Fotos: Vlademir Alexandre
Dadau iniciou sua vida como esportista na Etfern.
Ligado aos desportos desde a década de 60, Carlos Eduardo da Câmara Nunes do Nascimento, secretário adjunto da Secretaria Especial de Esporte e Lazer do Município, começou a praticar esportes ainda na época do colégio. Nos anos seguintes Dadau, como é popularmente chamado, tornou-se um dos nomes mais conhecidos no Rio Grande do Norte quando o assunto são os desportos.
Dadau iniciou sua vida como esportista na Etfern (Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte), atual Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica). Em 1968 passou a se dedicar ao vôlei, handebol, basquete e tênis de mesa. Em 1969 defendeu a Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) atuando no time de vôlei.
Em 1970 a Secretaria de Esporte instituiu à prática de apenas uma atividade. Começava a sua história no voleibol. No período de 1971 a 1988, Dadau atuou e foi capitão oficialmente dos times do Alecrim, América, AABB e a Seleção norte-rio-grandense juvenil, onde jogou dois anos.
De 83 a 87 assumiu a presidência da Federação Norte-rio-grandense de Vôlei (FNV) sem se afastar do esporte. “Eu não saí das quadras e mesmo assim assumi a Federação. Senti muita dificuldade para não tomar nenhuma decisão parcial sobre o vôlei masculino. Não tive nenhuma reclamação a respeito do regulamento das competições e nas decisões como presidente”, esclarece.
Dadau comentou que a medida que deixou de participar de algumas etapas dentro das quadras, recebeu a recompensa fora dela. O diretor declarou que a Federação foi uma oportunidade de continuar fazendo um trabalho com o esporte e acredita que ainda pode continuar desenvolvendo em outros estágios.
Procedeu um trabalho efetivo para melhora no ranqueamento das seleções do RN masculinas e femininas do infanto-juvenil e juvenil. Sob a sua gestão, soma ainda a conquista do Campeonato Masculino de vôlei de praia na Bulgária no ano de 1997.
No comando da Federação Dadau realizou competições importantes em Natal, mas lembrou que a situação geográfica do RN inviabilizava, muitas vezes, a organização de competições maiores. “Nós estamos na ponta do país. Mobilizar os times para jogar aqui é muito caro, e com a Seleção Brasileira não é diferente”, completa.
Apesar das dificuldades na produção dos eventos esportivos, o período que esteve à frente da Federação foi produtivo para o esporte local e nacional. A entidade promoveu na sua gestão, cerca de dois campeonatos brasileiros anuais, que na época eram realizados no Palácio dos Esportes Djalma Maranhão, na Praça Cívica.
No período de 84 a 86 organizou fortes eventos na parte promocional como os jogos da Seleção Brasileira de vôlei principal com Egito, Japão e Estados Unidos no masculino e feminino. Em outra etapa, viabilizou um torneio juvenil internacional com a presença de Brasil, Cuba, Argentina e uma seleção local. Houve ainda outro evento envolvendo Peru e Brasil, no masculino.
Natal também sediou a Copa Brasil de vôlei com a participação do Bradesco com os atletas Bernard, Renan, Xandó; Ainda participaram os times do Frangosul, Banespa, extintos clubes do eixo sul-sudeste. “Na época nós movimentamos bastante a cena do voleibol em Natal, o que ocasionou muita visibilidade para o Estado”, conclui.
Em 1987, Dadau registrou uma rápida passagem pela Fundação de Esportes de Natal (Fenat) atual Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SEL). Em 88 passou a diretor técnico de vôlei de praia da FNV, cargo que representa até os dias atuais.
Como diretor, trouxe para o estado o Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia a partir de 1988. As edições ocorreram na área militar do Forte dos Reis Magos, Ponta Negra, Praia de Iemanjá, Cotovelo e no largo do Machadão.
“A estrutura do Circuito Banco do Brasil de Vôlei ficou muito grande e não tivemos mais condições de sediá-lo porque não temos espaço à beira-mar para acomodar a arena. Isto causou estranheza para o público ao ver que uma cidade como Natal, cercada por praias, acomodava o circuito em frente ao Machadão”, esclarece.
Dadau ainda faz questão de destacar em seu currículo a conquista do título dos jogos do Mundial de Vôlei da Praia da Indústria, comandando a seleção da Cosern.
O secretário ressaltou a importância de um esportista atuando em um cargo de diretoria por conhecer as dificuldades inerentes ao esporte. Ele observou a importância de não viabilizar projetos de pouca importância em detrimento dos que requerem maior atenção.
Outra observação do diretor foi a falta, de uma forma geral, de uma política de desporto mais forte e que deixem as federações amparadas. “O RN não tem foco. Precisa definir o que é bom pra ele”, finaliza.