Somente no final da alta estação que o Rio Grande do Norte deverá contar com mais um importante equipamento turístico, que deveria estar funcionando há um ano. Previsto para ser entregue em janeiro de 2009, o complexo cultural da Zona Norte, erguido no local onde funcionava a Penitenciária João Chaves, está com o cronograma mais que atrasado.
Em novembro de 2008, 70% das instalações já haviam sido concluídas e a estimativa era de que em janeiro do ano seguinte o projeto fosse inaugurado, o que não aconteceu até o momento.
No entanto, o trabalho na área continua. A obra está em fase de conclusão, de acordo com a Secretaria de Estado da Infra Estrutura (SIN). O titular da pasta, Dâmocles Trinta, disse que o atraso do cronograma está relacionado a problemas técnicos da construção.
O secretário explicou que o projeto base apresentou diferenças para o projeto de execução, como entraves nos serviços e licitação. "A obra está 95% concluída e até o final de janeiro deste ano ele deve ser entregue. O que aconteceu é que problemas de execução acabaram alongando o prazo de entrega,", declarou.
Foto: Arquivo Nominuto

A ideia inicial é que o complexo cultural da Zona Norte abrigue um cine-teatro destinado à montagem de eventos públicos e apresentações de peças teatrais, filmes e shows, com capacidade para 240 pessoas e quatro camarins; uma galeria/pinacoteca; praça de alimentação; quatro lojas de alimentos; cinco salas para realização de oficinas de trabalhos manuais; sala de informática; seis lojas de artesanato; dois mini-auditórios com capacidade para 60 pessoas, cada; sala de administração; banheiros; quatro salas de música; uma de dança
Ao lado do complexo, já está sendo construída a sede da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), como prevista no projeto. Uma passarela ligará o complexo cultural ao Campus da universidade.

Problemas
Uma enquete realizada com moradores e comerciantes vizinhos ao canteiro de obra do complexo e da universidade revelou que desde que foi iniciada, a obra não sofreu paralisação.
Thiago Trindade, morador do conjunto Potengi, falou que sempre observa movimentação no prédio e que desde que foi iniciada a obra, nunca viu qualquer interrupção na execução.

O comerciante Waldemar Lúcio disse que também presencia o movimento na área todos os dias, já que o comércio é instalado em frente ao local onde estão sendo realizadas as obras.
Entretanto, apesar do movimento, o comerciante revelou que a insegurança vem crescendo entre os moradores da região. A justificativa foi, por ironia, a saída da penitenciária do local.
"Antigamente, muitos carros da polícia passavam por aqui. Eu fechava meu comércio às 22h30, 23h e agora, quando chega 21h, minha esposa já pede para eu encerraraqui", revelou.
Pedro Domingos, outros comerciante da área, reafirmou o problema de segurança é recorrente no bairro. "Quando tinha a penitenciária, as guarnições passavam aqui com frequência, mas agora é difícil", finalizou.