Relembrando o nosso maestro maior da MPB: Tom Jobim

Nicolau Frederico,

Em junho de 2013, o músico, compositor e produtor musical Roberto Menescal, a convite da cantora Camila Masiso, se apresentou no Teatro Riachuelo, aqui em Natal/RN, ao lado dos músicos potiguares Eduardo Tauffic (teclado) e Diogo Guanabara (violão).

Nesta comemoração dos 90 anos do nosso maestro maior, Tom Jobim, relembro uma das séries de entrevistas que fiz com Menescal. Ele falando sobre o agora eterno músico, compositor, cantor e maestro brasileiro, com quem conviveu de perto por longos anos.   

Nicolau –
Recentementea Folha de São Paulo lançou uma coleção “Tributo a Tom Jobim”, que vem somar aos dois filmes documentários de Nelson Pereira dos Santos, ao livro “Histórias de Canções: Tom Jobim” (Wagner Homem e Luiz Roberto Oliveira), à série de shows do Projeto Nívea Viva Tom Jobim e ao Instituto Tom Jobim (no Jardim Botânico, na cidade do Rio de Janeiro). Sabemos que em 2014, se completam vinte anos de sua perda. E como foi sua convivência com este grande maestro, músico e compositor?

Menescal – O Tom é “sobre nós”! Para mim foi e continua sendo a grande figura da música popular brasileira. Ele foi muito generoso com esta geração da gente que veio quase dez anos depois dele, sempre nos ajudou sem dizer que estava nos ajudando. Ele nunca nos criticou, pelo contrário, ele dizia assim: “Ouvi uma música tua, “Rio”, gostei muito. Esgarcei ela quase toda!” Aí ele fazia: “Rio, maré mansa” e botava a letra “Por isso é que o meu Rio não era assim...” Aí eu perguntava a ele: “Como é Tom? Não é assim, mas vai ser assim.” Aí ele dizia que não queria modificar. Ele estava na verdade dando uma dica. Então, esta generosidade que ele tinha eu não conheço ninguém que a tivesse tido. O Tom foi o cara que me deixou uma marca muito grande. Eu estive semana passada no Instituto (Instituto Tom Jobim), lá no Jardim Botânico e falei com o Paulinho (Paulo Jobim, músico e filho de Tom Jobim): “Me deixa ficar um pouco andando sozinho por aqui...” Olha, fiquei muito feliz e emocionado e falei para mim mesmo que coisa bonita tudo isso, todo mundo tinha que conhecer e ver tudo aquilo. As pessoas não podem esquecer. Ali estavam os bilhetes escritos à mão: “Vinicius, você não acha bom isso aqui não? Vinicius, está coisa de “já botei o Cristo até demais. O que é isso? Nós precisamos respeitar.” E a resposta do Vinicius: “Ah, ah, ah!”
Nicolau – Os dois formaram uma dupla fantástica, não?

Menescal – Sem dúvida nenhuma.

Nicolau – Agora o Tom tinha uns parceiros interessantes. Olha o caso do Newton Mendonça, por exemplo, não é Menescal?

Menescal – É e tem gente que fala que o Newton se escondia. Eu conheci o Newton. Ele era aquele cara que não falava. O Tom, por sua vez, era expansivo, era brilhante. Quando abria a porta era aquele: “Oh!” Ele perguntava se o Newton estava e o Newton ficava num canto. São personalidades totalmente opostas. Um brilhava, mas o outro não queria brilhar. Mas as músicas deles foram feitas a quatro mãos. Na canção “Desafinado”, eles se entenderam perfeitamente. Ele foi o grande parceiro musical de Tom Jobim. Ninguém nunca escondeu ele. Era a sua personalidade. E morreu com 32 anos, muito cedo.

Com informações de Roberto Menescal, Dicionário Cravo Albin de MPB. Foto do Instituto Tom Jobim (Ana Lontra Jobim)



Jovem arquiteta potiguar apresenta projeto para Museu da MPB na Cidade do Natal

Nicolau Frederico,

Meses atrás a professora e consultora em Gestão de Logística, Karla Motta, me indagou se poderia auxiliar sua filha, formanda em Arquitetura e Urbanismo, Rebecka Motta Meira Pires, na sua Tese de Conclusão de Curso (TCC) na UFRN. Fiquei intrigado, pois sou jornalista e não domino a área de Rebecka.

Qual minha surpresa quando se referiu ao meu “hobby” como apreciador e divulgador da MPB. A TCC de sua filha referia-se a um Museu para a Música Popular Brasileira na Cidade do Natal. De imediato, coloquei o meu acervo pessoal bibliográfico sobre MPB à sua disposição e fiz uma visita para uma conversa inicial. De lá mesmo, mantive um contato com o músico, compositor e produtor Roberto Menescal para recebe-las no Rio de Janeiro, onde passariam alguns dias.

O que resultou deste esforço e interesse da jovem arquiteta recém-formada você vai conhecer nesta entrevista exclusiva que ela gentilmente concedeu a este “Espaço MPB”.

Espaço MPB - Rebecka, quais as razões ou fatos que a levaram a escolher seu TCC com um tema envolvendo a MPB?
Rebecka - Acredito que posso dizer que a música sempre se fez presente em minha vida, desde a infância, com grande influência do meu pai George (Meira Pires), como também da minha mãe, Karla. Meu pai tocava alguns instrumentos e estávamos sempre ouvindo alguma canção, usualmente canções da MPB. Com a morte dele em 2004, um dos meios que tive de ter a presença dele em minha vida foi e é através da música. Acredito que a música é um excelente meio de comunicação e aproximação dos mais diversos tipos de pessoas, tempos e culturas.

Espaço MPB - Você tem algum conhecimento ou alguém a motivou a optar pela MPB? Toca algum instrumento? Faz ou gosta de desse apresentar? Onde? Quando? Porque? Isso lhe faz feliz?
Rebecka - O Brasil é mundialmente conhecido por sua diversidade cultural e creio que uma das grandes formas de representação dessa cultura seja a música, em especial a Música Popular Brasileira, que é fruto de uma grande mistura e influencias dadas através dos séculos. Sabemos que, inicialmente, o Brasil era habitado por índios e eles já tinham a sua cultura musical, fazendo uso, principalmente, de instrumentos de sopro e percussão. Mais a frente, com a chegada dos portugueses e início da colonização tivemos uma miscigenação que acabou por gerar também uma fusão nos instrumentos e na forma de cantar e fazer música.
 A música é uma forma divertida de contar e conhecer a história de um povo, de um tempo. Através dela podemos nos "teles transportar" para momentos, como por exemplo em 1960, com as canções de protesto. É essa capacidade, essa forma interativa do conhecimento que me encanta e que me motivou por escolher a MPB como tema central para o desenvolvimento do meu projeto de conclusão de curso.
 Não toco nenhum instrumento, até tentei aprender violão, mas não obtive muito sucesso. Porém, tenho o costume de cantar, principalmente em eventos da Igreja Católica, fato esse que me deixa muito feliz. Tenho alguns amigos que são cantores aqui em Natal e as vezes sou convidada para fazer algumas pequenas participações em seus shows.

Espaço MPB - Em síntese, o seu TCC tem alguma finalidade, além da acadêmica, ou fica restrito apenas ao seu TCC?
Rebecka - A princípio o projeto desenvolvido possui finalidade apenas acadêmica, porém creio que seria extremamente interessante para a população da cidade do Natal ter um ambiente onde pudesse conhecer não somente a história da música popular brasileira – desde 1500 até 2016 -  como também ter a possibilidade de aprender a tocar nos instrumentos base da MPB, além de oficinas de canto popular. Acredito que o povo precisa conhecer a sua cultura para aprender a amá-la e respeitá-la da maneira que ela merece. 
 
