Resultado leva o time rubro para a 15ª posição; alvinegro vêem o sinal vermelho.
Por Edmo Sinedino
Vlademir Alexandre
América começou o jogo pressionando e poderia ter saído com o placar mais folgado.
O torcedor do América pode até pensar que é perseguição, mas não é. Se o ABC tivesse conseguido evitar a derrota, tivesse chegado ao empate heróico em 3 a 3, na noite deste sábado (11), no estádio Machadão, o culpado, de novo, teria sido o técnico Ruy Scarpino. Mas sorte dele, os jogadores souberam segurar a pressão final e conseguiram vencer o jogo mais importante para o clube na Série B do Brasileiro por 3 a 2.
Para o América, além de significar a saída da zona de rebaixamento, a vitória marcou a quebra de um tabu que já durava quatro anos. Desde o ano de 2004 que o alvinegro não perdia para o rival. Foram 11 intermináveis jogos, com sete vitórias e quatro empates até a festa americana desta noite, fechando a 30ª rodada da Série B.
O time de Ruy Scarpino agora está na 15ª posição, com 34 pontos, dois a menos que o ABC que continua na 13ª colocação. A partir da próxima rodada, o mais querido clube de Natal vai ter que se desdobrar para afastar-se da zona de perigo. O sinal vermelho está aceso.
O América começou a partida como eu imaginava: forçando a defesa do ABC. Souza, que muita gente costuma insistir que é um "ex-jogador", de novo, foi determinante no triunfo. Ele "caía" do lado direito, atraía a marcação, liberando a passagem de João Paulo ou Cascata, depois trocava de posição, passava para o outro lado, e era Cascata quem vinha, arrastando os zagueiros do ABC, sempre abrindo espaços para Max e Saulo e os alas.
O América abriu o placar numa dessas jogadas. Souza sofreu falta, aos 10 minutos pela intermediária, lado esquerdo avançado do campo. Saulo bateu e Adalberto se antecipou à zaga do ABC e só raspou de cabeça. A bola subiu e caiu no ângulo superior esquerdo do goleiro Paulo Musse, que não teve culpa - 1 a 0.
O América continuava mandando no jogo. Cascata e Souza confundiam a marcação, e tanto Vandinho, ala esquerda, e João Paulo, lado direito, faziam boa partida. O ataque do ABC parava na "parede" formada por Saulo, que dava o primeiro combate, com Júlio Terceiro e Adalberto, a sobra sempre ficava para Luiz Maranhão e Robson. Vandinho e João Paulo seguravam bem as investida de Ivan, lado direito, e Piauí, esquerdo.
Ivan, o Terrível, ainda tentou confundir os marcadores, caiu pelo lado esquerdo, mas não obteve êxito. Os criadores Jean Carioca e Fabiano Gadelha não encontraram facilidade, apesar da boa disposição tática de Márcio Hahn e Alexandre. Paiuí e Luzinho Netto pecavam, não se tornavam armas de ataques eficientes pelos lados do campo.
Aos 20 minutos, numa outra boa subida de Vandinho, a grata surpresa do jogo, o ala sofreu pênalti de Luizinho Netto. Max bateu com força e fez 2 a 0. O volume de jogo era tanto, o América jogava tão bem que dava a impressão que poderíamos ter goleada no clássico.
O árbitro Wilson Luiz Seneme, fraco, confuso, começou a mudar a história da partida. Beneficiou o ABC com a expulsão de Saulo. A jogada foi ríspida, mas não tão violenta. E o atleta nem havia tomado sequer um amarelo. O América, no entanto, suportou a pressão, e acabou o primeiro tempo ganhando bem, 2 a 0.
No segundo tempo, já com Bosco no lugar de Luizinho Netto, que saiu machucado, o ABC mostrava sua força. O lado direito começava a complicar. Mas para a supresa de todos, num contra-ataque rápido, antes dos 8 minutos,a bola caiu nos pés de Souza que, com tranqüilidade enxergou Cascata livre. Lhe deu o gol. Cascata tocou para os fundos da rede e agradeceu - 3 a 0.
Pouco depois, aos 10, Daniel fez falta dura sobre Fabiano Gadelha. O juizão agia de novo. Daniel já tinha amarelo, foi expulso. O ABC veio, definitivamente para cima. E criou algumas chances, mas sempre em jogadas mais forçadas que trabalhadas. Aos 24, o bom ala Bosco arriscou um chute de lonta distância. Mal colocado ou lento no lance, Fabiano aceitou - 3 a 1.
Aos 27 minutos, Fabiano Gadelha cobrou falta com perfeitão e a bola subiu e desceu com rapidez, a chamada "folha seca", mas de novo ficou a impressão que dava tempo para Fabiano. Mas foi um golaço - 3 a 2. O ABC continou com tudo, mas o ímpeto foi esfriado com a expulsão de Ben-Hur, que também não tinha cartão amarelo. Será que foi para compensar? O ABC continuou forte, mas o América controlou até o final e segurou a vitória vital para suas pretensões.
Próximos jogos Os dois times vão jogar pela 31.ª rodada no outro final de semana. Sexta-feira, o América vai ao interior paulista enfrentar o Marília, às 20h30. No sábado, em casa, o ABC recebe o São Caetano.
Ficha Técnica
América-RN Fabiano; João Paulo, Robson, Adalberto e Vandinho; Júlio Terceiro, Maranhão, Saulo e Souza (Elias); Cascata (Fábio Neves) e Max (Daniel). Técnico: Ruy Scarpino
ABC Paulo Musse, Luisinho Netto (Bosco), Márcio Santos, Ben-Hur e Piauí (Alexandre e Marcelinho); Alexandre Oliveira, Márcio Hahn, Jean Carioca e Fabiano Gadelha; Ivan e Ronaldo Capixaba. Técnico: Artur Neto.
Local: Estádio Machadão, em Natal – RN Renda: R$ 240.061,00 Público: 16.109 pagantes Árbitro: Wilson Luiz Seneme–SP Cartões amarelos: Max, Daniel, Cascata e Júlio Terceiro (América). Luisinho Netto, Piauí, Fabiano Gadelha e Márcio Hahn (ABC). Cartões vermelhos: Saulo e Daniel (América) e Ben-Hur (ABC). Gols: Adalberto, aos 10'/1T e Max, aos 16'/1T. Cascata, aos 5'/2T (América). Bosco, aos 24'/2T e Fabiano Gadelha, aos 27'/2T (ABC).
Caro Edmo,você ta um pouco equivocado nessa matéria;esqueceu como o américa foi campeão da copa do RN,ganhando no 1 jogo de 3x1 e plena frasqueira; da vitória em Mossoró por 2x0 com gols de Souza e P. Isidoro; e da vitória de 5x1 na frasqueira no time reserva do abc. So para refrescar um pouco sua memoria...abço amigo
Marcos Cabral (postado no dia 12 de outubro de 2008, às 11h38min)