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Cesta básica em Natal é a mais cara entre as seis capitais nordestinas

A pesquisa realizada pelo Dieese aponta que em relação a dezembro, o custo da cesta teve elevação de 0,36%.

Por Artur Dantas
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Uma pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou que Natal tem a cesta básica mais cara entre as seis capitais nordestinas estudadas pelo órgão. Em relação a dezembro de 2009, houve uma elevação de 0,36%, mas um recuou de 8,05% em comparado com janeiro de 2009.

Dos 12 produtos que compõem a cesta básica pesquisada em Natal, seis tiveram queda: tomate apresentou redução de 12,57%, feijão carioquinha (-3,92), leite integral (-3,26%), café em pó (-1,42%), manteiga (-1,31%) e arroz (-0,56%). Os produtos que apresentaram elevação estão o açúcar (16,77%), farinha (5,70%), banana (5,15%), carne bovina (3,48%), pão francês (0,61%) e óleo de soja (0,35%).

Ainda na pesquisa, foi revelada que a alimentação básica da família natalense, considerando-se quatro pessoas, sendo dois adultos e duas crianças, tem o custo total de R$ 560,16, contra R$ 558,15 no mês de dezembro.

Foi levantado ainda que o comprometimento, em janeiro de 2010, com o salário mínimo reajustado para R$ 510, a cesta básica representou 39,8%, enquanto em dezembro eram necessários 43,49% e em janeiro de 2009 chegava a 53,18% do mínimo líquido.

Salário mínimo

Com base no valor da cesta observado em Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Em janeiro deste ano, enquanto o salário mínimo passou a corresponder a R$ 510,00, o mínimo necessário foi estimado em 3,90 vezes este valor, equivalendo a R$ 1.987,26. Em dezembro de 2009, quando o salário mínimo era de R$ 465,00, o menor salário deveria ser de R$ 1.995,91 (4,29 vezes o mínimo então em vigor). Em janeiro do ano passado, o salário mínimo necessário era estimado em R$ 2.077,15, ou seja, 4,62 vezes o mínimo de então (R$ 415,00).
 
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