Espaço MPB
- Você pensa ou propõe algum projeto que possa ser útil à sociedade, à Natal, ao Rio Grande do Norte? Você acredita que seja viável? O que falta ou necessita para que ele se torne uma realidade, na sua opinião?
Rebecka - Acredito que a criação de um espaço dedicado a cultura e o conhecimento dela por meio do povo é de extrema importância, uma vez que permite que nós conheçamos a nossa origem, de onde viemos, através de que movimentos as coisas em nossa sociedade estão como estão.
Ter um ambiente como esses seria realmente um sonho, porém hoje em dia temos alguns espaços que poderiam ser destinados para esse tipo de atividades, como o Parque da Cidade, localizado no prolongamento da Avenida Prudente de Moraes, mas a população, creio eu, não compreende bem o que tal obra significa para a cidade. Além de um marco por tratar-se de uma obra assinada pelo preciosíssimo Oscar Niemeyer, ainda possui uma paisagem encantadora, com um belo pôr-do-sol, além de espaços que poderiam ser destinados a cultura e o lazer.
Sou contra ao pensamento de que não devem ser criados espaços para a apreciação da cultura porque “as pessoas não a valorizam”, acredito que dando um primeiro passo, promovendo atividades que chamem a atenção da população, vamos, mesmo que aos poucos, criando essa necessidade de conhecimento e contemplação.  
 
Espaço MPB -
Na elaboração de seu TCC, principalmente quanto à MPB, você chegou a pesquisar o assunto, visitou, conheceu "in loco", ou entrevistou algum museu ou memorial sobre algum artista, compositor, cantor ou músico de nossa MPB, até mesmo pela Internet?
Rebecka - Antes de mais nada, a cultura sempre foi vista por minha família como algo primordial para a vida, pois como diz o meu avô Álvaro “podem nos tirar tudo menos aquilo que aprendemos” e creio que essa é realmente uma grande verdade. Diante disso, meus pais sempre incentivaram visitas a museus e a marcos que fizeram parte da história, para que nos fosse inserido esse desejo pelo conhecimento através de uma forma diferente.
Tive a oportunidade de cursar um semestre da minha graduação em Arquitetura e Urbanismo na Universidad Europea de Madrid, onde pude conhecer vários museus e templos históricos que “abriram os meus olhos” para que eu pudesse enxergar o que era a cultura e a importância dela para a minha formação.
Contando também com o apoio da minha mãe, pude conhecer museus como: o Louvre, Guggenhein em Bilbao, Museu da Língua Portuguesa, MASP, Museu do Amanhã, Espaço Cultural Tom Jobim, dentre muitos outros, além de auxílio dado por livros e pesquisas na internet.

 
Espaço MPB - O que você pretende fazer com o seu TCC e seu projeto? Registrar apenas como um trabalho acadêmico? Divulgar na mídia local, regional e nacional? Propor sua edição em um livro, e-book, fazer palestras ou buscar patrocinadores para o projeto?
Rebecka - Acredito que o projeto do Museu seja algo realmente inovador pelo tema que ele aborda, além da inserção de tecnologias atuais, porém creio que o projeto ficará apenas como trabalho acadêmico com função de auxiliar todo aquele aluno de Arquitetura e Urbanismo sonhador, que busca criar um local para ser apreciado não somente por sua estética, mas também por sua funcionalidade.


Garota de Ipanema, o amor é bossa

Nicolau Frederico,

Um boa dica para quem vai viajar ou programa sua viagem para esta quinzena final de novembro, com destino ao Rio de Janeiro: conhecer o novo Teatro Riachuelo Rio e sua excelente programação. Agora o Brasil já tem dois teatros Riachuelo: em Natal/RN e no Rio de Janeiro/RJ, com Nordeste e Sudeste unidos na arte do palco e da música.

Os acordes do violão da bossa nova são inconfundíveis. Um dos movimentos mais influentes da música popular brasileira, que revelou grandes nomes como Vinícius de Moraes, Tom Jobim e João Gilberto, dá o ritmo ao novo musical inédito da Aventura Entretenimento, “Garota de Ipanema, o amor é bossa”, que estreou no dia 26 de agosto último, na inauguração do Teatro Riachuelo Rio e encerra sua temporada no próximo dia 27 deste mês de novembro.

O novo centro de arte e cultura do Rio de Janeiro fica no mesmo prédio que abrigava o antigo Cine Palácio, tombado pelo patrimônio histórico. Após dois anos de intenso trabalho de restauração e intervenções modernas, o espaço é devolvido à cidade com uma platéia para 1000 pessoas.

Em um Rio de Janeiro dos anos 60, a história de amor de Zeca, um rapaz da Zona Sul carioca, e Deolinda, uma garota do Méier, será envolvida pelos clássicos que consagraram compositores e intérpretes brasileiros, como “Samba do avião”, “Ela é carioca”, “Chega de saudade” e “Carta ao Tom 74”.

A primeira trama de Thelma Guedes – autora de novelas como “Cordel encantado” e “Jóia rara” – para o teatro, tem direção de Gustavo Gasparani, que tem a carreira marcada por produções que envolvem a história da música brasileira (“Samba Futebol Clube” e “SamBRA, o musical – 100 anos de samba”).

Delia Fischer assina a direção musical, que contou com a supervisão de Roberto Menescal na seleção das canções que embalam o espetáculo. A compositora e arranjadora já esteve à frente da música de espetáculos como “Chacrinha, o musical” e “Elis, A Musical”.

“Garota de Ipanema, o amor é bossa” busca mostrar para o público um pouco da música, da beleza, da ginga e do charme cariocas que fizeram com que o Rio de Janeiro se tornasse uma das cidades mais amadas do mundo.

Serviço

Musical: Garota de Ipanema, o amor é bossa
Autora: Thelma Guedes
Direção: Gustavo Gasparini
Direção Musical: Délia Fischer , com a supervisão de Roberto Menescal
Dias e horários: 6ª – 20h; sáb. – 16h30 e 20h; dom. – 16h30
Temporada: de 26 de agosto de 2016 a 27 de novembro de 2016

Com informações do Teatro Riachuelo Rio e Aventura Entretenimento



Mestrinho do Acordeon faz apresentação gratuita com Sesi Big Band neste sábado à noite

Nicolau Frederico,

Após o sucesso alcançado na 7ª edição do Fest Bossa & Jazz, o projeto "Sesi Big Band Convida" chama Mestrinho em sua última apresentação do ano com show gratuito no Natal Shopping, às 20h deste sábado (19).

Mestrinho é natural de Sergipe, filho e neto de músicos, toca desde os seis anos e já dividiu palco com artistas consagrados como Dominguinhos - em diversos shows pelo Brasil; Gilberto Gil, que viajou para festivais pelo mundo; Elba Ramalho, com quem trabalhou durante três anos e fez turnês nacionais e internacionais; Diogo Nogueira, Luciana Mello, Jair Rodrigues, Geraldo Azevedo entre outros.

Em agosto, durante o Fest Bossa & Jazz, na praia da Pipa, o músico e tocador de acordeon, Mestrinho (SE), atraiu um público de mais de 10 mil pessoas na primeira noite de Festival e agora retorna para somar com a Sesi Big Band, orquestra de jazz formada pelos instrutores e professores do projeto SESI ARTE.

Artistas de renome nacional e regional sem unem a orquestra para se aventurar nas mais diversas áreas da música brasileira, com interpretações do próprio repertório, mas com arranjos exclusivos. Cantores como Ed Motta, Ivan Lins, Taryn Szpilman, Roberta Sá, Khrystal, Yamandú Costa e Lenine já passaram pelo projeto.

Em novembro, Mestrinho adentra a essa lista graças ao patrocínio da Cyrela Plano & Plano, Oi; apoio cultural Natal Shopping; promoção da Jovem Pan, G7 Comunicação, GB|HD, Golden Tulip; apoio Michelle Tour, Office, Pratika; realização SESI e Juçara Figueiredo Produções.

