Lixo: um aterro sanitário para quase 1 milhão de habitantes

Urbana afirma que o local recebe lixo de Ceará Mirim, Natal, Parnamirim, Macaíba, São Gonçalo e Ilmo Marinho.

Maiara Felipe,
A destinação do lixo é uma das principais preocupações ambientais em todo o mundo. Natal e as áreas adjacentes já possuem quase um milhão de habitantes e apenas um aterro sanitário. 

Localizado em Ceará Mirim, o aterro é administrado pela empresa Braseco e pode receber 1,7 toneladas de lixo por dia. A Urbana afirmam que o local recebe lixo da própria cidade e ainda de Natal, Parnamirim, Macaíba, São Gonçalo e Ilmo Marinho. 

“O aterro sanitário segue as normas ambientais para evitar a contaminação do solo. Passa por todos os processos para não existir a disseminação de gases e líquidos. No aterro controlado, o lixo é apenas coberto com uma massa. Não há uma poluição visual, mas ambiental sim”, explica a importância e a diferença entre os aterros o chefe do setor de operações da Urbana, Diogo Santos. 

Lixos específicos, como restos de construção e podas, ainda não têm um lugar certo. Por enquanto, essa demanda tem ficado no antigo “lixão”, no bairro de Cidade Nova. De acordo com Diogo, as podas servem como renda para catadores que vendem para restaurantes e durante o período de São João. Para os entulhos, está sendo discutido um local. 

O “lixão” , desativado desde 2004, funciona atualmente como estação de transbordo entre Natal e Ceará Mirim. Recebe todo o lixo da capital durante o dia e transfere para o aterro sanitário no final da tarde. 

Apesar de os cerca de 900 garis conseguirem fazer o recolhimento do lixo em 97,5% da cidade, é evidente a pequena participação da população na coleta seletiva. Mais de 250 catadores dependem da renda dessa atividade.
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