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Estandes da Cientec movimentam Praça Cívica

O evento científico e cultural vai até o próximo sábado (24) e conta com exposições de trabalhos de alunos em graduação.

Por Artur Dantas
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Fotos: Artur Dantas
No segundo dia da XV Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura da UFRN (Cientec), estudantes de escolas públicas e privadas da capital e do interior lotaram boa parte dos pavilhões que abrigam 120 estandes e abordam assuntos variados como a matemática, cultura, astronomia, medicina, psicologia, entre outros.

Um dos estandes que conseguiu prender a atenção de curiosos de idades distintas foi o Atelier Galileu, que contempla exposições de filmes sobre a astronomia, fotos do universo e imagens de cometas em celebração aos 400 anos das primeiras observações de Galileu Galilei.

Na Oficina de Galilei é possível presenciar a produção artesanal de lunetas com a utilização de uma garrafa pet e um cano de PVC. Um dos organizadores da Oficina, Izan Leão, explicou que a intenção do estande é celebrar o ano internacional da astronomia e desmistificar o universo, trazendo a ciência para uma linguagem mais palpável.

No estande do curso de Letras da UFRN, estão sendo apresentados itens da cultura nordestina, como a literatura de cordel, o pífano. Para a estudante Lívia Maíra, as manifestações culturais “compõem o cenário do interior do Nordeste”. Outro ponto interessante do estande é a exposição de um cordel elaborado para deficientes visuais.



“Através de uma pesquisa que fizemos, vimos que a literatura de cordel é desconhecida até mesmo no interior. Esse trabalho tem o objetivo de divulgar a arte para a comunidade em geral, mostrando que o cordel também é uma forma de educar”, destacou.

Na exposição Vida: Adaptação e plasticidade, alunos do departamento de Fisiologia resgatam os estudos de Charles Darwin, na obra Teoria das Espécies. Baseado na Psicologia Evolucionista, os estudantes mostram como as espécies mais adaptadas podem sobreviver frentes as dificuldades encontradas na natureza.



A estudante Luiza Cervenka expôs como a ciência será trazida de forma mais simplificada aos alunos e interessados no assunto. “Nós utilizamos pinças feitas de metal ou madeira, de diferentes formas para exemplificar como diferentes espécies se comportam em situações que precisam se alimentar. O público pode interagir e entender o que Darwin viu quando fez as observações em Galápagos”, explicou.

Ainda de acordo com Cervenka, a ideia do estande é desmistificar as verdades absolutas e mostrar “que nem sempre os mais fortes sobrevivem”. “Tratamos desse tema porque ele é bastante atual e a psicologia também está em evolução”, disse

 
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