Fred Veras/Jornal de Fato
Soluwellington Vieira de Sá, 40 anos.

O corpo do mossoroense Soluwellington Vieira de Sá, 40 anos, morto no acidente com o Airbus da Air France ocorrido no dia 30 de maio deste ano, deve chegar a Mossoró para ser velado e sepultado ainda nesta quinta-feira (2). Na madrugada de hoje, um irmão foi ao Recife para tratar da liberação e translado do corpo do petroleiro para o Rio Grande do Norte. De acordo com a família, o sepultamento de Soluwellington Vieira vai acontecer no cemitério São Sebastião, no Centro da cidade.
A identificação do corpo do mossoroense foi comunicada à família pela Polícia Federal (PF) na noite de terça-feira. Além dele, mais 20 corpos de vítimas do acidente foram identificados pelo Instituto Médico Legal (IML) de Recife. Com isso, chega a 35 o número de corpos identificados, dentre os 51 resgatados do mar. No acidente, 228 passageiros morreram.
O irmão do mossoroense, Solon Henrique Júnior, viajou na noite de ontem para Natal e estava com voo marcado para as 4h de hoje, com destino a Recife. Ele disse que vai tratar da documentação necessária para o embalsamento do corpo, assim como o procedimento adotado para a remoção do corpo para Mossoró.
"Meu tio vai pra lá (Recife) e a gente acha que não vai ter muito problema para liberar o corpo, porque já pediram pra ele ir pra lá. A gente ta aguardando a definição do dia que ele volta, pra organizar local e horário do velório e sepultamento", disse a sobrinha de Soluwellington, Suzy de Sá.
Na manhã desta quarta-feira, Solon Henrique Júnior e os pais do petroleiro mossoroense estiveram na delegacia da Polícia Federal, em Mossoró, para saber quais os documentos necessários para a liberação do corpo no Recife.
Para a família, o fato de Soluwellington ter sido uma das vítimas que tiveram o corpo resgatado antes do fim das buscas trouxe um certo conforto, já que muitos estavam muito tristes em cogitar a possibilidade de, além de perder o parente, não poder dar um destino digno ao seu corpo.
O petroleiro mossoroense Soluwellington Vieira de Sá estava viajando para Paris, na França, quando morreu com mais 227 pessoas que estavam no voo 447 da Air France, entre o Rio de Janeiro e Paris. Da capital francesa, ele embarcaria em outro voo com destino ao Cairo, no Egito, onde iria passar mais uma temporada em alto-mar, trabalhando na pesquisa de prospecção de petróleo.
Ele havia passado vinte dias em casa, com a família, no sítio Juremal, em Baraúna, de férias e estava retornando ao trabalho.
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