Construção de terminal pesqueiro anima empresários do setor

A governadora Wilma de Faria assinou na manhã desta terça-feira a ordem de serviço; carcinicultura e pesca em alto mar devem ser as mais beneficiadas.

Marília Rocha ,
Empresários do setor de pesca estão animados com a construção do terminal pesqueiro, que ficará na Ribeira, beneficiando a atividade pesqueira no Rio Grande do Norte. A ordem de  construção para obra, que deve estar pronta em um ano, foi assinada na manhã desta terça-feira (30) pela governadora Wilma de Faria no local do complexo.

O empresário Antônio Martins, que possui embarcações em Natal, acredita que depois de construído, o terminal pesqueiro deve melhorar as condições de trabalho do setor. “Hoje em dia, quando voltamos do alto mar, passamos mais de dois dias esperando espaço no porto para descarregar os peixes”, conta.

Ele alega que os pescados de atum e meca tem durabilidade para consumo curta e por isso a necessidade de desembarque rápido. “Nossa produção vai melhorar muito com o terminal. Teremos espaço para descarregar o pescado”, afirma.





O empresário do setor de carcinicultura, Itamar Rocha, também comemorou a assinatura do termo de construção, mas lembra que a administração pode ser um grande desafio. “O maior desafio do terminal é estruturar as empresas que vão administrar para atrair mais investimentos e atender as demandas do setor interno e as exportações".





Para o sub-secretário de Pesca e Aqüicultura, Antônio Cortez, a construção do pólo levará desenvolvimento para o setor de pesca, atendendo a uma antiga reivindicação dos pescadores e empresários, que desde 2001 depositam no projeto Complexo Industrial Atum Negro esperanças para o setor.

“As vantagens de ter um terminal em Natal serão vistas na melhoria do trabalho dos pescadores e na comercialização dos pescados, ampliando o desenvolvimento do setor”, diz.

Ele enumera os pontos positivos da localização geográfica, estando Natal próxima aos grandes mercados compradores da Europa e dos Estados Unidos, e as condições naturais, com correntes marítimas mais próximas a capital.

No Brasil, o outro grande pólo da pesca fica localizado em Santa Catarina, mas como os peixes são perecíveis, Natal ainda tem larga vantagem pela rapidez no envio dos pescados.

O setor de pescados representa mais de 15% da pauta de exportações do Rio Grande do Norte e deve ter sua participação ampliada com o terminal. O Estado possui 25 cidades litorâneas, 84 comunidades pesqueiras, 30 colônias e mais de 11 mil pescadores cadastrados.

A construção do complexo custará ao Governo do Estado R$ 29 milhões, com contrapartida do Governo Federal, e deve gerar quase 10 mil empregos.
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