Vlademir Alexandre
Desastre ambiental no rio Potengi ocorreu no dia 29 de julho.
O Idema enviou neste sábado (11) uma notificação oficial à empresa de carcinicultura Veríssimo e Filhos Ltda. Ela é apontada, pelo laudo apresentado pelo Governo, como a responsável pelo desastre ecológico ocorrido no rio Potengi, quando cerca de 40 toneladas de peixes morreram, há duas semanas.
Agora, a Veríssimo e Filhos Ltda terá 15 dias para apresentar sua defesa. A reportagem do
Nominuto.com tentou entrar em contato com a direção da empresa na manhã deste sábado, mas a secretária informou que nenhum dos diretores se encontrava no escritório.
No entanto, nesta sexta-feira (10) o
Nominuto.com conversou com um dos diretores da Veríssimo, Álvaro Acácio de Lima Filho.
Ele explicou que desconhece qual matéria orgânica teria causado a mortandade dos peixes. Álvaro Acácio ressaltou que a empresa cria os camarões dentro da água e que não utiliza material orgânico, nem químico na despesca.
"Não leva matéria orgânica. É água e gelo e, às vezes ,usa método do sulfito, só que em quantidade pequena, pequeniníssima e tem um período curto de ação", justifica.
O laudo
Segundo o laudo, há fortes indícios de que a mortandade de peixes ocorreu devido ao lançamento de material orgânico proveniente das atividades de carcinicultura, desenvolvidas pela empresa Veríssimo e Filhos LTDA.
A presença de alguns elementos identificados nas amostras e o trabalho investigativo feito pelos técnicos identificou que a realização de uma despesca de camarão durante o período aproximado de 19h foi a responsável pelo lançamento de uma grande quantidade de material orgânico.
Esta despesca teve início no dia anterior à mortandade dos peixes e o produto lançado diretamente no rio Potengi causou o desastre ecológico, matando os peixes por falta de oxigênio na água.