O Ministério da Saúde alterou ontem (26) o procedimento para tratar os casos suspeitos de contaminação do vírus Influenza H1N1, da gripe suína.
Agora, somente os pacientes que registrarem agravamento do quadro nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas receberão o medicamento fosfato de oseltamivir, utilizado no tratamento.
De acordo com o ministro José Gomes Temporão, o objetivo da medida é evitar o uso indiscriminado do medicamento, o que poderia tornar o vírus mais resistente.
Até ontem, todos os casos suspeitos recebiam o remédio. Agora, somente pacientes suspeitos que tenham mais risco de apresentar quadro grave – entre eles crianças menores de 2 anos, idosos, gestantes e pessoas com o sistema imunológico debilitado – vão receber o medicamento imediatamente.
De acordo com Temporão, há uma “preocupação global com relação à resistência do medicamento”.
Outra mudança anunciada pelo ministério foi no processo de confirmação de casos. Até o momento, os casos só eram encaixados nessa categoria após confirmação em laboratório.
A partir de hoje, quando um paciente apresentar sintomas depois de estabelecer vínculo epidemiológico com um caso confirmado ele já será considerado infectado, sem a necessidade de exames.
Essa medida só é válida para casos oriundos de ambientes institucionais, como empresas e escolas.
Com isso, segundo o ministro, evita-se o uso dos kits de testagem sem necessidade. Além dos laboratórios do Rio de Janeiro, de São Paulo e Belém, que já trabalham na confirmação dos casos de gripe suína, outros três laboratórios públicos passarão a fazer os testes.
Temporão ressaltou que o vírus Influenza H1N1 tem a mesma força de uma gripe comum. “Não há motivos para preocupações adicionais, a situação é de tranquilidade”. Segundo o ministro, apenas dois pacientes do Rio Grande do Sul estão internados e “inspiram maiores cuidados”.