Esporte Enviada em 22/09/2008 às 17h32min
Técnico de Clodoaldo Silva fala sobre transtornos em Pequim
Carlos Paixão acredita que o Comitê Paraolímpico Brasileiro fez o possível para proteger o atleta.
Artur Dantas


Em virtude de compromissos em São Paulo e atraso no vôo para o Rio Grande do Norte, o “tubarão” Clodoado Silva não compareceu a coletiva de imprensa da segunda-feira (22). O técnico do atleta Carlos Paixão falou sobre os problemas que abalaram o nadador na China.
Para Carlos, os argumentos levantados pelo IPC (Comitê Paraolímpico Internacional) para a reclassificação de Clodoaldo Silva é uma “questão subjetiva”. O treinador explicou que não haveria motivos para que o atleta fosse mudado de categoria, uma vez que a melhora técnica não tem relação com a progressão ou diminuição da deficiência.
Por este motivo, o Comitê Paraolímpico Brasileiro interferiu, mas o protesto contra o atleta foi mantido. Questionado sobre a omissão do órgão, Carlos disse que o comitê fez o possível para manter o atleta na classe S4. O técnico ainda explicou que o advogado do atleta entrou com um recurso pedindo que a reclassificação fosse adiada, mas não houve tempo hábil para o julgamento do caso.
Sobre o futuro do esportista e uma possível desistência, Carlos disse que a possibilidade de parar está descartada. “O que aconteceu no primeiro momento foi a indignação de Clodoaldo dizendo que ia parar”, declarou. Apesar da preocupação, o nadador continua os treinamentos para as próximas disputas nacionais da classe S5.
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