Pela 1ª vez, Brasil registra queda de nascimentos

Dados do IBGE apontam que redução pode ser atribuída à epidemia de zika e à crise econômica.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Frankie Marcone
Crise econômica e epidemia de zika que se abateram sobre o país no ano passado podem ter levado muitas mulheres a adiar os planos de maternidade.

As Estatísticas do Registro Civil 2016, divulgadas nesta terça-feira (14), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam, pela primeira vez, queda de 5,1% nos nascimentos em todas as regiões do país.

A curto prazo, a queda pode ser atribuída à epidemia de zika e à crise econômica que se abateram sobre o país no ano passado e que podem ter levado muitas mulheres a adiar os planos de maternidade. A região com menor queda foi a Sul (menos 3,8%), e a com maior queda foi a Centro-Oeste (menos 5,6%).

Um dos locais que apresentaram maior redução foi Pernambuco, com menos 10%. O Estado foi um dos principais focos da epidemia de zika.

A longo prazo, o número aponta para uma tendência de envelhecimento progressivo da população brasileira. De acordo com previsões do próprio IBGE, o número de pessoas acima dos 64 anos no Brasil deve passar de 16 milhões em 2015 para 48 milhões em 2050.

A pesquisa mostrou também que o número de casamentos civis registrou um decréscimo de 3,7% em geral. As exceções foram no Sudeste e no Centro Oeste, onde houve aumento no número das uniões homossexuais. Os divórcios subiram 4,7% em 2016.

As Estatísticas do Registro Civil confirmam ainda uma tendência já apontada em outros estudos do IBGE. As mortes violentas de homens de 15 a 24 anos foram reduzidas significativamente em Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Pernambuco, entre 2006 e 2016.

Essa contagem, porém, cresceu 171% na Bahia e em outros Estados do Nordeste e do Norte, onde os homicídios explodiram.

Tags: Comportamento IBGE Registro Civil
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