Fotos: Túlio Duarte
Manifestantes cobram do governo a convocação para iniciar o curso de formação.
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Os aprovados no último concurso da Polícia Civil realizaram uma manifestação por volta das 17h desta quinta-feira (21), na Praça da Árvore de Mirassol. No mesmo horário e local estava acontecendo a entrega, por parte do Governo do Estado, de novos veículos e equipamentos para a Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar. Os manifestantes cobram do governo a convocação para iniciar o curso de formação, mas secretário de Segurança do estado, Agripino Neto, diz que ainda não é possível.
O secretário alega que a convocação dos agentes de polícia, escrivãs e delegados ainda não foi feita porque aguarda a definição de medidas judiciais, como candidatos que reivindicam anulação de questão ou questionam o psicoteste. Agripino Neto, inclusive, afirma que ninguém foi aprovado.
“Não tem aprovado nenhum porque falta concluir o concurso, que é a etapa do curso de formação. O problema para chamar esse pessoal para o curso é que muitos que não passaram resolveram recorrer à Justiça para serem aprovados, e precisamos da definição. Nem sempre a Justiça tem a agilidade que nós precisamos”, argumentou o secretário.

Os manifestantes, entretanto, argumentam que a justificativa do secretário não pode ser levada em consideração porque há exemplos que provariam a não necessidade de aguardar as decisões judiciais para o início dos cursos de formação.
“O concurso da Polícia Federal, que teve o edital de abertura em julho de 2009, também enfrenta medidas judiciais, mas isso não impediu de sair a convocação para o curso de formação deles que já inicia em fevereiro”, comparou o aprovado no concurso para agente de Polícia Civil, Ademar de Medeiros Filho.
O Concurso da Polícia Civil, com edital lançado em dezembro de 2008, teve aproximadamente 39 mil inscritos. A empresa Cespe/ UnB é a responsável pela organização dos dois concursos. No edital do concurso da Polícia Civil, dizem os manifestantes, está prevista a convocação de 90 delegados, 320 agentes de polícia e 137 escrivãs.

“Como o déficit da polícia civil é grande, a governadora pode chamar todos que ainda será pouco”, protestou o aprovado no concurso para delegado, João Paulo. Ele lembra que o efetivo atual da polícia é de 1.388, mas o Sindicato de Polícia Civil (Sinpol) defende que o efetivo seja de 8.500.
“Se for necessário, vamos entrar com uma ação na Justiça. Estamos nas conversas, mas, se nada for feito, vamos tomar medidas mais enérgicas”, alertou João Paulo.