/2008
Antenor Roberto: “O PCdoB está credenciado a entrar na discussão da chapa majoritária em Natal”
O presidente do PCdoB acena com candidatura a vice-prefeito na capital, mas quer contrapartida ou, ao menos, neutralidade do PSB na disputa pela Prefeitura de Caicó.
Fotos: Vlademir Alexandre


Antenor Roberto: "Wilma não encontrará em Roberto Germano um adversário em Caicó"

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O PCdoB promete participar ativamente das eleições em alguns dos principais municípios do Rio Grande do Norte. A começar por Caicó, onde o partido reúne as maiores possibilidades de êxito nas urnas — seu candidato, o ex-prefeito Roberto Germano, vem liderando todas as pesquisas realizadas até agora.
Até Natal está no horizonte dos comunistas potiguares. É o que confirma o presidente estadual do PCdoB, Antenor Roberto, nesta entrevista. Mas com ressalvas.
Embora insista na afirmação de que a legenda ainda estuda a possibilidade de lançar uma candidatura própria à Prefeitura de Natal, o dirigente admite que o mais provável é integrar uma chapa encabeçada pelo PSB ou pelo PT.
Neste caso, o nome da professora Justina Iva, secretária de Educação da capital, desponta como a favorita para a indicação, com o ex-vereador George Câmara correndo por fora.
Antenor Roberto também analisa as possibilidades eleitorais do seu partido em outras cidades, acenando com candidaturas em Mossoró, Parnamirim, Apodi, Ipanguaçu e, claro, Caicó.
Aliás, sobre Caicó, Antenor Roberto se soma aos que defendem a neutralidade política da governadora Wilma de Faria (PSB). É que, na cidade seridoense, Roberto Germano deverá enfrentar o atual prefeito Ridalvo “Bibi” Costa, do PR, também integrante da base de sustentação da governadora. Ele alega ainda que o PSB não terá candidato próprio no município.
Nominuto — Estamos vendo a movimentação do PCdoB para ter candidaturas próprias às prefeituras de algumas das cidades mais importantes do Estado. Quais são, de fato, os planos do partido para as eleições deste ano?
Antenor Roberto — Isso é conseqüência de uma orientação nacional do partido, que acumulou uma história de credibilidade durante sua existência, mas que tem um certo atraso em termos de visibilidade eleitoral. Por circunstâncias políticas, o partido foi levado a um processo de frentes políticas permanentes, em nome do processo democrático, de redemocratização do Brasil. Mas como temos responsabilidade no governo central — participamos do governo Lula —, e como estivemos na presidência da Câmara dos Deputados, com o companheiro Aldo Rebelo, o partido alcançou uma posição de maior visibilidade. Aqui, no Rio Grande do Norte, já pela segunda vez, participamos do governo da professora Wilma de Faria, na (Secretaria de) Reforma Agrária, e, em Natal, na Agência Reguladora de Água e Saneamento. Então, discutimos que poderíamos, além de integrar coligações, ter em algumas cidades do Rio Grande do Norte candidatos competitivos que ajudassem o partido nessa nova realidade político-eleitoral. Fizemos até 5 de outubro do ano passado um movimento de (filiação de) novas lideranças e personalidades para ingressar no PCdoB, no Estado e na capital. Agora, estamos centrados no projeto eleitoral em Natal, que é complexo, pois nossos principais aliados — PSB e PT — sinalizaram com candidaturas próprias, mas ao mesmo tempo ainda vivem seus processos internos e conflituosos. Nós montamos, então, uma nominata de vereadores e lançamos o nome de George Câmara. Posteriormente, nós ampliamos o partido e passamos a ser muito cobrados, depois da filiação da professora (e secretária municipal de Educação) Justina Iva, da secretária (municipal de Saúde) Aparecida Costa e de Ivo Costa, que é um intelectual importante. Em Natal, nós estamos criando as condições para uma candidatura própria ou mesmo de uma coligação, também de olho nos movimentos de nossos parceiros, PSB e PT. Na região Metropolitana, pretendemos entrar firme na disputa de Parnamirim, através da candidatura de Walter Fernandes. É um projeto para valer. Pelo menos, foi dessa forma que fizemos a discussão com o ingresso de Walter. Acredito que essa candidatura de Walter venha a ter viabilidade.
NM — Mas há candidaturas viáveis em outras cidades, não?
