Em entrevista ao
Nominuto.com na tarde desta quinta-feira (21), o coordenador do Programa de Saúde da Família na Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Geraldo Bezerra, detalhou que o Programa de Saúde da Família (PSF) funciona em Natal de forma incompleta. Ele apontou que das 115 equipes do Programa, 35 estão desfalcadas por falta de médico.
Ele ressaltou que os profissionais pediram dispensa por motivos diversos, mas acredita ser a questão financeira aliada a jornada de trabalho que desestimula o trabalho de alguns deles. Em tempo, a carga horário nos PSFs é de 40 horas semanais e a remuneração varia de R$ 3.800 a 4.000 dependendo região de atuação do médico.
Além disso, segundo o coordenador, muitos médicos não podem dedicar os turnos matutino e vespertino ao atendimento. “Alguns deles têm consultório e precisam completar o orçamento doméstico com esse tempo”, explicou Geraldo Bezerra.
Outro ponto explicado por ele está relacionado a duplicidade de atendimento dos médicos no PSF. Segundo o coordenador, as cidades do interior do Estado flexibilizam o horário dos médicos e da equipe. “O PFS funciona por metas. A equipe tem que cumprir um número de atendimento mensal”, disse.
Ele revelou ainda que durante muito tempo existiu o sistema de duplicidade no interior, mas chamou atenção para a pontualidade dos casos: “Não eram todos os médicos que participavam, mas existia sim esse sistema de trabalho que foi vetado”, concluiu.