Aids e DST são temas de exposição em penitenciária

A mostra tem o objetivo de estimular a prevenção e o tratamento de DST, além de conscientizar a população carcerária.

Redação, com informações da Agência Brasil,
O Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS) lança hoje (13) o 1º Festival Internacional de Humor em Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids e o Concurso de Cartuns Humor em DST e Aids para detentos da Penitenciária Industrial Esmeraldino Bandeira, do Complexo de Gericinó em Bangu, na zona oeste do Rio. Os eventos ocorrerão até o dia 12 de outubro.

A mostra tem o objetivo de estimular a prevenção e o tratamento de DST, além de conscientizar a população carcerária, seus parentes e funcionários, buscar a garantia de cidadania e formular políticas públicas. O festival visa a fortalecer parcerias e favorecer a participação da sociedade no debate sobre essas doenças. O concurso estimula os detentos a produzir charges e a obter informações sobre o tratamento e a prevenção.

A coordenadora do Centro Cultural do Ministério da Saúde, Jussara Valladares, disse que uma das metas da exposição é reduzir a contaminação por DST. Segundo ela, a mostra na Penitenciária Industrial Esmeraldino Bandeira contribui para a reintegração dos detentos na sociedade. Essa reintegração é feita também por meio da fabricação de tijolos ecológicos e de pão.

“A ideia é divulgar o trabalho. A exposição tem 150 cartuns oriundos de 300 trabalhos feitos por cartunistas de diferentes países como o Brasil, a Croácia e a China. A mostra é apresentada desde 2001 e já percorreu vários países, em diferentes formatos. Nos presídios, o festival tem o objetivo de abordar o tratamento, a prevenção e os direitos humanos. O concurso tem temática mais aberta, com 12 finalistas que serão selecionados e premiados de acordo com a definição da Secretaria de Administração Penitenciária do estado”, disse a coordenadora.

Em dois anos, todas as 25 unidades prisionais de Gericinó devem receber o projeto do CCMS. A visitação ao projeto nessas unidades será restrita aos detentos, parentes e funcionários. Os presídios vão oferecer ainda uma programação paralela com cursos, oficinas, palestras e exibição de vídeos do acervo do Centro Cultural sobre sexualidade e DST.
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