Serviço

Sesi Big Band convida Mestrinho
Quando: 19/11 (sábado)
Onde: Estacionamento do Natal Shopping
Horário: 20h
Entrada: Gratuita

Com informações da G7 Comunicação e Juçara Figueiredo Produções


Elis, o filme

Nicolau Frederico,

Anunciado neste fim de semana o aguardado "Elis, o filme": dia 24 de novembro nas telas dos cinemas brasileiros. Indiscutivelmente a maior cantora brasileira de todos os tempos, a vida da cantora gaúcha Elis Regina é contada nesta cinebiografia em ritmo energético e pulsante.

A "pimentinha" ardente (brilhantemente interpretada por Andréia Horta) sinalizou a mudança de estilos de Bossa Nova para MPB e viveu uma vida turbulenta. Ao mesmo tempo em que se chocava com a Ditadura Militar no Brasil, ela lutou com seus próprios demônios pessoais. “Elis”, o filme, está imbuído da  alma da cantora e do país que ela amava.

Premiado no Festival de Cinema, na cidade de Gramado/RS, o filme conta com o roteiro escrito pelo jornalista, escritor, compositor e produtor musical Nelson Motta. Tem na direção o cineasta Hugo Prata, em uma produção de  Fábio Zavala. O  elenco, preparado pela Maria Sílvia, a atriz Andréia Horta é a protagonista e vive a personagem de Elis Regina; os atores Lúcio Mauro Filho, Mièle; Gustavo Machado, Ronaldo Bôscoli e Rodrigo Pandolfo, Nelson Motta.

O filme narra a história da cantora a partir de seus 18 anos, mais precisamente na data de 31 de março de 1964, dia em que a cantora desembarcou na cidade do Rio de Janeiro e se deparou com o golpe militar.

Para conhecer os bastidores do filme e mais informações, acesse o blog oficial aqui

Por enquanto, fique com este trailer do filme:


Com informações da equipe de produção do  filme 


Fest Bossa & Jazz Circuito 2016, segunda edição, oferece oficinas e workshops a partir desta quarta-feira em Natal

Nicolau Frederico,

FRANK-IN-TPFalta pouco para os natalenses, visitantes e curiosos prestigiarem a segunda etapa da edição 2016 do Fest Bossa & Jazz e com ela aproveitar vários momentos de interação e aprendizado. A partir desta quarta-feira (24), além dos grandes shows nos palcos com artistas locais, nacionais e internacionais, o público pode participar de outras maneiras, como por exemplo, através das oficinas e workshops.

Nesta quarta-feira (24), haverá duas sessões da oficina “Construção de Instrumentos com Material Reciclável”, no SESC Zona Norte, localizado na Rua Paranduva, 2873, Conjunto Santa Catarina. A primeira, das 8h às 11h e a segunda das 14h às 17h. Já na quinta-feira (25), outras duas sessões dessas oficinas acontecem no SESC Cidadão de Ponta Negra, na Rua João Norberto, 444, Vila de Ponta Negra.  Sendo uma das 9h às 12h e outra das 14h às 17h. Lembrando que toda a programação do Fest Bossa & Jazz é gratuita.

Durante as oficinas ministradas pelo músico e artesão Alexandre Ferro e sua assistente Adriana Freitas, os participantes aprendem a confeccionar alguns tipos de instrumentos musicais a partir de materiais recicláveis como: bobinas de papelão, garrafas plásticas e tampinhas. Alexandre fica responsável por todo o material necessário, mas sugere que os alunos levem latas (de leite, achocolatado, tinta) vazias e garrafas pet.  

filoWorkshops

Os workshops também vão acontecer nos dias 24 e 25 em Natal. Para os interessados em violão, o multi-instrumentista com 50 anos de carreira, Filó Machado (SP) estará a partir das 14h, na Escola de Música da UFRN. Ele abordará ao lado de Felipe Machado, harmonia, improvisação, condução rítmica e escolha de repertório.

Para os amantes de piano, no dia 25, Débora Gurgel adentra, às 14h a Escola de Música da UFRN, com sua experiência para abordar o tema “Arranjo na música popular brasileira”.

Shows

A segunda etapa do Fest Bossa & Jazz dispara o relógio para dar início ao Circuito 2016, com atrações locais, nacionais e internacionais compondo a programação gratuita. Após duas semanas de seleção ocorrida dentro das Prévias do Fest Bossa & Jazz Circuito 2016, o edital “Novos Talentos do RN” divulga os nomes dos vencedores que farão parte da programação deste grande Festival. Integram a equipe de artistas, o compositor, arranjador e pianista Frank Lemos (Palco Natal) e o jovem guitarrista e violonista, Nino Costa (Palco Pipa).

GRANA-INT-PO palco da Praça Ecológica de Ponta Negra vai esquentar nesta quarta-feira (24), após às 20 horas, com as seguintes atrações musicais: Clara Menezes, Frank Lemos, selecionado do “Novos Talentos do RN”; violonista Filó Machado (SP), Dani e Débora Gurgel Quarteto (SP), além das atrações do jazz internacional Grana Louise e Mark Lambert, dos Estados Unidos (EUA). 

O Festival conta com o patrocínio da Cosern – Grupo Neoenergia e Oi através do Governo do Estado do Rio Grande do Norte pela Lei Câmara Cascudo com apoio cultural da Oi Futuro, Cyrela Plano & Plano, SESI Sistema FIERN, Luck Receptivo, parceria do SESC Sistema Fecomércio, Castelo Casado – Iluminações e Estrutura e promoção da Inter TV Cabugi. A realização fica por conta de Juçara Figueiredo Produções, Secretaria de Turismo do Governo do RN, RN Sustentável e Emprotur através do Banco Mundial.

Para mais informações, acesse www.festbossajazz.com.br ou acompanhe as novidades pelas mídias sociais do Festival.



Agosto chega ao som do Fest Bossa & Jazz em Natal e Pipa

Nicolau Frederico,

bosaCom novas atrações nacionais e internacionais e lançamentos de novos talentos potiguares, a segunda etapa do Fest Bossa & Jazz, Circuito 2016, chega na praia de Ponta Negra (praça Ecológica), em Natal, nos dias 24 e 25 de agosto e na praia da Pipa (palco Principal), município de Tibau do Sul, nos dias 26, 27 e 28 de agosto.  

O lançamento da nova programação foi nesta terça-feira (26), no Espaço da Cyrella Plano & Plano, ao som da Street Band, pela produtora cultural Juçara Figueiredo e sua equipe. Juçara salientou em sua apresentação aos convidados presentes que “ O Fest Bossa & Jazz reúne no mesmo palco grandes nomes locais, nacionais e internacionais da melhor qualidade artística instrumental. Além de dar oportunidade aos ‘Novos Talentos do RN’ com edital que seleciona artistas potiguares para tocar no Palco Principal.” 

unnamedEsta é a sétima edição do Festival que já recebeu três mil crianças e jovens em suas oficinas e workshops. Pelo palco principal apresentaram-se mais de 100 atrações  nacionais e internacionais e novos talentos potiguares, proporcionando um intercâmbio entre artistas consagrados e os novos jovens músicos, compositores e cantores. Cerca de 200 mil pessoas já acompanharam as edições realizadas em Natal, Pipa, Mossoró e São  Miguel do Gostoso.

Juçara anunciou também para este ano, mais uma novidade, as caminhadas ecológicas, parceria com o Projeto TAMAR, incluindo palestras sobre preservação ambiental e sustentabilidade na praia da Pipa.  

Em Ponta Negra, Natal

Na programação, que tem Liz Rosa na curadoria musical e coordenação artística, bandas e músicos de encher os ouvidos em delírio. No primeiro dia (quarta, 24), em Natal, a potiguar Clara Menezes; o multi-instrumentista Filó Machado (SP), sobem ao palco da Praça Ecológica, logo após a americana Grana Louise se apresenta ao lado da Décio Caetano Blues Band. 

