A menina da bola rosa: a paixão pelo futebol descrita em um conto infantil

Escritora de apenas 11 anos sabe bem como jogar e como descrever o que pensa através de suas palavras e jogadas.

Marília Rocha,
Fotos: Elpídio Júnior
Ela é pequena no tamanho e na idade, mas é uma gigante na maneira como vê a vida.
Os passos majestosos dão o tom do esporte: estamos assistindo passes de bola de futebol! Opa, mas tem algo estranho no campo: uma menina de 11 anos, vestindo tons de rosa e uma vontade intensa de jogar faz os mais belos dribles e encanta a platéia. A cena pode até ser escrita em um livro, mas nada como presenciar a alegria de jogar futebol.

Ela é pequena no tamanho e na idade, mas é uma gigante na maneira como vê a vida: Ana Laura sabe muito bem o que quer e responde as criticas e ao preconceito de quem joga futebol e ainda é criança. Acompanhada de sua bola rosa e seu livro, lançado na última quinta-feira (13), Ana Laura conta ao Nominuto como deixou de ser apenas uma aluna do colégio para se tornar “A Menina da Bola Rosa”.

“Desde pequena eu sempre gostei de jogar futebol e tive paixão pela bola. Quando cresci, eu pedi aos meus pais para me colocar numa escolinha de futebol e fui melhorando no esporte”, comenta Ana Laura.



Com os olhos brilhando ao falar de futebol, ela dispensa os outros esportes alegando que o futebol é um esporte ‘completo’ que faz com que ela pense em jogar todos os dias. “Eu penso em jogar todos os dias, na aula, em casa e sempre”, diz.

A atração pelo esporte conhecido internacionalmente e com maior abrangência para o gênero masculino, fez com que Ana Laura recebe muitas criticas e sofresse com preconceito, mas segundo a atleta, isso já passou. “Hoje eu sei que as pessoas queriam me ajudar, mas eu só queria jogar futebol”, argumenta a criança.



Tudo começou quando Ana Laura – que nasceu em Natal e foi morar com sete meses na Espanha – ela aprendeu a jogar futebol com seu pai em um parque perto da sua casa, quando um amigo estava brincando com uma bola. “Meus pais me apoiaram a jogar futebol, mas no começo, minha mãe queria me colocar no balé, mas eu pedi pra eles par ficar jogando futebol mesmo”, garante.

Depois, com o passar dos anos, os pais começaram a incentivar a menina que joga em casa e não perde a oportunidade de competir com os amigos em outros times. Para ela, o exemplo de boa jogadora deve ficar com Martha, que para ela é a melhor jogadora de futebol do mundo.



O livro narra a estória de Cláudia, uma personagem fictícia criada pela autora para contar sua própria estória, com algumas pequenas modificação, como explica Ana Laura. “Eu gosto do livro porque conta a superação de Claudia que conseguiu vencer os preconceitos e chegou a seleção brasileira, assim como eu, que penso em jogar na seleção e entrar num time de futebol feminino como já tem aqui no Brasil”, frisa.

Sobre a vida pessoal, Ana Laura conta que é uma menina normal, gosta de ir ao shopping, passear com a família e pensa em trabalhar como Jornalista ou como médica psiquiatra. “Quando eu crescer quero jogar e quero ser jornalista ou medica”, diz. Ela faz inglês e gosta de estudar na escola.



O futebol também foi alvo de perguntas. Ana Laura afirmou que torce para o time potiguar América e nacionalmente, para o time do Fluminense, por influencia da família. “Eu gosto de assistir os jogos na minha casa e quando o América joga, eu peço ao meu pai para me levar por campo pra assistir lá. Na televisão, eu fico assistindo e vendo os melhores passes”, explica.

Faltando menos de um mês para a Copa do Mundo, o maior campeonato internacional não podia ficar de fora da entrevista. Para Ana Laura a escalação foi boa, mas podia ter sido melhor. “A seleção já foi escalada né? Mas eu ainda queria que Ronaldinho Gaucho tivesse ido, mas vamos ver como vai ser o jogo”, disse.



Com um tom adulto e seguro na voz, Ana Laura finalizou a entrevista afirmando que queria mostrar como sabe jogar bem na prática (e não decepcionou).


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