"Soube que pediram minha cabeça", declara diretora do TAM

Hilneth Correia diz ter incompatibilidade administrativa com Fundação José Augusto, desde que a atual gestão assumiu e diz ter ciência de "estar ameaçada".

Isabela Santos,
A diretora do Teatro Alberto Maranhão desde 2003, Hilneth Correia, está com os dias contados no cargo, graças a “questões político-administrativas” pendentes com a Fundação José Augusto. Ela não detalha que problemas são esses, mas sabe que está ameaçada.

“Eu continuo diretora do teatro. Não sai ainda. Tenho tido alguns problemas de relacionamento. Existem coisas que vão se arrastando ao longo desses dois anos e meio, nada definido”, disse, sabendo que “pediram sua cabeça”.

A Assessoria de Imprensa da Fundação José Augusto confirmou que existe a especulação da saída de Hilneth e informou que já há vários nomes cotados para substituí-la. Dentre eles, o da atriz Ivonete Albano e da diretora do Teatro de Cultura Popular, Sônia Santos.

A Fundação José Augusto tem criado problemas com outros segmentos culturais. A gestão cultural do Estado “tem muitos problemas”, resssaltou Hilneth, citando a Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte, que passou sete meses parada enquanto reivindicava melhorias na qualidade do trabalho, e a saída de Simas Carlos da coordenação das Casas de Cultura Popular.
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