Extremoz comemora 47 anos de emancipação política neste domingo

Em 04 de abril de 1963, pela Lei 2.876/1963, a Vila de Ceará Mirim, assim como era denominado o povoado de Extremoz, desmembrou-se de Ceará Mirim.

Redação,
Fotos: Reprodução/Daniel Pinheiro
Solenidade de emancipação de Extremoz.
O município de Extremoz comemora 47 anos de emancipação no domingo de Páscoa, 4 de abril. A data será lembrada com uma missa na igreja matriz da cidade, paróquia São Miguel Arcanjo às 18h. Após a missa, será encenada a Paixão de Cristo por atores da cidade.

O prefeito Klauss Rêgo disse que comemorar esta data é proporcionar um resgate histórico do município. “A emancipação de Extremoz representa relembrar uma grande conquista, uma luta desse povo”, comemorou.

Klauss frisou a importância da reforma e ampliação do Palácio Daniel Pinheiro, sede da prefeitura. “Instalamos lá o Diário oficial do Município, a Controladoria, o Protocolo, a Licitação, a Secretaria de Articulação política e passaram a funcionara adequadamente o gabinete do prefeito, a chefia de gabinete, a Secretaria de Administração e Finanças e a Secretaria de tributação”, informou o prefeito. A sede da prefeitura foi inaugurado em 1987, construído pelo ex-prefeito João Soares de Souza (1984-1988).

História
Extremoz, que faz parte da região metropolitana de Natal, foi a primeira Vila da Capitania do Rio Grande do Norte a partir de 1758. Em agosto de 1885, por causa de uma Lei Provincial, passou a fazer parte do município de Ceará Mirim, retomando sua emancipação em 4 de abril de 1963, tornando-se município do Rio Grande do Norte. O município tem uma população 23 mil pessoas e é considerado um gerador de turismo, principalmente por causa da praia de Genipabu, conhecida mundialmente por causa de sua beleza, dunas e equipamentos turísticos.



Emancipação
Em 04 de abril de 1963, pela Lei 2.876/1963, a Vila de Ceará Mirim, assim como era denominado o povoado de Extremoz, desmembrou-se de Ceará Mirim e conquistou sua emancipação política, após 211 anos de fundação. De acordo com dados históricos do Idema, Extremoz viveu por 105 anos na condição de povoado.

O ex-prefeito e hoje tabelião João Soares de Souza, que vivenciou o momento da emancipação, quando seu pai, Sebastião Soares de Souza, era vice-prefeito, disse que a conquista foi resultado de um histórico de lutas. “Eu tinha 19 anos e lembro que quando eles ganharam. O prefeito e papai, andaram a pé por todo o município para agradecer a eleição, após a emancipação, pois naquele tempo não se tinha a estrutura que se tem hoje. Não havia transporte, nenhum carro”, recordou. “Lembro também que eles ficaram sem ter onde administrar por cerca de uns seis meses. Depois, passaram a ocupar o prédio que hoje é Câmara Municipal de Extremoz”, completou.

Daniel Pinheiro

O prefeito da emancipação, Daniel Pinheiro, governou entre os anos de 1963 a 1968. Natural de Estivas, distrito de Extremoz era vereador de Ceará Mirim, onde foi eleito por duas vezes entre os anos de 1958 a 1962.

De acordo com ‘Chiquinho do peixe’, seu filho, Daniel foi reeleito para o cargo de vereador em 1962 com apenas uma urna de Estivas, localidade em que nasceu e ficou até os últimos dias de vida. Morreu em 13 de dezembro de 2002. Em 1963, a pedido da população, lançou sua candidatura e foi eleito ao primeiro prefeito que Extremoz teria com a conquista da emancipação.

Seu filho também destacou as obras de sua gestão: as escolas de Grutas, Contenda e Capim, a lavanderia popular de Contenda, a estrada do cemitério de Estivas, a estrada de Pitanguí e o muro do cemitério de grutas. “A maior obra do meu pai foi a estrada de Pitanguí, pois o acesso para Natal era apenas de barco”, lembrou Francisco Pinheiro, o “Chiquinho do Peixe”.
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