Gilka da Mata: “A obra de drenagem é essencial, mas queremos um projeto seguro”

Promotora do Meio Ambiente está preocupada com as obras de saneamento em Capim Macio e afirma que existem planos para desmatar também a mata da lagoinha.

Maiara Felipe ,
Gabriela Duarte
“Temos um problemas quando o município faz a obra e ele mesmo licencia”, relata Gilka da Mata.
Uma obra cercada de polêmicas ambientais, a drenagem do bairro de Capim Macio passará por mais um protesto, nesta quarta-feira (19). Os moradores junto com a promotora do Meio Ambiente, Gilka da Mata e a procuradora da República Cibele Benevides Guedes da Fonseca participarão de um encontro comunitário.

“ A obra de drenagem é essencial, mas queremos um projeto seguro”, afirma a promotora sobre os possíveis perigos de uma obra mal avaliada ambientalmente. No encontro, o tema deverá ser o desmatamento realizado para a construção de uma lagoa de captação.

Segundo Gilka da Mata, a área chamada de “lagoinha”, onde será aportada uma das quatro lagoas do plano de drenagem, também será desmatada, segundo o projeto. “ Não podemos deteriorar uma área que possui resquícios da mata atlântica”, enfatiza a promotora.

Para ela, as reclamações e ações do Ministério Público Estadual (MPE), sempre em evidência desde o início da obra, são desencadeadas por um estudo de impacto ambiental mal elaborado ou “falho”. Como exemplo, a promotora cita o emissário submarino, que lançara o esgoto em alto mar, mas ainda não tem um estudo que avalie seus impactos.

“ Temos um problemas quando o município faz a obra e ele mesmo licencia”, relata Gilka da Mata. 


Lagoinha também poderá ser alvo de desmatamento

O encontro terá o objetivo de sensibilizar e esclarecer a população em geral sobre formas alternativas de promover o saneamento básico do bairro, de forma eficiente e equilibrada. Os pontos discutidos no evento farão parte de um documento que será entregue na quinta-feira (20) ao juiz federal Carlos Wagner Dias Ferreira.

Nos próximos dias, ele deve decidir sobre os pedidos liminares feitos pelo Ministério Público Federal no RN para paralisar a obra, em ação conjunta com o Ministério Público Estadual.

A reunião está marcada para as 19h30, no espaço localizado entre as ruas Ismael Pereira da Silva, Antônio Farache, Industrial João Motta e Missionário Joel Carlson, em Capim Macio, por trás do hipermercado Extra.









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