Sesed avalia como tranquila a manifestação contra cortes na Educação

Única ocorrência registrada foi a detenção de dois adolescentes que tentaram pichar sede do PSL.

Rafael Araújo,
Diógenes Dantas/Nominuto
Manifestação contra os cortes na educação aconteceu na tarde desta quarta-feira em Natal e em diversas capitais do país.
A manifestação que aconteceu nesta quarta-feira (15) contra o contingenciamento de recursos para a Educação, que reduziu repasses de verbas a Universidades e Institutos Federais em todo o país, foi considerada tranquila em Natal, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed).


A secretaria revelou ainda que apenas uma ocorrência foi registrada no protesto que ocorreu na capital. Dois adolescentes foram detidos por policiais ao tentarem pichar a sede do Partido Social Liberal (PSL), legenda do presidente Jair Bolsonaro, localizado na avenida Senador Salgado Filho.

Exceto esses casos, o protesto seguiu tranquilo em Natal. Na tarde de ontem, uma multidão tomou conta das faixas da avenida senador Salgado Filho, em direção à BR-101. Segundo organizadores do ato, a mobilização marcou uma prévia para a realização de uma grande greve geral que está sendo preparada e deve acontecer no dia 14 de junho.

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Durante o ato, manifestantes gritaram músicas e palavras de ordem contra o governo do presidente Jair Bolsonaro, contra os cortes de recursos federais na educação do país, e também em desfavor do projeto da reforma da Previdência – que tramita no Congresso Nacional.

Antes de tomarem as faixas da avenida senador Salgado Filho, os manifestantes participaram de um ato no ginásio do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), com o ex-presidenciável Guilherme Boulos (PSOL). Na sequência, por volta das 15h30, o público deixou o instituto e seguiu para a avenida e partiram em direção a árvore de Natal de Mirassol – onde o protesto foi encerrado.


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Pelo menos 75 das 102 universidades e institutos federais do País convocaram protestos para esta quarta-feira (15), em resposta ao bloqueio de 30% dos orçamentos determinado pelo Ministério da Educação (MEC). Eles terão apoio de universidades públicas estaduais de diversos Estados – incluindo São Paulo, onde os reitores de USP, Unicamp e Unesp convocaram docentes e alunos para “debater” os rumos da área. 

Um dos alvos do protesto, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse nesta terça-feira (14), que as universidades precisam deixar de ser tratadas como “torres de marfim” e não descartou novos contingenciamentos.


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Tags: Cidades
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