AR — Temos o grande destaque em Caicó, com Roberto Germano, um candidato com grande inserção de massas e liderança em pesquisas. Lá, estamos fazendo uma discussão e agregando aliados, levando em conta que na própria base política da governadora existe dissenso. Mas não é só lá. A diferença é que, quando o PCdoB é a liderança maior, os ruídos tendem a ser supervalorizados. Mas estivemos com a governadora e explicamos a ela a grande possibilidade eleitoral desse projeto do PCdoB de eleger Roberto Germano, com aliados que necessariamente não correspondem às forças aliadas. Compreendemos as razões dela e as ligações delas com o atual prefeito Bibi Costa (do PR) e ela também entendeu as nossas condições. Não vamos fazer a construção de nenhuma candidatura no Rio Grande do Norte para fazer uma frente de oposição à governadora Wilma. Não tem sentido isso. Integramos um projeto político nacional e também estadual. Mas como é uma eleição em que a municipalização tende a ser forte, é possível construir um arco de alianças suprapartidário. Nosso esforço é nesse sentido, discutindo isso inclusive com o PV, PT, PMDB e PMN. O próprio deputado (estadual) Nélter Queiroz é um incentivador e participante desse processo. Lá, vai se constituir uma polarização entre o projeto da candidatura de Roberto Germano e a reeleição do prefeito Bibi Costa. Esse é o ponto forte da disputa em Caicó.
NM — Mas o que a governadora disse exatamente sobre essa situação em Caicó? Ela vai liberar o PCdoB para ter candidato e apoiar Bibi Costa, é isso?
AR — Como ela vai se comportar, só o futuro vai dizer. O que tem de importante nessa conversa é que nós temos uma organicidade. Nós somos um partido com proposta e ninguém pode achar que nós vamos ser instrumentalizados por forças para fazer qualquer desagregação à base de apoio da governadora. Seria muita infantilidade pensar isso. O que nós podemos fazer lá é um movimento que fale sobre a liderança de Roberto Germano, que é do PCdoB. Para
nossa felicidade, o partido está tendo essa visibilidade eleitoral maior nesse processo de eleições municipais do Rio Grande do Norte. Em Mossoró, também estamos fazendo um esforço porque a cidade está apresentando um certo deslocamento dessas candidaturas repetitivas e a esquerda em Mossoró está muito dispersa e sofrendo derrotas. Como o (ex-deputado) Antônio Capistrano se dispôs e está convicto de que é possível novamente rearticular as forças em Mossoró e as repercussões estão sendo as melhores, nós resolvemos lançar e estamos discutindo com o PT. Essa proposta está em discussão para que eles apóiem esse nosso projeto. O PSB lançou Larissa Rosado e as conversas são inevitáveis. Mas a candidatura de Antônio Capistrano pode surpreender, pode ser uma alternativa importante nesse viés progressista de Mossoró. Nós temos também um desenvolvimento (de discussão eleitoral) em Apodi, que é uma região pólo na qual conseguimos ter uma inserção social, com movimentos sociais. Temos um plano estratégico para discutir profundamente sobre a cidade, mas não temos candidatura definida porque existe mais de um nome. E em Ipanguaçu fizemos um processo de ampliação e tivemos a filiação da secretária de Educação, Francisca Neide, que também é um nome que está entrando firme na disputa municipal. E ainda temos outros projetos lançados que vamos saber se terão desdobramento em termos de coligação, porque isso é a importante também. Tudo vai ser levado em conta nas conversas com o PT e o PSB: é a política de reciprocidade. O PSB é o partido maior de apoio ao governo Lula, mas também em candidatura própria não são muitos os projetos. Então, nós vamos discutir quais são aqueles que o PSB divulga maior possibilidade de nos apoiar e o mesmo será feito com o PT. Esses são alguns movimentos. Não são os únicos, mas eu diria que são os principais. Poderemos ter novidade após as composições com os partidos, mas digamos que os candidatos que já se movimentam para agregar outros partidos são esses.
NM — Onde o PCdoB vai pedir essa reciprocidade ao PSB e ao PT?
AR — Nós vamos discutir isso com relação a Natal e Caicó. Em Caicó, o PT, no primeiro pronunciamento que fez, o fez de uma forma compreensível porque o partido integra a administração do prefeito. Então, num quadro desses, eles fizeram um discurso correto, alegando que apoiariam a reeleição do atual prefeito. Mas, em Natal, nós não sabemos concretamente qual vai ser o grau de unidade de PSB, PT e PCdoB. Se nós não conseguirmos reunir todas as condições no primeiro turno, é preciso muita competência para nós lançarmos uma reaglutinação no segundo, porque nessa administração do prefeito Carlos Eduardo, a exemplo do que acontece na administração Wilma de Faria, é possível a gente pensar com responsabilidade, porque Natal está muito bem entregue. A gestão do prefeito Carlos Eduardo... como vai se suceder o sucesso? A governadora Wilma foi um sucesso na gestão de Natal e ele sucedeu o sucesso. Ninguém pode negar que, sob a liderança de Wilma, Natal floresceu e se tornou uma cidade que é atração no Brasil inteiro e tem boas referências. E se Carlos Eduardo conseguiu, ao suceder Wilma, acrescentar e revolucionar vários aspectos da gestão, não podemos discutir a sucessão de Natal como aventura. O debate democrático permite a todos serem candidatos. Aí, temos esse embate natural entre dois partidos que são o PSB e o PT, e nós do PCdoB ficamos sempre no meio desses dois pólos, também com contribuições a dar.
