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Escola campeã do Enem em Natal quer chegar ao ranking nacional

Colégio Ciências Aplicadas foi ainda a segunda colocada do Estado, ficando atrás apenas da unidade do IFRN de Mossoró.

Por Melina França
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Fotos: Elpídio Júnior
Alexandre Pinto, diretor e professor de química do Colégio Ciências Aplicadas.
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A UFRN já sinaliza a adoção do Enem em seu processo seletivo, e os colégios correm para atualizar seu programa de ensino. O Colégio Ciências Aplicadas, por outro lado, larga em posição favorável nesta corrida: eles alcançaram a melhor colocação no exame do ano passado dentre todas as escolas da capital. Diante do resultado, o diretor e professor de química, Alexandre Pinto, pretende colocar a escola no ranking nacional de desempenho.

O colégio foi ainda o segundo colocado no Rio Grande do Norte, ficando atrás apenas da unidade do IFRN de Mossoró. A notícia foi recebida com uma medida de surpresa e entusiasmo por Alexandre. “Como o Enem não valia para a seleção no vestibular da UFRN, esta não foi nossa prioridade em, 2009. Mesmo assim, confio bastante no nível dos meus alunos e sei que eles estavam preparados para fazer uma boa prova”, declara.

Para este ano, a escola já investiu em um treinamento voltado para o exame, com a elaboração de simulados com o mesmo modelo de teste. Apesar disso, Alexandre afirma que vem com uma proposta semelhante a do Enem desde a fundação da escola, três anos atrás. “Faz parte de nossa política de ensino prezar por conteúdos interdisciplinares e questões contextualizadas. É o novo perfil de vestibular, e os alunos devem estar preparados para ele”, diz.


O Ciências Aplicadas segue a mesma linha do colégio melhor colocado em nível nacional, o Vértice II, de São Paulo.  Ambas são escolas pequenas, que dispensam uma atenção diferenciada ao aluno. “Pelo nosso tamanho, podemos conhecer e auxiliar cada estudante de forma individualizada, o que sem dúvidas contribui bastante para o desempenho deles”, continua Alexandre.

Foto: Elpídio Júniot
Letícia Góes pretende tentar a prova da Fuvest, em São Paulo
No colégio natalense, são apenas quatro turmas, sendo uma de primeira série, duas de segunda e uma de terceira. Esta última, no entanto, é dividida em dois grupos: aqueles que vão prestar vestibular para a área de humanas e aqueles que vão prestar para biomédica ou tecnológica. Esta distinção permite que cada um possa se focar nas disciplinas essenciais para cada curso. “Mesmo assim, optamos por proporcionar uma educação integral aos nossos alunos, o que tem feito com que nos destacássemos em rankings como esse”, explica

O bom desempenho, inclusive, tem deixado os alunos do pré-vestibular mais confiantes. A aluna Letícia Góes, por exemplo, pretende tentar a prova da Fuvest, em São Paulo. Para ela, a nota do Enem vai contar pontos para garantir sua vaga em uma instituição de ensino superior. “Acho o resultado que obtivemos ano passado motivador. Apesar de o exame não ser utilizado pela UFRN, tínhamos alunos muito bons e a expectativa era de que eles fizessem uma boa prova”, conta.

 
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