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Pilates: técnica ou filosofia de vida

Em Natal, a técnica é utilizada principalmente no tratamento de pacientes com problemas de coluna. No entanto, ele serve para o condicionamento físico dos usuários.

Por Ana Paula Oliveira
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Fotos: Ana Paula Oliveira
Praticante há oito meses do pilates, a psicóloga Helga Torquato, 32 anos, conhece bem os efeitos positivos deste tipo de exercícios. “O resultado é imenso. O pilates me fortaleceu em todos os sentidos”, comemorou, que procurou a atividade para condicionamento físico. 

A psicóloga relata que durante muito tempo praticou basquete, dançou balé e até freqüentou academia, mas acabou faltando paciência nesta última. “

Depois da maternidade fiquei no sedentarismo por cerca de 10 anos, e encontrei no pilates a possibilidade de um melhor condicionamento físico, uma respiração mais adequada, postura e acima de tudo concentração”, disse. “Hoje, não sei mais viver sem as aulas.” 

E a prática do pilates não se restringe apenas a um bom condicionamento físico. Serve para tratar pacientes com problemas de coluna, joelho, hérnia de disco, entre outros. 

É o caso do advogado Ranice Ribeiro da Silva, 64 anos. Por recomendação médica, ele pratica pilates três vezes por semana e já consegue perceber os resultados. “Eu tenho muita crise de coluna. Apesar do pouco tempo fazendo as aulas, já estou sentindo os avanços”, afirmou. 

Divididos em dois ambientes, o Matt Pilates e o Pilates com Aparelhos, os usuários ou pacientes têm a oportunidade de exercitar o corpo com controle, concentração e equilíbrio. 

No espaço Matt Pilates, os usuários trabalham os exercícios com o uso de bolas, rolos, caneleiras, halteres e círculo. Já no ambiente com aparelhos, muitas são as opções, como o trapézio (espécie de cama adaptada para os exercícios), cadeira (baseada numa cadeira de rodas, só que com pedais), reforme (carrinho), barril e o wall. 

A fisioterapeuta Lycia Dias explica que o método começou ser desenvolvido durante a 1ª Guerra Mundial, quando o alemão Joseph Humbertus Pilates (precursor da técnica), atuou como enfermeiro, aprofundando os conhecimentos e ajudando na recuperação dos feridos de guerra.
“Ele usava as molas das camas hospitalares para iniciar a tonificação dos músculos dos pacientes, mesmo antes de eles poderem se levantar, criando os aparelhos que são utilizados até hoje”, comenta. 

O interessado na prática de pilates desembolsa em média R$ 300 por mês, para uma carga horária de quatro aulas semanais. Lycia justifica o preço informando que uma turma comporta no máximo três alunos. “Como são poucos alunos ou pacientes, eles possuem uma atenção especial”. 

Apesar de ter quase 100 anos, a procura pela técnica só explodiu há pouco tempo em Natal. “Muitas pessoas que foram para Nova York, onde a técnica é bastante disseminada, trouxeram para o Brasil. E a partir daí, invadiu as academias e estúdios de Natal”. 

Benefícios 

Estimula a circulação, melhora o condicionamento físico geral, a flexibilidade, a amplitude muscular e o alinhamento postural adequado. Além disso, promove melhoras nos níveis de consciência corporal e melhora a coordenação motora. 

Esses benefícios ajudam a prevenir e reduzir riscos de uma futura lesão, proporcionando inclusive alívio de dores crônicas. Ou seja, o método pilates é particularmente utilizado para reabilitação de problemas na coluna. 

Ele fortalece, alonga e equilibra toda a musculatura que envolve a coluna vertebral, alinhando e descomprimindo tensões na mesma. Ajuda assim a aliviar pinçamentos e compressões de discos. Esta descompressão facilita e estimula a circulação na região com problemas. 

O método tem sido utilizado com sucesso em reabilitação de complicações de joelhos, ombros, panturrilhas, em casos de acidentes automobilísticos, poliomielites, apoplexia, pós-cirurgias, pré e pós-parto, dentre outros.

Curiosidade
Segundo Joseph Pilates, após as 10 primeiras aulas, o praticante sente que o corpo mudou; após 20 aulas, que as mudanças são visíveis; após 30, as demais pessoas começam a notar as mudanças.
 
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