NM — Fala-se na possibilidade de o PCdoB indicar o candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo PSB e fala-se que o nome do PCdoB seria o da secretária municipal de Educação, Justina Iva. O que há de concreto sobre isso?
AR — O que posso dizer é que não houve, até pelo cuidado com que o PSB e o PT estão conduzindo esse processo, nenhum convite formal (ao PCdoB), mesmo porque soaria algo artificial nesse momento. Mas o fato de se discutir isso é porque entramos forçosamente nesse
debate, tanto quando lançamos o nome de George, como quando ampliamos essa discussão — e, aí, houve esse destaque natural do nome de Justina, que é um nome que reúne uma trajetória de experiência administrativa, de universidade, de outros órgãos públicos e também uma trajetória de esquerda, com um trânsito mais amplo. Tanto no caso de Justina, pela trajetória e pela ampliação que ela representa, e o próprio nome de George, que foi candidato a vice de Fátima (Bezerra, em 1996) e é hoje reconhecidamente um profundo conhecedor das questões da cidade e da região Metropolitana. O prefeito ou prefeita não pode pensar Natal deslocado de uma concepção de região metropolitana, e George é um quadro experiente e extremamente capacitado para esses desafios. Com esses dois nomes, o PCdoB está credenciado a entrar na discussão da chapa majoritária. Ser vice ou não, é uma discussão que ainda será feita. O fundamental é costurar a unidade dessas forças, com o PSB e com o PT, e manter Natal num pólo progressista porque o governo Lula precisa dessa vitória, para pensarmos no desenvolvimento disso em 2010.
NM — Ainda sobre Caicó, Roberto Germano pediu à governadora tratamento igualitário na campanha daquele município. O que a governadora respondeu?
AR — Naturalmente, pela posição que ocupa, a postura da governadora é de muita prudência. A grande preocupação dela é que este movimento, com a candidatura de Roberto, mas não por nós, servisse de instrumentalização para criar situações de adversidade ao projeto político que ela está liderando. O próprio PSB ainda vai formalizar posição, pois tem o atual vice-prefeito. O fato é que o PSB de Caicó tem uma enorme simpatia pelo projeto de Roberto Germano. É importante ter claro que a governadora vai ser chamada muitas vezes, diante de duas candidaturas da base dela, e a posição dela só não será de neutralidade se o partido dela tiver candidato. Nos lugares onde houver mais de uma candidatura, eu acho que ela vai chamar as duas candidaturas e dizer que o sucesso das duas tem relação direta com o sucesso dela. Há situações em que o deputado Robinson Faria, por exemplo, terá pontos de divergências com o propósito dela, assim como o deputado João Maia também, todos eles no processo de desenvolvimento para 2010. Então, eu creio que no caso específico de Caicó, se essa candidatura de Roberto continuar nesse grau de ascensão e o próprio prefeito nesse grau de dificuldade, são questões a serem consideradas.
NM — Então, o senhor considera viável a neutralidade da governadora em Caicó, já que não há uma candidatura do PSB?
AR — Eu não sei se o nome é neutralidade, mas eu acho que a governadora poderá chegar dentro da população com a idéia de que os dois candidatos desse projeto estão dentro da base de apoio ao governo dela. E o povo, na sua sabedoria, vai escolher aquele que achar que melhor tem condições de conduzir a cidade. Eu acho que Roberto trabalha nessa perspectiva, tem sido muito paciente, conversando com todas as forças que têm interesse nisso. E por isso vai reunindo partidos que, nos planos nacional e estadual, estão divergentes. O que é curioso. Veja o caso do PDT, por exemplo. A gente sabe que o deputado Álvaro Dias faz oposição à governadora Wilma. Mas o PDT não pode ter pretensões de um projeto em Caicó em que a gente vá ter um discurso de oposição ao governo de Wilma. Ao mesmo tempo, o PDT, que é nosso adversário no plano estadual, é aliado no plano nacional. Por exemplo, dia 20 agora, foi lançado em Brasília o movimento PCdoB, PSB, PDT, PT e PRB, que é um movimento pela reformas democráticas no Brasil. A questão da reforma política, tributária, educação, urbana e agrária. Essas cinco reformas estão unificando esses partidos em torno da questão. Na hora em que a gente conseguir levantar isso como uma bandeira popular, a população vai ganhar muito. E o PDT está conosco nessa discussão, está apoiando o governo Lula. Nós procuramos manter a identidade do partido no plano nacional, mas nem todos são assim. Então, o PDT está vivendo esse paradoxo, que é uma posição de oposição aqui, mas é aliado no plano nacional. Eu acho que o PDT no Estado tem que ter essa paciência para entender que nós não podemos transformar a eleição de Caicó naquilo que ela não pode ser. A eleição em Caicó é uma oportunidade de modernizamos o poder político na cidade, sob a liderança de Roberto Germano, mas num amplo processo de frente com várias forças participando de um novo governo que tenha capacidade de democratizar e dividir o poder em Caicó, servindo melhor ao povo de Caicó.
