Venda de bebidas alcoólicas nas estradas federais está proibida a partir desta sexta-feira (1º)

Multa para que descumprir a lei é de R$ 1.500 e em caso de reincidência o acesso ao estabelecimento poderá ser fechado.

Karla Larissa,
Fátima Elena
Para inspetor Cabral a medida vai ajudar na redução de acidentes.
A venda de bebidas alcoólicas nas estradas federais está proibida, a partir desta sexta-feira (1º). Para fazer valer a Medida Provisória 415, a polícia Rodoviária Federal irá fazer a fiscalização em todo o Estado.

A multa para quem descumprir a lei é de R$ 1.500 e, em caso de reincidência, o acesso ao estabelecimento poderá ser fechado.

Em entrevista ao Jornal 96, na manhã desta sexta-feira, o inspetor da PRF Roberto Cabral afirmou que a lei vale para todos os pontos de venda à margem das rodovias federais.

“Quem for flagrado vai ser multado e, em caso de reincidência, terá que pagar em dobro. A PRF também poderá solicitar ao DNIT o fechamento do acesso à rodovia por dois anos”, avisou.

Para Cabral, a medida será importante para reduzir o número de acidentes, que no ano passado custou R$ 166 milhões aos cofres públicos, somente no RN. “A maior parte dos acidentes acontecem no final de semana. Isso traz um impacto socioeconômico muito grande e nós temos que criar esse hábito”, disse.

Segundo o inspetor Cabral, não será fácil realizar a fiscalização em razão do pequeno efetivo. De acordo com ele, no estado serão colocados mais 20 policiais de serviço. "Mas, com essa nova função, também deverão ser disponibilizadas mais vagas no concurso público”, acredita.

A medida também obriga os estabelecimentos a apresentarem um aviso, em que deverá conter a proibição de bebidas em estrada federal, além de informação sobre a penalidade para quem não cumprir a lei e o número da Polícia Rodoviária Federal para o encaminhamento de denúncias.

Quem não cumprir a regra pagará multa de R$ 300.

Opinião contrária
O empresário Hermann Dória também concedeu entrevista ao Jornal 96 e expressou opinião contrária ao inspetor da PRF.

De acordo com ele, a venda de bebidas alcoólicas em seu estabelecimento representava entre 10% e 12%, mas o maior prejuízo deverá ser da venda agregada às bebidas. “Existe uma lei maior que diz que a pessoa não pode dirigir alcoolizada. Se essa lei for bem aplicada inibe tudo”, destaca.
A+ A-