Ana Paula Oliveira
Ronaldo Bezerra diz que se constatar preços altos nas livrarias optará pelos Sebos.
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Começa a corrida por livros e materiais escolares. As férias dos filhos nem terminaram, mas os pais já iniciaram a tradicional peregrinação em editoras, livrarias e sebos. E, ao observar os preços dos livros, uma constatação: estão mais caros.
A dona-de-casa Katiane Michele de Medeiros iniciou a pesquisa por melhores preços nesta quinta-feira (8). Ela foi até um sebo, na rua Ulisses Caldas, e conseguiu boa parte dos livros pedidos na lista da escola.
“Na verdade estou começando hoje a minha pesquisa. Trouxe uns livros do ano passado para ver se consigo fazer permuta”, disse ela, admitindo que era a primeira vez que comprava os livros dos filhos em sebos.
Katiane mantém dois filhos numa escola particular. Um deles fará este ano o 5º ano do ensino fundamental. Na lista pedida pela escola, ela conta que garfos e copos descartáveis foram solicitados.
“Acho isso um absurdo. A própria escola deveria garantir esse tipo de material. Até pelo preço que nós pagamos”, reclama, dizendo que pagará ainda R$500 de mensalidade dos dois filhos.
A professora de português Rosangela Gomes de Miranda também reclamou dos preços dos livros. “Na livraria é impraticável. Não justifica um livro ser vendido por R$80”, enfatiza. Segundo ela, até os sebos, conhecidos tradicionalmente por vender livros mais baratos, estão praticando, em média, os preços das livrarias.
“Antigamente a gente encontrava mais baratos, de R$ 10, R$20”, recorda. “Este ano só vou comprar para a minha filha o básico: livros e caderno”.
O militar Ronaldo Bezerra de Carvalho diz que começou agora a busca pelos livros dos filhos. “Ainda não deu para ter noção dos preços. Mas, se eu constatar preços altos nas livrarias, não terei nenhum pudor em comprar nos sebos”, comenta.
Ele acrescenta: “Se o livro vendido no Sebo estiver em boas condições, optarei por comprá-los”. Sobre os frequentes pedidos de material de limpeza nas listas dos colégios, ele é categórico: “Na verdade, eles (escolas) não querem gastar com nada”.
O funcionário público José Fernandes Filho também saiu em busca dos livros didáticos do filho, que este ano vai cursar a 3ª série do ensino médio, em uma escola tradicional de Natal.
Em uma livraria pesquisada, o valor dos livros chegou a R$ 635. “Achei abusivo. Vou continuar pesquisando. Devo ir aos sebos conferir os preços”, frisa.