No segundo dia (quinta, 25), ainda em Natal, o primeiro a encantar o público será o vencedor do edital ‘Novos Talentos do RN’, seguido de Dani e Débora Gurgel Quarteto (SP), na sua fusão de melodias e ritmos brasileiros. A atração internacional fica por conta de Mark Lambert (EUA), guitarrista e arranjador que toca ao lado de Jimmy Duchowny (bateria), Jefferson Lescowich (baixo), Wanderson Cunha (trombone) e Vander Nascimento (trompete). Para não deixar saudades, tem Jam Session depois dos shows, nas duas noites.

Em Pipa

Terminando em Natal, a 80 km da Noiva do Sol, fica a paradisíaca Praia da Pipa que está com programação inspirada a deixar todos com gostinho de ‘quero mais’. Já no primeiro dia (sexta, 26) o Palco Principal recebe ‘Novos Talentos do RN’ a partir das 20h; Mestrinho (SE), acordeonista que promete fazer mistura de suas raízes nordestinas e jazz. Já às 23h, SESI Big Band convida Lenine (PE), considerado um artista completo que passeia como cantor, compositor, produtor musical, vencedor de cinco Grammy Latino, além de outras tantas premiações na Música Brasileira, APCA e mais de 500 canções gravadas por nomes renomados do país, para fazer mistura e encantar o público.

As atrações musicais do segundo dia (sábado, 27) em Pipa começam mais cedo, às 16h, no Palco Praça do Pescador, com Sunset Session – Tamareando na presença de Sérgio Groove e Yrahn Barreto (RN); Marco da Costa (RN) e Live Foyn Friis (Noruega). Para então partir para o Palco Principal, onde toca às 20h Mad Dogs convida Chico Chico (filho de Cássia Eller), a cantora e percussionista Júlia Vargas e o violinista Rodrigo Garcia.

Tem fôlego para mais?! Na mesma noite, às 21h30, o grupo carioca Bossacucanova (RJ) faz a mistura entre bossa nova com o suingue dos ritmos brasileiros e as batidas eletrônicas. Às 23h o internacional Raphael Wressnig (Áustria) mostra para o público suas técnicas autodidatas no blues, jazz, soul e funk. O último dia (domingo, 28) do Fest Bossa & Jazz – Circuito 2016 tem shows com apresentação da Oficina de Construção de Instrumentos e termina mais cedo com Sérgio Groove e Yrahn Barreto (RN) e a Jam Session. Diferente dos outros dias que começa às 00h30, neste último momento tem início às 16h, no Pipa Beach Club.

E, para segurar a ansiedade pela próxima edição, o público tem à disposição, durante todo o evento, uma loja com produtos personalizados do Festival (camisas, chapéus, entre outros). 

O Fest Bossa & Jazz que proporciona diversão e conhecimento é uma realização de Juçara Figueiredo Produções e parceria do SESC Sistema Fecomércio, do Governo do Estado, através da Lei Câmara Cascudo, por meio da SETUR e EMPROTUR, com recursos do RN Sustentável e patrocínio da COSERN e OI, além dos apoios: Oi Futuro, SESI RN, Cyrela Plano & Plano e Luck Receptivo.

Acompanhe o Fest Bossa & Jazz, Circuito 2016, segunda etapa pelo link http://www.festbossajazz.com.br

Com informações e fotos da G7 Comunicação e da produção do Fest Bossa & Jazz



Agosto chega ao som do Fest Bossa & Jazz em Natal e Pipa

Nicolau Frederico,

Com novas atrações nacionais e internacionais e lançamentos de novos talentos potiguares, a segunda etapa do Fest Bossa & Jazz, Circuito 2016, chega na praia de Ponta Negra (praça Ecológica), em Natal, nos dias 24 e 25 de agosto e na praia da Pipa (palco Principal), município de Tibau do Sul, nos dias 26, 27 e 28 de agosto.  
O lançamento da nova programação foi nesta terça-feira (26), no Espaço da Cyrella Plano & Plano, ao som da Street Band, pela produtora cultural Juçara Figueiredo e sua equipe. Juçara salientou em sua apresentação aos convidados presentes que “ O Fest Bossa & Jazz reúne no mesmo palco grandes nomes locais, nacionais e internacionais da melhor qualidade artística instrumental. Além de dar oportunidade aos ‘Novos Talentos do RN’ com edital que seleciona artistas potiguares para tocar no Palco Principal.” 

Esta é a sétima edição do Festival que já recebeu três mil crianças e jovens em suas oficinas e workshops. Pelo palco principal apresentaram-se mais de 100 atrações  nacionais e internacionais e novos talentos potiguares, proporcionando um intercâmbio entre artistas consagrados e os novos jovens músicos, compositores e cantores. Cerca de 200 mil pessoas já acompanharam as edições realizadas em Natal, Pipa, Mossoró e São  Miguel do Gostoso.
Juçara anunciou também para este ano, mais uma novidade, as caminhadas ecológicas, parceria com o Projeto TAMAR, incluindo palestras sobre preservação ambiental e sustentabilidade na praia da Pipa.  

Em Ponta Negra, Natal

Na programação, que tem Liz Rosa na curadoria musical e coordenação artística, bandas e músicos de encher os ouvidos em delírio. No primeiro dia (quarta, 24), em Natal, a potiguar Clara Menezes; o multi-instrumentista Filó Machado (SP), sobem ao palco da Praça Ecológica, logo após a americana Grana Louise se apresenta ao lado da Décio Caetano Blues Band. 

No segundo dia (quinta, 25), ainda em Natal, o primeiro a encantar o público será o vencedor do edital ‘Novos Talentos do RN’, seguido de Dani e Débora Gurgel Quarteto (SP), na sua fusão de melodias e ritmos brasileiros. A atração internacional fica por conta de Mark Lambert (EUA), guitarrista e arranjador que toca ao lado de Jimmy Duchowny (bateria), Jefferson Lescowich (baixo), Wanderson Cunha (trombone) e Vander Nascimento (trompete). Para não deixar saudades, tem Jam Session depois dos shows, nas duas noites.

Em Pipa

Terminando em Natal, a 80 km da Noiva do Sol, fica a paradisíaca Praia da Pipa que está com programação inspirada a deixar todos com gostinho de ‘quero mais’. Já no primeiro dia (sexta, 26) o Palco Principal recebe ‘Novos Talentos do RN’ a partir das 20h; Mestrinho (SE), acordeonista que promete fazer mistura de suas raízes nordestinas e jazz. Já às 23h, SESI Big Band convida Lenine (PE), considerado um artista completo que passeia como cantor, compositor, produtor musical, vencedor de cinco Grammy Latino, além de outras tantas premiações na Música Brasileira, APCA e mais de 500 canções gravadas por nomes renomados do país, para fazer mistura e encantar o público.

As atrações musicais do segundo dia (sábado, 27) em Pipa começam mais cedo, às 16h, no Palco Praça do Pescador, com Sunset Session – Tamareando na presença de Sérgio Groove e Yrahn Barreto (RN); Marco da Costa (RN) e Live Foyn Friis (Noruega). Para então partir para o Palco Principal, onde toca às 20h Mad Dogs convida Chico Chico (filho de Cássia Eller), a cantora e percussionista Júlia Vargas e o violinista Rodrigo Garcia.

