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Promotores esclarecem proibição de bebida alcoólicas nos estádios

As sanções devem acontecer tanto para os clubes quanto para os torcedores que não seguirem a resolução.

Por Artur Dantas
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Artur Dantas
Promotores explicaram o trabalho de proibição de venda e consumo de bebidas alcoólicas nos estádios.
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Apesar de polêmica, a proibição da venda e consumo de bebidas alcoólicas nos estádios está confirmada. Uma coletiva no Ministério Público na tarde desta quarta-feira (7) definiu algumas questões que ainda não haviam sido esclarecidas.

Estavam presentes Os promotores Cláudio Roberto Alves Emerenciano, Sérgio Luiz Sena e Luiz Eduardo Costa, que integram a comissão fiscalizadora. Eles explicaram como deve funcionar a controversa medida que valerá a partir do próximo sábado (10), na estréia do ABC na série B.

Os torcedores que forem pegos desrespeitando a determinação serão retirados do local. Caso haja resistência, eles poderão responder no juizado especial criminal. Os clubes que se opuserem poderão perder o mando de campo, receber multa em dinheiro e, em alguns casos, até a suspensão na participação do campeonato brasileiro.

A medida vale para todos os clubes e estádios que sediarem jogos pelas séries A, B e C. Os promotores ressaltam que a resolução é omissa com relação a venda e consumo fora dos estádios. Eles ressaltaram que será necessária a participação da Semsur para coibir o comércio de ambulantes ilegais.

Experiência para o primeiro jogo

O promotor Cláudio Roberto Alves Emerenciano ilustrou que a idéia intenta reduzir a violência nos estádios. “A CBF, com base no principio da segurança nos estádios, encartada no estatuto do torcedor, elaborou um protocolo com todos os ministérios públicos estaduais. A comissão de promotores em cada estado fiscalizará o cumprimento da resolução no interior dos estádios”, enfatiza.

Sérgio Luiz de Sena explicou que a determinação foi firmada na semana passada, no qual foi assinado um protocolo de intenções entre a CBF e todos os procuradores gerais de justiça do Brasil.

Os integrantes afirmaram ainda que a fiscalização deve ser feita pelos clubes, pela policia e pelos órgãos envolvidos. “O primeiro jogo no sábado, no Fraqueirão, será uma experiência, uma espécie de observatório e laboratório para os jogos seguintes. Então, não temos idéia de como vai ser, iremos ter um parâmetro depois”, destacam.
 
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