Fotos: Maiara Felipe
Na reunião com a prefeita, o MP colocou 11 pontos que precisam ser resolvidos com urgência.
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O município de Natal pode decretar estado de calamidade na saúde, assim como fez o estado na última quarta-feira (31). A informação partiu da prefeita Micarla de Sousa, após uma reunião, nesta segunda-feira (5), com as promotoras de Saúde Elaine Cardoso e Iara Pinheiro, o procurador geral José Augusto Peres e o secretário municipal de Saúde, Levi Jales.
Segundo a prefeita, o município está aguardando alguns dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para saber se existe a necessidade do decreto. As informações serão entregues na próxima quarta-feira (07).
Apesar da declaração da chefe do Executivo municipal, a representante do Ministério Público, Iara Pinheiro, não acha necessária a decretação. “Acho desnecessária essa atitude no município, visto que o Estado já fez isso”, opinou.
Contratação
Micarla de Sousa afirmou que contratará 200 médicos, em caráter emergencial, para suprir o déficit de profissionais na saúde. Atualmente, 27 equipes do Programa de Saúde da Família (PSF) estão sem médicos.
A contratação será atrelada a um edital de concurso público que será publicado no primeiro semestre. “Precisamos saber como anda a saúde financeira da cidade”, salienta a prefeita sobre o tempo para se concretizar o concurso.
Ministério Público

O Ministério Público colocou 11 pontos que precisam ser resolvidos com urgência pela SMS. De acordo com a promotora Elaine Cardoso, alguns desses assuntos já são alvos de ações judiciais, como a reforma do Pronto-atendimento Sandra Celeste e o atendimento de baixa e média complexidade.
A ausência de leitos é um dos pontos principais nas colocações do MP. “Em Natal não há leitos. O município depende do estado”, salientou Elaine Cardoso.