Tem fôlego para mais?! Na mesma noite, às 21h30, o grupo carioca Bossacucanova (RJ) faz a mistura entre bossa nova com o suingue dos ritmos brasileiros e as batidas eletrônicas. Às 23h o internacional Raphael Wressnig (Áustria) mostra para o público suas técnicas autodidatas no blues, jazz, soul e funk. O último dia (domingo, 28) do Fest Bossa & Jazz – Circuito 2016 tem shows com apresentação da Oficina de Construção de Instrumentos e termina mais cedo com Sérgio Groove e Yrahn Barreto (RN) e a Jam Session. Diferente dos outros dias que começa às 00h30, neste último momento tem início às 16h, no Pipa Beach Club.

E, para segurar a ansiedade pela próxima edição, o público tem à disposição, durante todo o evento, uma loja com produtos personalizados do Festival (camisas, chapéus, entre outros). 

O Fest Bossa & Jazz que proporciona diversão e conhecimento é uma realização de Juçara Figueiredo Produções e parceria do SESC Sistema Fecomércio, do Governo do Estado, através da Lei Câmara Cascudo, por meio da SETUR e EMPROTUR, com recursos do RN Sustentável e patrocínio da COSERN e OI, além dos apoios: Oi Futuro, SESI RN, Cyrela Plano & Plano e Luck Receptivo.

Acompanhe o Fest Bossa & Jazz, Circuito 2016, segunda etapa pelo link http://www.festbossajazz.com.br

Com informações e fotos da G7 Comunicação e da produção do Fest Bossa & Jazz 


Maysa e a gratidão da bossa nova

Nicolau Frederico,

"Hoje Maysa estaria completando 80 anos de vida.Se não fosse a ela, a bossa teria demorado mais a acontecer. Nesse disco "O Barquinho", ela lançou esse e outros grandes sucessos desse, então, novo estilo. Saudades eternas dessa voz imortal.", afirmou esta semana em sua FanPage o compositor, músico e produtor, Roberto Menescal. Esta é a gratidão da turma da bossa nova à cantora e também compositora Maysa Figueira Monjardim, mãe do diretor de televisão, Jayme Monjardim. Na segunda (6) completaria seus 80 anos.

O jornalista e escritor Ruy Castro conta em seu livreto/CD número 16 "Maysa - "Coleção Folha 50 Anos de Bossa Nova (MEDIAfashion, 2008) que "Maysa inaugurou uma linha na nova música: a da bossa adulta, madura, ponderada. Na sua voz, canções como "O Barquinho", "Nós e o Mar" e "Ah! Se eu pudesse", todas da dupla Menescal/Bôscoli, perderam instantaneamente o ar infanto-juvenil com que foram compostas e ganharam em mistério e densidade...".   

Outra homenagem à cantora e compositora Maysa esta semana foi a do jornalista e radialista da CBN, João Carlos Santana, em sua "Sala de Música" . Se viva fosse, a artista completaria 80 anos. O jornalista e escritor Lira Neto, biógrafo de Maysa, foi seu convidado especial. Vale conferir a entrevista na rádio CBN, clicando Sala de Música na Rádio CBN

Com informações de Roberto Menescal, Coleção Folha 50 Anos de Bossa Nova e João Carlos Santana/Rádio CBN


Roberto Menescal: entre musical, filme e shows

Nicolau Frederico,

Encontrei o músico, compositor e produtor, Roberto Menescal, nos preparativos de sua apresentação com a cantora, compositora e pianista Leila Pinheiro, na pousada Só Alegria, em São Miguel do Gostoso. Como sempre, disponível para o nosso bate-papo.

Menescal não pára. Veio diretamente do Rio de Janeiro para Gostoso e voltou na madrugada depois da apresentação no Fest Bossa & Jazz Circuito 2016 ao lado de Leila. Neste ínterim, informou que sua agenda está repleta até o fim do ano. "Cara, todo mundo tá reclamando de trabalho. Eu não tenho tempo nem de pensar. Como você sabe, as coisas comigo vão acontecendo. Não tenho stress. Simplesmente, acontecem".

Garota de Ipanema, musical

Assim, sua agenda na segunda (30 mai) era um workshop com a equipe de coordenação do espetáculo inédito "Garota de Ipanema, o musical", que inaugura em agosto o Teatro Riachuelo, na Cinelândia, ocupando o local onde era o antigo Cine Palácio, com capacidade para mil espectadores. "Calainho (Luiz Calainho), Aniela Jordan e Fernando Campos (sócios na produtora teatral Aventura Entretenimento) me convidaram para dirigir o musical. Mas, eu disse que não dava, pois não posso me concentrar apenas neste projeto. Tenho a gravadora, os shows já agendados e a vida continua. Aceitei e estou dando uma consultoria no musical e dando minhas sugestões e recordando os momentos importantes que vivi na bossa-nova. Passo o clima da época!", afirmou o músico e produtor.

Menescal diz que são cerca de 70 pessoas que atuam como cantores, artistas e dançarinos. "Na verdade não será um musical sobre apenas os compositores de "Garota de Ipanema" (Tom Jobim e Vinicius de Moraes) mas sobre tudo aquilo aconteceu nos bastidores", afirma. Também a rede de lojas de moda Riachuelo é uma das parceiras no local do projeto, que leva o nome de Teatro Riachuelo. O novo espaço na Cinelândia vai abrigar eventos de dança, música, artes, teatro e literatura. O texto do musical é de Thelma Guedes, Alessandro Marson e Newton Cannito. A ficha técnica também traz o coreógrafo Alonso Barros (“Chacrinha – O Musical”) e o diretor Andrucha Waddington (de “Chacrinha – O Musical”).

Menescal, o filme

"O documentário que está em pré-produção pela DDFILMES, sob o olhar do nosso diretor Frederico Freitas, levará o público num mergulho por todas as células rítmicas de Roberto Menescal. Uma grande homenagem para este grande artista que completa 60 anos de carreira e 80 anos de vida", esta é a apresentação do documentário em sua FanPage "Menescal, o filme".

Lá também está registrado que "Seus primórdios, a formação da Bossa Nova, sua imprescindível atuação como produtor musical, o músico, o compositor, a paixão por bromélias e sua atual atividade na música brasileira, serão explorados em detalhes, em descobertas inéditas, histórias surpreendentes e opiniões não apenas sobre o que se foi, mas especialmente sobre o que ficou de tudo isso".

E o  que Menescal diz disso tudo? "Não fui eu que criei e propus esta homenagem!" afirma o compositor. "Eles me procuraram e perguntaram se eu topava fazer um documentário sobre a minha carreira na MPB, em especial na bossa-nova! Topei! E vamos ver no que dá!", conclui.   

Bossa Nova Hall

Outros compromissos de Menescal neste ano são os shows que vai apresentar agora em junho com Leila Pinheiro e no segundo semestre com Zélia Duncan, Marcos Vale, Chris Delano e Vanda Sá, no novo "point" musical carioca: o Bossa Nova Hall, conheça mais detalhe clicando aqui
http://www.bossanovamall.com.br/

Carnegie Hall: 54 depois

Um dos últimos compromissos este ano de Roberto Menescal será a participação em um show de comemoração dos 54 anos da Bossa Nova na "histórica e chuvosa noite da quarta-feira, 21 de novembro de 1962, no palco do Carnegie Hall, em Nova York (EUA)". Antes, em outubro ele segue para uma tournée pelo Japão, país que terá brevemente como residente fixa a cantora e compositora pernambucana, Andreia Amorim, que nos últimos anos teve Menescal como produtor e parceiro.   
   
Com informações exclusivas de Roberto Menescal e DDFilmes


Leila Pinheiro e Roberto Menescal: a noite da Bossa Nova em Gostoso

Nicolau Frederico,

Na mesa da calçada do Empório Balica, na praça da praia da Xêpa, acompanhei o palco Gostoso Jazz, na noite desta sexta-feira (27) com os sons magníficos do pianista, compositor e arranjador Hamleto Stamato e o músico Paulinho Trompete. O ponto alto foi quando convidaram a cantora potiguar Dani Cruz para se unir a eles, depois de elogiarem a performance da artista que iniciou sua carreira profissional há quatro anos e que fez a apresentação dessa edição do Fest Bossa & Jazz Circuito 2016, em São Miguel do Gostoso.

