Negociação entre Sinte e Governo ainda não atinge resultado

Categoria decide no fim da tarde desta quarta-feira (20) se voltam ou não às salas de aula.

Rayane Guedes,
Foto: Rayane Guedes
Encontro entre professores e secretários durou pouco mais de 3 horas.
"A categoria volta às aulas, hoje, amanhã, ainda não se sabe. Mas, ao voltar às aulas ela vai estar muito ressentida e com certeza a produção não será satisfatória. Digo mais também: eles estão cavando a greve de 2012", afirma Fátima Cardoso.

Foi com essa declaração que a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte-RN) encerrou a reunião entre professores grevistas e os secretários estaduais de Administração e Educação realizada na tarde desta quarta-feira (20), na Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEEC).

 

O encontro durou pouco mais de 3 horas e foi marcado pela expectativa de que o Governo do Estado apresentasse uma apreciação da última proposta feita pelo sindicato.

 

"Nós estamos dando flexibilidade no tempo, nós apresentamos a possibilidade do Governo cumprir com o projeto do plano de carreira de maneira escalonada até Junho de 2012, mas o Governo quer revisar o plano e deixa um discurso dúbio", explicou a presidente do Sinte.

Além da flexibilidade do prazo para a implantação do Plano de Carreira, o Sinte declarou que já considera como ponto passado a questão do reajuste de 34%.

 

Foto: Rayanne Guedes
Mesmo com uma nova proposta, a greve não chegou ao fim.
Mas, mesmo com essa nova proposta, a greve não chegou ao fim. "Nós entregamos um documento reiterando a posição que já havia sido apresentada anteriormente, afirmando a necessidade de construir a implantação do plano de cargo, carreira e salários do magistério junto com a representação dos professores", declarou o Secretário de Administração e Recursos Humanos, José Anselmo Carvalho.

Segundo o representante estadual, o Governo não teria condições financeiras, no atual momento, para atender as reivindicações. "É preciso que sejam feitos estudos, análises prospectivas, compatibilidade com o plano nacional de educação", registrou.

De acordo com o representantes do Governo do Estado, "propostas mais flexíbeis na parte do Estado só serão feitas com a greve". A indefinição será agora apreciada pela Assembleia Geral dos professores.
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