Gustavo Franco e Salim Mattar são cotados para substituir Levy

Avaliação é a de que a permanência do presidente do BNDES tornou-se insustentável depois da bronca em público do presidente Jair Bolsonaro.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Metrópoles
Joaquim Levy e o ministro da economia Paulo Guedes em solenidade no Palácio do Planalto: demissão do presidente do BNDES está na agenda de Bolsonaro.

Com a permanência ameaçada pelo presidente Jair Bolsonaro, integrantes da área econômica já falam reservadamente sobre quem são os mais cotados para substituir o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy. A avaliação é a de que a permanência de Levy tornou-se insustentável depois da bronca em público do presidente. 

Segundo apurou o Estadão/Broadcast, largam na frente Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central que assumiu a presidência do conselho do BNDES neste ano, e Salim Mattar, secretário especial de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia.

Também estão no páreo Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do banco, e Solange Vieira, funcionária de carreira do BNDES e atual presidente da Superintendência de Seguros Privados (Susep)

Bolsonaro afirmou ontem (15) que Levy está com a "cabeça a prêmio". O presidente ameaçou demiti-lo amanhã (17) caso ele não suspenda a nomeação do advogado Marcos Barbosa Pinto para o cargo de diretor de mercado de capitais do banco de fomento.

Pinto foi chefe de gabinete de Demian Fiocca na presidência do BNDES (2006-2007). Fiocca era considerado, no governo federal, um homem de confiança de Guido Mantega, ministro da Fazenda nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

O próprio Levy foi ministro da Fazenda de Dilma entre 1º de janeiro e 18 de dezembro de 2015, primeiro ano do segundo mandato da petista. Procurado pela reportagem, Levy não quis se manifestar, assim como o BNDES.

Marcos Barbosa Pinto renunciou ao cargo no BNDES na noite deste sábado, mas o clima de mal-estar com Joaquim Levy permanece.

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