Ana Paula Oliveira
Raimundo Holanda, presidente do Sindicato do Transporte Intermunicipal Opcional de Médio Porte.
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“Conseguiram mostrar uma fantasia melhor que a do Sítio do Pica-pau Amarelo”. A frase do presidente do Sindicato do Transporte Intermunicipal Opcional de Médio Porte, Raimundo Holanda, é direcionada aos estudos apresentados pela empresa paulista Oficina e Engenheiros Consultoria Associados, contratada pelo DER para desenvolver o Plano Diretor de Transporte Metropolitano.
“Acho que eles começaram pelo fim. Antes de apresentar as conclusões do estudo, deveriam ter tomado outros tipos de providências, como organizar o transporte que existe atualmente”, lamenta.
Na concepção de Raimundo Holanda, os números que foram apresentados em termos de viagens e demandas não condizem com a realidade. “Não existe controle. A realidade hoje é que uma linha com cinco ônibus regularizados possui mais 10 ou 12 sem conhecimento do órgão”.
O presidente do Sindicato denuncia a existência de pelo menos cinco mil passageiros que deixam de andar no ônibus urbano para circular nos “clandestinos”. “Existem 8 mil clandestinos, um falso turismo “legalizado” e um transporte de fretamento contínuo, contratado pelas prefeituras. Tudo isso esconde a realidade”, afirma.
Como exemplo positivo na área de trânsito, ele citou a melhoria feita na BR-101, da altura do Quarto Centenário até a entrada da avenida Maria Lacerda Montenegro. “Com aquela pequena melhoria, nós já conseguimos sentir um trânsito livre”.
Outro ponto positivo levantado por Raimundo Holanda foi a bilhetagem eletrônica implantada no município de Parnamirim. “Sem trazer custos ao Governo, a bilhetagem eletrônica foi implantada em Parnamirim. Posso dizer que 95% da população que reside na cidade está satisfeita. Tenho convicção que Curitiba não é mais a primeira cidade em termos de transporte, e sim Parnamirim”.
A bilhetagem eletrônica no município é resultado de uma parceria entre a empresa de ônibus Trampolim da Vitória e Opcional de Médio Porte.