Quem não ficou até o fim, quando já virava os ponteiros do relógio, perdeu o grande show que o guitarrista e cantor do jazz norte-americano, Willie Walker, uma verdadeira lenda do "soul music" ofereceu ao público presente, principalmente aos fãs do jazz. Com uma voz vibrante e os sons eletrizantes que tirava de sua guitarra, Willie deixa saudades. Após o show, retornou a Natal e seguiu para sua tournée pelo Brasil nesta curta temporada. Mas a virada da madrugada foi em uma jazz session na Quintal Pizzaria, ao lado da pracinha.

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O sábado (28) começou às 10 horas com um "good morning jazz" na pracinha, já anunciando que a partir das 19 horas os músicos da "Bossa&Jazz Street Band" estarão novamente em cortejo pela cidade conclamando os moradores para mais uma rodada no palco Gostoso Jazz, com a segunda e última noite da programação. Enquanto isso, eram realizadas diversas oficinas e workshops no Centro de Cultura, sobre fotografia, gaita e construção de instrumentos musicais com recicláveis. 

No palco Gostoso Jazz

Quem abre a noite às 20 horas deste sábado é o guitarrista, cantor e compositor Diego Brasil, natural de Manaus e radicado em Natal. Começou a apresentar-se profissionalmente com apenas 15 anos. Munido de sua guitarra e seu belo timbre vocal, Diego ultrapassou as fronteira potigares e levou sua música à Noruega, Áustria, Dinamarca e Qatar. Comemorando 15 anos de carreira, Diego Brasil leva ao palco de São Miguel do Gostoso o show “Trilhas”.

Logo depois, apresenta-se a parceria entre a cantora e pianista paraense Leila Pinheiro e o compositor, produtor e guitarrista carioca Roberto Menescal. A amizade e a bossa nova uniu os dois na MPB e é antiga. Além do antológico LP “Benção Bossa Nova”, gravado por Leila em 1989 e com produção e arranjos de Menescal, a dupla lançou em 2007 o álbum “Agarradinhos”. Será um belo reencontro do duo, no repertório com as músicas mais representativas de suas carreiras e que ainda relembrará algumas canções desses dois primorosos álbuns.

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Finalizando,  a banda potiguar Moby Dick apresenta o virtuoso,talentoso e pioneiro do blues no Brasil, o gaitista carioca Flávio Guimarães. A banda tem quatorze anos de estrada e carrega na bagagem inúmeros shows, 2 CDs e 1 DVD lançados. Com um repertório super dançante e eclético, o grupo explora diversas tendências musicais, indo desde os clássicos da velha guarda do rock n’ roll, passando por quase todas as suas vertentes e chegando até o country e o blues. A virada na madrugada termina em uma "jam session" no Spaço Mix, à beira-mar.

O Fest Bossa&Jazz Circuito 2016 em Gostoso termina neste domingo (29) com a apresentação dos participantes selecionados na oficina ministrada pelo músico/artesão Alexandre Ferro, às 10 horas, no Spaço Mix. Logo depois, às 12 horas, no mesmo local haverá a última "jam session" e o encerramento.

Acompanhe mais informações pelo site oficial http://www.festbossaejazz.com.br ou nas redes e midias sociais facebook/festbossaejazz, instagran/festbossaejazz e twitter/fbjoficial

Com informações da produção do Fest Bossa&Jazz Circuito 2016 e G7 Assessoria de Comunicação.


Músico e artesão transforma recicláveis em instrumentos musicais para crianças

Nicolau Frederico,

O músico e artesão Alexandre Ferro, e também mestre na arte da Capoeira, começou na manhã desta sexta-feira (27) a ministrar as oficinas que ensinam crianças e jovens a transformar materiais recicláveis em instrumentos musicais. Alexandre usa recicláveis como: bobinas de papelão, cascas de coco, restos de madeira MDF, bambu, sementes, restos de fitas de embalagens industriais, garrafas plásticas "pet" e tampinhas de garrafas.

As oficinas fazem parte da programação do Fest Bossa&Jazz Circuito 2016, que chegou nesta sexta-feira (27) à cidade de São Miguel do Gostoso, no litoral norte potiguar, e que inclui também workshops com músicos, cortejo pela cidade com a Jazz Street Band, os shows de artistas potiguares, nacionais e internacionais no palco Gostoso Jazz e as Jam Session nos bistrôs.

Alexandre Ferro reuniu na manhã desta sexta-feira cerca de 50 crianças e jovens locais que aprenderam pela primeira vez, no Centro de Cultura, como se pode aproveitar dos materiais que se jogam fora a utilização na feitura de verdadeiros instrumentos de percussão para música, tais como: berimbau, pandeiro, chocalho, zabumba, tambor, tamborim e outros tipos de instrumentos musicais.

O músico e artesão, que mora com sua família na praia da Pipa, afirma que o seu "ganha-pão" era como mestre de capoeira, mas depois que descobriu o grande número de materiais recicláveis que encontrava jogado no lixo, decidiu incluir também na sua vida o aproveitamento desses materiais para colaborar na difusão da arte musical.

O convite da produtora Juçara Figueiredo para participar e organizar oficinas com esta finalidade, durante os festivais que ela promove anualmente, só trouxe incentivo e estímulo ao seu trabalho. Ele disse que se sente feliz e gratificado quando organiza as oficinas e constata a presença de grande número de crianças e jovens. "Só assim, estaremos de fato contribuindo para a preservação do meio ambiente e preparando as novas gerações para o cuidado com o futuro do planeta. De um modo saudável e sustentável", conclui Alexandre Ferro.

Nicolau Frederico, de São Miguel do Gostoso, Especial para Nominuto.com 


Circuito 2016 do Fest Bossa & Jazz em Mossoró e Gostoso neste final de maio

Nicolau Frederico,

logoO Fest Bossa & Jazz Circuito 2016 chegou nesta quarta (25) e quinta (26) na cidade de Mossoró, na região do Alto Oeste potiguar, e neste final de semana, sexta (27), sábado (28) e domingo (29) embala a praia de São Miguel do Gostoso, no litoral Norte do Rio Grande do Norte.

Os dois dias em Mossoró confirmaram que a cidade merecia receber um festival com a mesma proposta. Mais de duas mil pessoas foram até a Estação das Artes e aproveitaram a véspera do feriado para ouvir boa música e degustar cardápios variados oferecidos pelos food trucks montados especialmente para o evento.

A primeira noite teve início com um cortejo da Bossa & Jazz Street Band, que percorreu as ruas do centro, saindo da Praça da Convivência até a Estação das Artes, convidando o público a participar dos shows. A Bossa & Jazz Street Band é formada por músicos do interior do Rio Grande do Norte, e coordenada pelo maestro português Eugênio Graça.

A Brazuka Jazz, banda local, abriu a noite no palco Mossoró e fez um passeio pela música brasileira, mostrando também suas influências jazzísticas. Como convidado especial da noite, a banda recebeu o produtor, cantor e compositor de suingue e timbre marcantes, Wilson Simoninha, que fez um show mesclando de clássicos com canções autorais. A música Sá Marina foi acompanhada pelo público, que contou e agradeceu com muitos aplausos.

A segunda atração foi o músico, compositor e arranjador do Pará, Ney Conceição, referência nacional quando o assunto é baixo elétrico. Sua apresentação foi acompanhada de outros músicos, em formato quarteto, e também agradou muito. A atração internacional encerrou a noite e fez muita gente dançar. Os americanos Shawn Holt and The Teardrops subiram ao palco passava das 23h, quando fez uma bela apresentação de blues, que encantou quem assistiu.

