A falta de regularização nos terrenos onde estão construídas as casas do Planalto I e II, que receberam nos últimos meses os moradores das comunidades do Alagamar, Mãe Luiza, Detran e Guarapes, é o principal problema para a efetivação da infraestrutura do local.
Segundo a secretária municipal de Habitação Social, Regularização Fundiária e Projetos Estruturantes, Diana Motta, a regularização dos terrenos foi feita recentemente. Só com o ajuste da situação é que poderão ser construídas escolas, creches e postos de saúde. Os moradores fizeram uma manifestação em frente à secretaria pedindo melhoria nas condições de moradia.
“Já falamos com a Cosern para realizar o término de todo trabalho”, explicou Diana sobre as reclamações de iluminação no bairro. Segundo ela, a secretaria está fazendo a sua parte, agora depende de outros órgãos. A população também reclama da falta de água constante. “Foram registrados todos os nossos comunicados à Cosern e à Caern. Tem solicitações até de 2007”, disse.
O precário acesso sem calçamento que leva às comunidades não é o que está planejado pela secretaria. Conforme a titular da pasta, a estrada foi a única via encontrada para o trajeto dos moradores. “Tem muitas casas irregulares no caminho do rua que foi planejada, por isso não fizemos essa caminho ainda”, relata Diana.
Ela confirma que as ruas serão pavimentadas e que há recursos assegurados para isso. Além disso, piçarros serão colocados nas estradas para poder ocorrer a circulação de ônibus. Os moradores têm andando em média 2Km para chegar à parada mais próxima.
“As casas foram entregues para não serem invadidas”, disse a secretária, explicando o motivo de ter disponibilizado o local sem estrutura. Até agora foram construídas 300 casas e deverão ser entregues 500 no total.
Diana Motta recebeu representantes do Movimento de Luta dos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), que levaram cerca de cem pessoas até a sede da Seharpe.