O Governo do Estado divulgou detalhes a respeito do projeto de Natal se tornar uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. A apresentação dos detalhes – na prática, uma adaptação do que foi visto pelos inspetores da Fifa, em fevereiro último – teve lugar no Ocean Palace, na Via Costeira, com a presença de autoridades, políticos, empresários, arquitetos e jornalistas.
De fato, foram mostrados alguns detalhes a mais além dos dados já conhecidos – detalhes antes mantidos sob sigilo por determinação da Fifa. Por exemplo, desta vez ficou claro que ao lado da Arena das Dunas será erguido um ginásio – que vai suceder o atual Ginásio Humberto Nesi “Machadinho” - climatizado (antes, foi divulgado que seria uma “arena poliesportiva”); ao lado do mesmo, vai surgir um teatro; e a construção de tudo o que está atualmente no terreno que engloba os atuais Machadão, Machadinho e Centro Administrativo poderá ser feita em módulos de acordo com o orçamento disponível.

Sobre a Arena das Dunas em si, o local terá capacidade para 45 mil pessoas, espalhadas em três áreas: um anel inferior com capacidade para cerca de 18 mil espectadores; um anel superior com capacidade para aproximadamente 22 mil pessoas; e uma área intermediária composta por dois setores destinados a camarotes “vip”, ao pessoal da Fifa, e para a imprensa, entre outros (a estimativa é de cerca de 5 mil pessoas). Estão previstos 20 acessos – curtos, os torcedores pelo projeto mostrado para a Fifa não devem andar muito - e 32 escadas para tal, de acordo com as exigências atuais internacionais, fora os elevadores (de serviço do estádio, de carga e de convidados).

Quanto aos estacionamentos – um ponto considerado importante pelo pessoal da Fifa – tratou-se de organizá-los o mais possível dentro da região do estádio: considerando-se os setores correspondentes ao que serão em breve os Centros Administrativos do Estado e Prefeitura, mais os setores comerciais e os arredores do próprio estádio, pelo projeto é possível acomodar em torno de 7.200 veículos; do estacionamento mais distante até o estádio, o torcedor não deve andar mais que 800 a 900 metros. Tal fato agrega uma certa vantagem em relação a projetos de outras cidades que, por não terem como organizar seus estacionamentos nos arredores das arenas, colocam-nos por vezes em locais distantes e adicionam uma infra-estrutura de transporte coletivo desses locais até as praças de esporte.
Outro aspecto nada desprezível é a segurança. Com um evento do porte de uma Copa do Mundo não há espaço para falhas – e, desta forma, estão previstos quatro níveis, um englobando toda a região e os outros três em torno da Arena das Dunas, cada um mais próximo do campo que o outro.

A governadora Wilma de Faria encerrou a apresentação - “Estamos certos de que aqui teremos uma vitória, quer dizer, que é possível, diante dos demais estados, diante da concorência, do poderio que eles têm, diante do poder político e econômico; sabemos que não é fácil mas estamos confiando na definição técnica da Fifa e da CBF. Foi preciso ousadia, coragem, para entender que precisávamos pensar grande. Não podemos perder de vista essa oportunidade”, considerou, sem perder de vista o legado que ficará para a cidade após a Copa (como um incremento no setor turístico) e sem esconder uma certa ansiedade por conta do adiamento da divulgação das sedes escolhidas pela Fifa para a Copa 2014 - “Estamos bem cotados, mas infelizmente foi adiado para maio... agora a gente ficou preocupado, mas vamos ficar confiantes, temos tudo para ganhar”.
Caso Natal entre de fato no rol das cidades escolhidas como sedes pela Fifa para a Copa do Mundo de 2014, calcula-se que até dezembro as obras devem estar licitadas; a previsão é que tudo deve ficar pronto até março de 2013.