UFRN recebe número recorde de alunos em 2010

Reitor Ivonildo Rêgo afirma que vagas continuarão crescendo e que, até 2011, universidade terá 45 mil estudantes.

Alisson Almeida,
Vlademir Alexandre
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) vai receber este ano o maior número de alunos de toda a sua história. De acordo com o reitor Ivonildo Rêgo, serão 6.300 novos universitários, aprovados no Vestibular 2010, cujo resultado será divulgado a partir das 12h pela Comissão Permanente do Vestibular (Comperve). Com o processo de ampliação das vagas, a instituição deverá chegar, até 2011, aos 45 mil alunos – atualmente são 33 mil.

“Quando assumi a reitoria pela primeira vez em 1995, a instituição oferecia 1.915 vagas em todo o vestibular. Neste ano, aumentamos em 2.300 vagas – mais que o total oferecido naquele ano. Isso significa democratização do acesso ao ensino e ampliação de oportunidades, sobretudo num estado como o nosso, em que a maior parte da população não tem renda para pagar pelo ensino superior. Essa é uma política de inclusão importante”, declarou Ivonildo Rêgo em entrevista ao Nominuto.com.

O reitor destacou que, além da oferta de mais vagas através do vestibular, a instituição adota outros mecanismos de inclusão, como a bonificação no argumento final das provas para os alunos que cursaram o ensino médio em escola pública. Mas Ivonildo explicou que a UFRN aliou a condição social com a questão do mérito. “Os alunos que receberam bonificação foram apenas aqueles que tiveram sucesso na primeira fase do vestibular. Um aluno que passou na primeira fase de medicina, por exemplo, já mostrou que tem méritos”, justificou.

Para os críticos do sistema de bonificação, Ivonildo responde com dados: “A Comperve vem acompanhando os alunos que entraram pelo sistema de bonificação e comprovou que eles têm tido média superior aos demais universitários. É um desempenho surpreendente”.

Qualidade
O aumento das vagas veio acompanhado pelo crescimento do número de cursos. Nos dois últimos vestibulares, foram criados 23 cursos, além da ampliação de outros já existentes.

Segundo o reitor, a instituição vem aliando o crescimento quantitativo ao qualitativo. Prova disso é que a UFRN tem aparecido no ranking das melhores universidades do país divulgado pelo Ministério da Educação (MEC). “No ano passado, ficamos em segundo lugar no Norte e Nordeste. Alguns dos nossos cursos sempre aparecem como os melhores do país”, destacou.

Ivonildo disse que esse crescimento tem sido possível graças ao planejamento e aos investimentos do Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI), o programa do MEC que garante recursos para a reestruturação e expansão das universidades públicas.

O reitor cita os números que comprovam a transformação da UFRN nos últimos anos: “No ano passado, investimos R$ 82 milhões em obras e equipamentos. Neste ano, investiremos mais ainda. Alem disso, contratamos 360 novos professores e 200 funcionários. Em janeiro, darei posse a mais 170 funcionários e, até fevereiro, a mais 170 professores. Quem circular pelo campus central vai perceber que a universidade é um verdadeiro canteiro de obras”.

Transformações
Ivonildo Rêgo enfatizou que os novos alunos vão encontrar uma universidade “passando por grandes transformações para garantir a todos uma excelente formação”. “Além da formação técnica, os alunos vão encontrar um ambiente culturalmente rico, com diversos eventos, programas de iniciação científica e oportunidades de monitoria”, acrescentou.

O reitor lembrou que, em julho, a universidade vai sediar a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o maior evento científico do país. “O aluno vai entrar no ano em que vamos receber o maior evento científico do país. É uma oportunidade ímpar para nossos alunos e para a população. Natal deverá receber pelo menos 10 mil pessoas de fora que virão participar do evento”.

ENEM
Ivonildo Rêgo avisou que a UFRN, por enquanto, não vai substituir o vestibular pelo Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM). “Temos um vestibular de respeito e tradição, cujo modelo se aproxima muito daquilo que o ENEM está propondo. Vamos avaliar ainda a melhor forma de aderir ao ENEM, mas vamos preservar as características do nosso vestibular”, garantiu.

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