Quatro PMs vão a júri popular por causa das mortes de PC Farias e namorada

Os policiais que o encontraram eram responsáveis pela segurança particular de PC Farias.

Felipe Farias, Gazeta de Alagoas,
Reprodução TV Gazeta
Adeildo Costa dos Santos, um dos acusados de matar PC Farias e Suzana Marcolino; Reinaldo Correia de Lima Filho, outro policial militar acusado de participação no crime.

O perito Fortunato Badan Palhares será uma das pessoas ouvidas durante o julgamento dos quatro militares acusados de coautoria na morte de Paulo César Farias e de sua namorada, Suzana Marcolino. O júri começa nesta segunda-feira e deve transcorrer por toda a semana.

A defesa dos PMs Adeildo Costa dos Santos, Josemar Faustino dos Santos, José Geraldo da Silva e Reinaldo Correia de Lima Filho vai sustentar a tese de que Suzana matou PC e se suicidou logo depois.

pcfaria-morto“O que os autos têm de provas que atestam isso, de que Suzana matou Paulo César Farias e depois se suicidou é de uma quantidade assombrosa”, diz o advogado criminalista José Fragoso Cavalcanti, que vai patrocinar a defesa dos militares.

A acusação, a cargo do Ministério Público Estadual, sustentará tese contrária, pedindo a condenação dos militares.

O julgamento está previsto para começar às 13h, desta segunda-feira, no fórum da capital, no Barro Duro. O júri ocorre cerca de 17 anos após o crime, cometido na casa de praia do empresário, em Guaxuma. As sessões do 2º Tribunal do Júri da capital, vinculado à 8ª Vara Criminal, serão presididas pelo juiz titular Maurício Breda.

Segurança da casa

PC Farias foi tesoureiro de campanha do ex-presidente Fernando Collor de Mello em 1989 e, à época do assassinato, respondia em liberdade condicional a diversos processos, entre eles sonegação fiscal, falsidade ideológica e enriquecimento ilícito. Ele foi encontrado morto ao lado da namorada na casa de praia de sua propriedade. 

Os PMs que o encontraram eram responsáveis pela segurança particular de PC Farias.

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