O movimento nos hospitais no primeiro dia da greve dos médicos no Rio Grande do Norte, nesta terça-feira (9) foi de tranqüilidade nos grandes hospitais de Natal como no Walfredo Gurgel e Giselda Trigueiro. Os pacientes em situação de urgência e emergência eram atendidos normalmente e nos casos de menor gravidade eram encaminhados para as unidades nos bairros como Satélite, Rocas, Pajuçara, Mãe Luiza e Sandra Celeste.
A equipe de médicos do Walfredo Gurgel - que faz os primeiros atendimentos e a classificação de risco dos pacientes - informou ao Nominuto.com que o movimento na manhã de hoje foi normal, com 26 atendimentos em politrauma, ortopedia, atendimento clínico e pediatria.
Segundo a assessoria de comunicação do Walfredo Gurgel, os 30% do efetivo dos médicos cobre os atendimentos em urgência e emergência, e os pacientes de menor risco de vida, sendo encaminhados para as unidades do poder público municipal.
No hospital Giselda Trigueiro, o médico infectologista do plantão Petrônio Spinelli, explicou que o pronto atendimento não pode parar. “Os casos que atendemos aqui são de risco de vida imediato. Não podemos parar”, destaca.
A paciente grávida, Katiane da Costa, de 26 anos e mãe de 4 filhos, chegou ao hospital na manhã de hoje por causa de uma ‘alergia’ que causou erupções na pele e logo foi atendida. “Vim para cá depois de ir a um posto de saúde de Igapó e como estou grávida, a médica de lá pediu pra eu vim aqui. Ainda bem que têm médicos, mesmo com essa greve”, afirma a paciente.
Na fila de espera do Giselda, apenas cinco pacientes esperavam atendimento e logo foram recebidos pela equipe de três médicos.
A greve dos médicos foi iniciada nessa terça-feira (9) com reivindicações para melhorias nas condições de trabalho, aumento no número de médicos por escala de plantão em cada unidade de atendimento e ainda reajuste salarial. O salário atual de um médico que trabalha 40 horas semanais deveria ser de R$ 7.200, mas só é pago R$2.100 e a gratificação no valor de R$ 1.100.