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Totalmente gratuito, o festival chega à cidade graças à realização do Governo do Estado, por meio da SETUR e EMPROTUR, com recursos do RN Sustentável, e patrocínio da Cyrela Plano & Plano e o SESC como parceiro. A produção é da Juçara Figueiredo Produções e o apoio local da LUBE Produções e da prefeitura de Mossoró.

Fest chega "onde o vento faz a curva"

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O festival continua nesta sexta-feira (27), na praia de São Miguel do Gostoso, com a oficina de construção de instrumentos musicais com a utilização de materiais recicláveis, sob a batuta do músico/artesão Alexandre Ferrão. Cinquenta crianças do local participaram da oficina que continuou à tarde, no Centro de Cultura da cidade. No mesmo local os músicos Flávio Guimarães e Paulinho Trompete apresentaram workshops de Gaita e de Trompete, também na parte da tarde.

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A partir das 19 horas haverá pela cidade um cortejo Bossa & Jazz Street Band, convocando a população para o show no palco Gostoso Jazz, instalado na praia da Xêpa, que começa às 20 horas, com a apresentação da cantora potiguar Dani Cruz e sua banda.

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O Fest Bossa & Jazz é realizado pela Juçara Figueiredo Produções através de Leis de Incentivo à Cultura e de diversas parcerias e é membro fundador da ABRAFEST (Associação Brasileira dos Idealizadores e Produtores de Festivais de Música instrumental, jazz e blues do Brasil), associação que reúne os maiores festivais do gênero no país.

A programação completa você acompanha no site oficial disponível no link http://www.festbossajazz.com.br

Com informações da produção do Fest Bossa&Jazz 2016


Elis, no som das capas de Elifas Andreato

Nicolau Frederico,

Ele acaba de ganhar uma exposição no Centro de Referência da Música Carioca (CRMC), na Tijuca. Está completando 50 anos de carreira e é considerado o maior designer de capa de disco do país.

Elifas Andreato é seu nome e sua arte continua inspirando. Jornalista e artista gráfico, recentemente postou em sua FanPage mais uma de suas criações, entre tantas que o Brasil cultural sempre agradece.

Desta vez, ele postou este vídeo, ao que indica iniciando mais uma de suas séries de sucesso. "Som das Capas - Histórias e curiosidades sobre a criação das capas de discos mais famosas do Brasil, por Elifas Andreato".

E começa pela nossa estrela maior, Elis Regina, com quem ele conviveu em diversos projetos na sua carreira de sucesso  artístico. Vale conferir e prestigiar este grande artista brasileiro!


 

Com informações de Catraca Livre Rio, Dicionário Cravo Albin da MPB e Canal YouTube


O ídolo que passou e o ídolo que ficou

Nicolau Frederico,

Reservo este "Espaço MPB" para um texto do jornalista conterrâneo araxaense Ronan Soares Ferreira, que tem passagens por grandes veículos da mídia brasileira, como a Rádio Nacional de Brasília, Correio da Manhã, O Estado de S. Paulo, O Globo, Rede Globo de Televisão, o canal GloboNews e assessorias de Imprensa.

Ronan foi o inspirador de minha profissão de jornalista. Em minha infância e adolescência, lia e acompanhava seus textos publicados no Correio de Araxá, editado há mais de 50  anos pelo dedicado jornalista Atanagildo Cortes. Mas, quando iniciava meus primeiros passos, ainda como "foca", foi Ronan quem me indicou para um estágio na sucursal do Estadão em Brasília. Eis o seu texto sobre dois grandes brasileiros de nossa história; um, na MPB e o outro na política:

"Em 1961, vivi como repórter uma nova fase da história do Brasil. Estava no jornalismo da rádio Nacional de Brasília, e já era respeitado porque escrevia fácil e fiz muitos amigos. Jânio Quadros, que eu detestava, como contei aqui em outro capítulo, foi eleito presidente.

Nessa época, reencontrei, na rádio, uma pessoa de quem eu gostava muito: Luiz Gonzaga, o 'Lua', o Rei do Baião. Empolgado com Jânio, ele ajudou a mulher dele, dona Eloá, a fazer a campanha do marido pra presidência, sucesso absoluto.

Quando Jânio foi eleito, Gonzagão ficou eufórico e convidou a mim e ao Miudinho, que tinha sido zabumba dele no baião, funcionário da rádio, para tomar umas e outras na Cidade Livre e comemorar a vitória de Jânio numa boate de lá.

Idolatrado pelo povo, ele foi recebido como uma grande estrela. Começamos a beber e ele se mostrava empolgado pela veia esquerdista de Jânio, embora fosse um nordestino dos mais conservadores (meses depois, Jânio condecoraria Che Guevara, mas, já nesta época, dava recados de simpatia para a esquerda internacional).

Depois de umas e outras, os admiradores não se conformavam com seu silêncio, porque ele estava ali com a cabeça na vitória do Jânio, como cidadão, e nem se importava se era o 'Rei Luiz Gonzaga', e começaram a pedir que ele cantasse.

Naquela época, tinha uma expressão popular no país inteiro que era: "Qual é o pó?", que eu acho que não tinha nada a ver com cocaína, era uma maneira de perguntar o que estava acontecendo. O fã clube ali presente começou a pressionar, perguntando: "Gonzaga, qual é o pó?", e ele fez de conta que não tava ouvindo, mas como insistiram, ele já com umas e outras na cabeça e contrariado, virou-se pra eles com o dedo polegar em forma de '0', e falou: "O pó, gente, é o tal cuzinho!". E ali ficamos mais um bom tempo, e eu pensando na fria que ele tinha entrado com o Jânio. Em meses, ele e o resto do Brasil saberiam qual era o pó."


Gil & Caetano, um século de música

Nicolau Frederico,

O que dizer dois músicos e compositores brasileiros que, como conterrâneos baianos, trazem no peito a amizade e a MPB e completam este ano 50 anos de suas carreiras musicais?

Tudo bem e parabéns para eles, você vai me responder. Mas, eles querem mais. Vão comemorar com o show “Dois amigos, um século de música”. Aqui e no exterior. São eles Caetano Veloso e Gilberto Gil.

O ensaio para o grande show da dupla baiana começou meses antes. Semana passada fizeram a primeira reunião para a definição do repertório da turnê, que estreia em junho na Europa. Confira o roteiro da turnê

O show no Brasil fica para o segundo semestre deste ano e vai percorrer as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. Dependendo da resposta do público nestas capitais, as apresentações podem chegar a outras cidades e capitais brasileiras.

Ícones do movimento tropicalista, Gil e Caetano comemoram 50 anos de carreira e foram entrevistados no programa dominicalFantástico”, da Rede Globo de Televisão, quando falaram deles próprios e do show comemorativo.

Com informações da produção de Gilberto Gil e Caetano Veloso. 



Trio Madeira Brasil lança o seu primeiro DVD

Nicolau Frederico,

Eles se apresentaram no Teatro Riachuelo, acompanhando a cantora potiguar Roberta Sá no show "Quando o canto é reza". Mostraram sua arte e o seu valor.

Agora,com mais de 15 anos de carreira, três discos lançados e o primeiro álbum, produzido em 1998, o Trio Madeira Brasil apresenta neste sábado (02/05), às 18h e na sexta (08/05), às 10h, pelo Canal Brasil da telinha, o seu primeiro DVD. O violonista Yamandu Costa é o convidado especial.

O trio é formado por Marcello Gonçalves (violão de 7 cordas), Zé Paulo Becker (violão e viola caipira) e Ronaldo do Bandolim (bandolim). O show passeia por um repertório de clássicos do samba, choro e MPB, com composições de Jacob do Bandolim, Tom Jobim, Chico Buarque, Astor Piazzolla, Radamés Gnattali e Heitor Villa-Lobos, além de músicas autorais.

