


DP — A coisa evoluiu de uma maneira surpreendente assim para mim, no final do ano. Eu estava achando estranhas essas manifestações (em favor da candidatura à Prefeitura), e até no dia 14 de dezembro eu fiz uma carta porque, à frente disso aí, não tem nenhum figurão, não. São apenas lideranças comunitárias e os amigos, como (o ex-vereador Marlindo) Pompeu, (o jornalista) Marcos Pedrosa, pessoas humildes que são militantes na política, mas sem nenhum cargo. Eu cheguei até a fazer uma carta mostrando certos fatos que eu presenciava na política e que não combinavam comigo. Falei que a política, até usando uma frase de monsenhor Lucas, desagrega a família. Faz anos que ele disse isso e eu observei que acontece. Eu me lembro de Cortez Pereira concorrendo com o filho lá em Serra do Mel. São coisas que não combinam comigo. Pessoas que são amigas, de uma hora para outra se tornam inimigas. Então eu penso muito nisso, daí o porquê de eu não conseguir ainda tomar uma posição sobre o assunto.
DP — Lá, o argumento é outro. Enquanto Capim Macio alega que paga o IPTU mais caro, em Nossa Senhora da Apresentação o pessoal diz que é discriminado porque é mais pobre. O projeto lá envolve toda uma região, da avenida das Fronteiras até a estrada de Extremoz, e inclui várias comunidades — como Vale Dourado, Conjunto Aliança, Jardim Primavera e Jardim Progresso —, até o Parque dos Coqueiros. São 440 ruas e já estamos trabalhando, construindo duas lagoas e com uma grande vantagem. É que esses loteamentos já vão dispor das vias do itinerário de ônibus totalmente asfaltadas. O que ocorria, até por falta de recursos, é que a gente pavimenta e, depois de não sei quantos anos, faz o asfalto. Hoje, não. A malha viária será totalmente asfaltada até o final do ano.