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Enviada em 14/07/2008 às 13h31min

“O estado do Machadinho é de penúria”

Vândalos agem nas praças de esportes de Natal.
Artur Dantas
Ney Silveira Dias, secretário Estadual de Esporte e Lazer.
As ações dos vândalos nas praças esportivas como no estádio João Machado (Machadão), no ginásio Humberto Nesi (Machadinho) e no Palácio dos Esportes continuam freqüentes. O caso mais difícil é o do Machadinho, que além das pichações na parte externa, tem estruturas internas danificadas.

A destruição das grades, torneiras, lâmpadas, portas do vestiário e da sala de primeiros-socorros configuram a situação de abandono e falta de manutenção do prédio. Fios foram retirados do motor que movimenta as cestas de basquetes, inviabilizando os jogos e treinos daquela competição.

Alguns portões que dão acesso às dependências do ginásio não possuem cadeados, fato que pode ter facilitado o acesso de pessoas ao interior do Machadinho. De acordo com a direção da Secretaria Estadual de Esporte e Lazer (SEEL), a construção é vigiada 24 horas por dia na tentativa de coibir qualquer ação criminosa. O Machadão também sofre com a ação dos ladrões. Em abril e maio foram registrados arrombamentos em cerca de nove bares instalados no estádio.

O secretário Estadual de Esporte e Lazer, Ney Silveira Dias, confirmou que a situação das praças requer cuidados. “Quando iniciei meu trabalho na SEEL em 2005, fiz uma vistoria percorrendo as instalações do Palácio dos Esportes, Machadinho e Machadão. Cheguei a conclusão que o estado deles era de penúria. O quadro era agravado pelo roubo de peças dos banheiros e das salas”, revela.

Outra situação citada pelo secretário e que agrava o estado do Humberto Nesi é a realização de shows. “Cada vez que o ginásio é cedido para a realização desses eventos temos problemas. A cada atividade é necessário trocar a maioria das lâmpadas que são quebradas durante o evento e precisam ser repostas”, conclui Ney.

Ele ainda esclareceu que os valores com manutenção dos ginásios e estádios não são fixos. As cifras variam de acordo com os eventos que são realizados a exemplo dos shows. A cada nova atividade são destinados de R$ 3 e 4 mil para reparos.

Outra constatação do secretário é a falta de cuidado com o bem público. Ney cita o caso da reforma do Machadão, em 2007. “Na inauguração do estádio, na partida entre América e Vasco, deixamos o Machadão impecável. O que se viu dois dias depois foi lamentável. Além de paredes riscadas com batom, apareceram os primeiros equipamentos quebrados. Dessa forma, precisamos contar com a ajuda dos torcedores para a manutenção”, solicita.

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