Os incessantes dedilhados de incrível precisão – é possível acompanhar suas movimentações de perto em tomadas que detalham cada nota – começam com três choros de Jacob do Bandolim: Santa Morena, Quebrando o Galho e Assanhado. Choro pro Tio, composta por Zé Paulo Becker, dá sequência ao repertório, que continua com Olha Maria e Passarim, ambas de Tom Jobim.

O violonista Yamandu Costa junta-se ao trio em Suíte Retratos (Mov. Pixinguinha), de Radamés Gnattali, antes do repertório tornar-se internacional, com composições do argentino Astor Piazzolla e do espanhol Manuel de Falla. O set list ainda traz o clássico de Villa-Lobos, O Trenzinho do Caipira.

“Trio Madeira Brasil” possui trabalhos acompanhando Guilherme de BritoA Flor e o Espinho (2003) – e Roberta Sá Quanto o Canto É Reza (2010).

Com informações da produção do Canal Brasil




Wanda Sá e Lysia Condé no embalo do Seis & Meia

Nicolau Frederico,

A cantora e compositora carioca Wanda Sá e a mineira-natalense Lysia Condé são as atrações nacional e local do Seis & Meia desta terça-feira (14), no palco do Teatro Alberto Maranhão. 

Considerada uma das mais importantes intérpretes da bossa nova, a cantora Wanda Sá inicia seu show as 19h30, apos a apresentação de Lysia Condé.

Em “Benção Vinicius de Moraes”, Wanda canta grandes sucessos do “poetinha” e, em clima intimista, conta histórias que viveu ao seu lado. Além de amiga, Wanda foi parceira musical de Vinicius, com quem viajou o Brasil e a América Latina fazendo shows.


No palco, ela conta com a companhia de Adriano Souza (piano), João Cortez (bateria) e Dôdo Ferreira (baixo), que dão o tom para um repertório convidativo à participação do público. Entre outras canções, a set list traz “Ela é carioca”, “Eu sei que vou te amar”, “Minha namorada”, “Se todos fossem iguais a você” e “Água de beber”.

A cantora aproveita a oportunidade para uma celebração própria. Ela comemorou, em 2014, 50 anos do disco “Wanda vagamente”. O álbum, produzido pelo músico, compositor e produtor Roberto Menescal, foi um grande sucesso de vendas e a projetou internacionalmente quando gravado em 1954.

Nos Estados Unidos, “Wanda de Sah” – seu nome artístico no mercado norte-americano – gravou os álbuns “Softly” e “Brasil ’65” (1965) e teve participação no disco do compositor com Paul Desmond, gravando a versão americana de "Pra dizer adeus", de Edu Lobo e Vinicius de Moraes.

No Brasil, Wanda Sá gravou mais de uma dezena de álbuns, sempre interpretando ou na companhia de grandes nomes da bossa nova. Entre eles estão Roberto Menescal e o grupo vocal BeBossa, ao lado de quem lançou seu mais recente trabalho: “A Galeria do Menescal” (2012).

Lysia Condé que abre o show de apresentação de Wandá Sá,  canta de 18h30 às 19h30. A formação  da equipe de músicos que a acompanham está em voz, violão, piano e violoncelo.

O repertório musical foi escolhido a dedo e inclui Chiquinha Gonzaga, Caymmi, Tradição Oral, Tom Jobim e Dominguinhos.

Show imperdível! Com muitas e boas bossas, com banquinho e violão ...

Com informações de Regina Oreiro, Elio Perez e Amaury Júnior


Os nonsenses de Gilberto Gil em "Refazenda"

Nicolau Frederico,

O cantor, compositor e músico Gilberto Gil, volta a postar em sua FanPage os comentários sobre suas músicas. Desta feita, o artista baiano fala sobre como nasceu e compôs a canção “Refazenda(1975).

Gil explica que “"Refazenda" resultou de uma justaposição de nonsenses. Começou com um brainstorm com sons: fui aleatoriamente escolhendo palavras que rimassem e cheguei a um embrião interessante - um desses troncos de árvores tronchas sobre os quais o cinzel dos artistas populares vai trabalhar para fazer esculturas loucas, à la Antônio Conselheiro, do Mario Cravo, nascida de um tronco com dois galhos de braços abertos. O esboço era maior e muito mais absurdo: não tinha sentido nenhum! Aos poucos fui criando sentidos parciais a certas frases, até desejar um sentido geral para todas.

E continua, descrevendo que "os versos foram feitos antes da música, obedecendo a um ritmo que eu tinha na cabeça. Para o primeiro, escolhi o alexandrino, um dos preferenciais do cantador nordestino, pois queria a priori uma canção com esse direcionamento country."

Quanto à frase "Abacateiro, acataremos teu ato" – Gil diz que  "na época pensaram que eu me referia à ditadura militar (o verde da farda) e ao ato institucional, o que nem me passou pela cabeça. O que me veio mesmo foi a natureza em seu contexto doméstico, amansada, a serviço da fruição - daí a idéia de pomar e das estações. “Refazenda” é rememoração do interior, do convívio com a natureza; reiteração do diálogo com ela e do aprendizado do seu ritmo."

Falando sobre a “linguagem transgressiva” da música, o compositor explica que "o período em que compus a canção é permeado pelo nonsense ou o que o tangenciasse; por um despudor audacioso de brincar com as palavras e as coisas; por um grau de permissibilidade, de descontração, de gosto pela transgressão do gosto. É uma fase muito ligada aos estados transformados de consciência, pelas drogas, e a consequente multiplicidade de sentidos e não-sentidos."

Já sobre a palavra “Guariroba”, o cantor destaca que é um "nome de uma palmeira do Planalto Central, a palavra dava nome também a uma fazenda que um grupo de amigos (Roberto Pinho, Pontual e outros) tinha a uns cem quilômetros de Brasília. Chegou-se a pensar em criar lá uma comunidade alternativa, onde nos juntássemos todos com nossas famílias. Não deu certo, e a fazenda foi vendida."

Que tal a gente rever "Refazenda" neste vídeo do canal You Tube?

Com informações da FanPage de Gilberto Gile canal YouTube


A estrela maior Elis Regina volta a brilhar na rede mundial

Nicolau Frederico,

A cantora e artista Elis Regina, que nos deixou há 33 anos, completaria nesta terça-feira (17) seus 50 anos de carreira e chegava aos seus 70 anos de idade.   

Para comemorar, será lançado nesta data tão marcante o seu primeiro site oficial com materiais exclusivos e discografia completa. Um "senhor presente" para os fãs da "pimentinha"!

Recentemente, a cantora ganhou uma loja online que carrega seu nome e assinatura, uma biografia assinada por Júlio Maria, “Nada Será Como Antes”, e foi homenageada no Carnaval de São Paulo pela Escola de Samba Vai-Vai, campeã 2015.

Mas isso não é tudo. A novidade da vez é o primeiro site oficial de Elis Regina, que entra no ar nesta terça-feira (17).

A plataforma promete reunir vídeos raros, fotos exclusivas e discografia completa da cantora. Entre os conteúdos de destaque, estão depoimentos inéditos de artistas como César Camargo Mariano, Milton Nascimento, Marília Pêra, Gal Costa e Gilberto Gil.

Em agosto de 2012, o Centro Cultural do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, abrigou a exposição "Viva Elis", sobre a vida, a obra e a trajetória da “Pimentinha”. Visitei a exposição no CCBB/RJ e relembrei momentos inesquecíveis de sua carreira. Relembre aqui

Ainda iniciante no jornalismo, como “foca”, entrevistei a grande cantora para a Rádio Planalto, AM de Brasília, no final da década de 60, após um show que ela apresentou no Teatro Martins Pena, totalmente lotado. Já era uma estrela brilhando na MPB!   

Assista ao teaser de apresentação do site

Com informações do You Tube e produção do site oficial de Elis Regina
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