NM – O senhor acha mesmo possível uma aliança com Pacífico Fernandes, pré-candidato de Álvaro Dias, que faz ferrenha oposição à governadora Wilma de Faria?
AR – Sim, porque a condução de Pacífico, se ele se mantiver na forma como ele discutiu esse projeto com Roberto. Está passando, como se diz, o “cavalo selado”. Existe a maior oportunidade de você fazer um deslocamento de forças em Caicó numa perspectiva progressista porque o candidato do PCdoB aglutina outras forças. Então, se houver maturidade para isso, se houver competência para isso, nós vamos conseguir alcançar esse projeto. O movimento não pode ser confundido. Você não pode querer, a pretexto da eleição municipal de 2008, exigir deste resultado desdobramentos para 2010. Porque não há, ainda, a possibilidade de saber quais são as regras que vão dirigir o processo das eleições e nós somos integrantes de um projeto para 2010 que tem desdobramento na sucessão de Lula e da professora Wilma de Faria e isso é muito concreto. Então, isso foi discutido com muita transparência, o PV tem tido essa maturidade lá, o PMDB, que chegou através de Pacífico, e o deputado Nélter têm tido essa maturidade nas conversas conosco. Há também os interesses do PMN e do PP. Tudo é possível de ser conciliado nesse projeto e a gente já mostrou que tem maturidade para conduzir esse processo. Wilma não encontrará em Roberto Germano um adversário.
NM – O PCdoB está satisfeito com a participação no Governo do Estado?
AR – Sim, nós conversamos com a governadora esse ponto que ela levantou sobre a postura dela em relação ao partido. Na eleição passada, não elegemos candidatos, mas tivemos um resultado eleitoral e que tem mostrado muita competência na questão da gestão. Nossa presença no Governo é no sentido de dar uma contribuição à coisa pública e ela também está
muito satisfeita. Nossa relação com a governadora tem sido sempre uma postura que nós discutimos as diferenças, mas evitamos levá-las aos jornais. Nós achamos que, quando você integra um governo e tem diferenças com os governadores, não podemos estar acomodados e dizer que estamos satisfeitos. Então, nós sugerimos a ela que o PSB, que vai ter nas eleições municipais todas essas contradições para administrar, respeite esse traço municipalizante da eleição, que nem é o mais avançado, mas é o que predomina. Deve também mostrar para a sociedade que, além das eleições, nós temos um projeto nacional que se reflete na administração do Estado. Então, nós deveríamos reproduzir no Rio Grande do Norte esse movimento que foi lançado em Brasília. Que reúne PT, PSB, PCdoB, PRB e PDT, a despeito da posição que tem o PDT local, mas levando em conta essas reformas, porque elas são importantes para o Estado. O governo Lula, hoje, é um governo fez muitas coisas e por isso aplaudimos, mas também está preso na engrenagem do passado e, se não fizer reformas de conteúdo democrático, mexendo, inclusive, na democratização dos meios de comunicação, o próprio sucessor ou sucessora de Lula vai poder avançar muito pouco. Então, essa discussão da reforma tributária é preciso ser corajosamente enfrentada. A questão da Educação, que todos dizem que deve ser prioridade, onde é que exatamente se mexe para tornar isso uma prioridade a médio e longo prazo. Tem que lançar as pontes desse futuro. Nós estamos com a possibilidade de formar uma agenda reunindo todos esses partidos e isso seria uma boa sinalização para a sociedade. Ora, sob a liderança da governadora Wilma, existe um bloco político discutindo as grandes questões. Muitas delas podem, inclusive, refletir nos próprios programas de governo municipal. Mas o problema é que Wilma estará comandando um bloco de esquerda democrático, sendo uma grande agente. E vai, ao mesmo tempo, fazer a política fragmentada, que é necessária para estabelecer a nova correlação política para 2010, que são as eleições municipais. Que ela vai chegar muitas vezes em cidades que têm dois candidatos que são vinculados à base política dela. Então, eu acho que ela precisa, para elevar essa discussão, abrir o debate para a agenda democrática. Demos essa sugestão a ela e ela ficou de analisar. Mas esperamos que o PCdoB tenha também essa vitória, porque a vitória do PCdoB é uma vitória que serve também para o PSB, e a nossa perspectiva com o PSB e PT é estratégica.
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