Armazém da Caridade e as regras religiosas e financeiras

Fundador diz que as ações são isentas de qualquer pregação religiosa. Não são aceitas doações em dinheiro.

Isabela Santos,
Isabela Santos
O senhor Manoel Lopes, presidente e fundador do Armazém da Caridade, enfatiza que as ações são isentas de qualquer pregação religiosa. “Todos os trabalhos significam uma obra fraterna. Não se fala em espiritismo. Respeitamos todas as religiões”, alerta.

Ele conta um episódio em que ia visitar um hospital semanalmente. Sempre aos domingos, encontrava uma moça que lhe pedia maçãs. “Ela dizia que se fosse só uma não queria. Só se fossem duas [faz sinal de V]. Sempre conversava comigo e uma vez uma enfermeira me perguntou se tinha religião. Respondi na frente da menina e ela deu um pulo”.

Manoel Lopes disse que a moça lhe avisou que não podia receber maçãs de um espírita. “Ela era evangélica. Eu perguntei: Você quer devolver? Ela disse que não”, ri.

Ele também alerta para o fato de o Armazém da Caridade não receber doações em dinheiro.



“Quem construiu o armazém foi a Loja Maçônica Hegísippo Reis de Oliveira, como também fazem as doações das cestas básicas”, disse.

Além dos alimentos não-perecíveis, o galpão recebe durante todo o ano produtos como móveis, livros, revistas, roupas, brinquedos e cadeiras de roda. “Estamos chegando a 400 cadeiras de rodas doadas nestes 14 anos”.

Onde há quem precise, o Armazém da Caridade está presente. De acordo com o presidente da entidade, durante a seca de 1998, deram o primeiro passo para grandes eventos beneficentes.



Com a parceria de veículos de comunicação e supermercados da grande Natal, criou o SOS RN, eu se mantém ativo em casos de calamidade pública. Desta vez, foram as enchentes que acionaram o SOS.

“No ano passado, demos assistência principalmente à Zona Norte, e às cidades de Macaíba e Parnamirim”, Lopes ressalta que fez doações ainda para Mossoró, Macau, Ipanguaçu, Assu e Apodi.
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