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Influenza A: turismo mantém instabilidade diante da gripe

Com os casos de óbitos, a procura por destinos como a Argentina, Chile e o sul do Brasil sofreram um leve impacto.

Por Artur Dantas
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Os mais recentes casos de Influenza A (H1N1) na Argentina, Chile e na região Sul do Brasil tem causado dados desencontrados em agências de turismo. Enquanto umas alegam a normalidade das vendas e dos embarques para as cidades fronteiriças, outras revelam casos de desistências e de cancelamento de pacotes de viagem.

A cautela tem uma explicação. Somente na quarta-feira (1) foram anunciados mais 17 óbitos relacionados à gripe suína e os casos de mortes saltaram para 43, de acordo com o Ministério da Saúde argentino. O reflexo no Brasil foi imediato e as vendas variam de acordo com as informações repassadas pelo governo.

Uma das empresas que não sentiram o impacto da Influenza A foi a Arituba. De acordo com a consultora de pacotes internos, Daniele Oliveira, não há registros de desistências ou cancelamentos até o momento e as vendas seguem normal, inclusive todos os pacotes agendados para a semana passada foram confirmados.

No entanto para o agente de viagem da Pax Turismo, Adriano Almeida, as gripe afetou as vendas de pacotes, em especial para Bariloche, Buenos Aires e Lagos Andinos. Ele falou que as informações repassadas de forma errada comprometem a comercialização de pacotes para os destinos.

“Algumas pessoas estão confundindo e as crianças abaixo de dois anos e os adultos acima de 60 são a faixa de risco. O que acontece é que alguns clientes estão cancelando, desistindo ou mudando o roteiro para as férias”, explicou. Apesar disso, a venda para clientes que buscam viagens rápidas permanecem.

Em outra empresa, o discurso permanece. Caroline Mallen, gerente de vendas da Porto Atlântico, garante que as vendas não estão as mesmas desde os últimos óbitos na região sul da América Latina. Ele revelou que a agência também registrou cancelamentos e explicou que em alguns casos, hotéis argentinos se recusam a registrar a desistência “por estar sob controle” a situação viral no país.

De acordo com o Procon Estadual, a cobrança de qualquer valor sobre os bilhete ou pacotes de viagens nos casos de risco à saúde, é considerada irregular. Dary Dantas, coordenador de Operações e Normas do Procon explicou que o cliente é assegurado pela Lei 8.078/90 do código de proteção e defesa do consumidor.

“Qualquer multa cobrada nessas circunstâncias é ilegal. A portaria 676 do Comando da Aeronáutica prevê que a multa sobre a desistência nos casos que a saúde do passageiro é colocada em risco seja suspensa. Nesses casos, pode haver mudanças nas cláusulas contratuais”, disse.

O coordenador revelou que no Procon Estadual existe somente um caso de não entendimento entre a empresa e o cliente. O mesmo número foi verificado no órgão Municipal. Em geral, as audiências de conciliação acabam surtindo efeito para as duas partes, explicando o baixo número de processos abertos.
 
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