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Iriny Lopes deixa Ministério de Políticas para Mulheres

Iriny deve se dedicar à sua pré-candidatura à Prefeitura de Vitória (ES), pelo PT, nas eleições desse ano; ex-companheira de Dilma na prisão assume a pasta.

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Agência Câmara
Iriny Lopes deixa ministério para disputar eleição.
O Palácio do Planalto anunciou nesta segunda-feira (6) que a ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, está deixando o cargo.

 

Iriny Lopes deve se dedicar à sua pré-candidatura à Prefeitura de Vitória (ES), pelo PT, nas eleições desse ano. Ela será substituída pela socióloga e professora Eleonora Menicucci de Oliveira, que é pró-reitora de extensão da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e militante de esquerda na década de 60 --a nova ministra conviveu com a presidente Dilma Rousseff durante sua prisão no regime militar.

 

Este é o segundo ministro que deixa o governo Dilma Rousseff para concorrer nas eleições municipais: o primeiro foi o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, que é pré-candidato à Prefeitura de São Paulo.

 

Leia a íntegra da nota oficial divulgada no final da tarde de hoje pelo Planalto:

 

A ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres, deputada Iriny Lopes, está deixando o cargo depois de dar relevante contribuição ao governo. Ela será substituída pela socióloga e professora Eleonora Menicucci de Oliveira.
A presidenta da República agradece a dedicação de Iriny Lopes ao longo desse período e lhe seja boa sorte em seus futuros projetos. A presidenta deseja ainda sucesso a Eleonora em suas novas funções à frente da Secretaria responsável por políticas que têm contribuído para melhorar a vida das brasileiras.

 

Perfil
Pró-reitora de extensão da Unifesp, Eleonora Menicucci de Oliveira é doutora em ciência política pela Universidade de São Paulo e pós-doutora pela Universidade de Milão. Na Unifesp, lidera o Núcleo de Estudos e Pesquisa em Saúde da Mulher e Relações de Gênero.

 

A nova ministra foi líder estudantil em Belo Horizonte (MG) e militou pelo extinto POC (Partido Operário Comunista). Ela foi presa e torturada durante o regime militar (1964-1985), quando esteve presa junto com Dilma.
 

 
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