Cultura Organizacional, por que mesmo?

Leonardo Galvão,

Muito comum para quem está na roda viva do mercado de trabalho é a mudança de emprego e de empresa e tal mudança vem acompanhada de uma nova jornada em busca do entendimento e adaptação ao que se conceitua como cultura organizacional.

O estudo da cultura das organizações (empresas) nos permite entender algumas “verdades” não escritas, porém inferidas, assim como seus valores, crenças, mitos e costumes, além de propiciar o entendimento de como “se faz as coisas”. Tudo isso influencia e acaba por modelar o comportamento, proporcionando o andamento das atividades de forma unitária.

Para facilitar esse ingresso em uma nova cultura, muitas empresas adotam a Integração ou Socialização Organizacional como facilitador para a adaptação dos novos colaboradores a esta nova realidade.

Ao se falar em cultura organizacional como estratégia orientadora das diretrizes de uma companhia, não se trata de um quadro na parede da recepção, mas sim, de uma realidade percebida pelas pessoas envolvidas no ambiente empresarial.

É relevante perceber o grau de concordância entre os valores da empresa e das pessoas que nela convivem. O Alinhamento de Valores (conceito criado pelo americano Richard Barrett) diz respeito ao grau de aderência entre os valores pessoais e os valores que o indivíduo se depara ao ingressar em uma empresa. Logicamente, quanto maior essa aderência, mais adaptado será ao modus operandis da organização.

A sugestão é que toda pessoa que for trabalhar em uma nova empresa entenda, de forma clara, como são os costumes, de que modo as decisões são tomadas, como são os relacionamentos e como é a relação de poder, pois todos esses fatores podem ser decisivos sobre o seu sucesso ou insucesso.

E por que tudo isso é importante?

Em meio a um mercado global e amplamente exigente e em face das mudanças de cenários que ocorrem velozmente, as empresas necessitam ter vantagens competitivas, processos de trabalho bem estruturados e, principalmente, ter um forte capital humano. Empresas com uma forte cultura acabam por agregar vários benefícios, como o baixo índice de rotatividade, haja vista que o indivíduo percebe, aceita, identifica-se com o que a empresa representa e permanece, gerando, assim, elevado grau de coesão interna e comprometimento organizacional, aqui traduzido como produtividade.

Apesar do pouco destaque dado, o processo de selecionar um profissional tem importância ímpar e possui dois objetivos que ocorrem paralelamente: além de a empresa buscar o candidato mais adequado à sua necessidade interna, este, ao receber informações sobre a organização, irá analisar se há conflito ou não com seus valores pessoais.

O entendimento da Cultura Organizacional tem modificado a forma como psicólogos e demais profissionais de recursos humanos realizam o processo seletivo, direcionando-o não apenas à experiência, mas também à potencialidade percebida. O objetivo aqui é maximizar a aderência à cultura organizacional, para que resultados sejam gerados mais rapidamente.

Ademais, a compreensão sobre a cultura organizacional pode auxiliar em processos de mudanças, principalmente aqueles mais radicais em cujo grau de aversão é mais elevado, sobretudo em um contexto de redirecionamento de negócio ou da gestão.

Cabe aqui a reflexão para você, proprietário, diretor, colaborador ou cliente pensar sobre como é a cultura organizacional da sua empresa, bem como analisar a força dos valores organizacionais e os impactos sobre o processo de gestão.






Fonte de Referência

BARRETT, Richard. Libertando a alma da empresa: como transformar a organização numa entidade viva.São Paulo: Cultrix, 2000.


Tags: Capital Intelectual Cultura Organizacional Gestão Gestão de Pessoas Mudança Recursos Humanos RH
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