Jean Paul Prates: O RN será provedor regional de energia até 2014

Diretor do Cerne explica o leilão de energia eólica e fala sobre a transformação do RN em provedor regional.

Geraldo Miranda,
Foto: Delma Lopes
"O Rio Grande do Norte deverá chegar a 2014 exportando dois terços da energia gerada no seu território", declarou o diretor-geral do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean Paul Prates.

O estado foi o líder em projetos vencedores de energia eólica em 2009, e em 2010 manteve o mesmo padrão. Prates informou que o leilão deste ano será uma espécie de salada de frutas, pois estará à venda energia de projetos das térmicas a gás, da biomassa, de energia eólica, além das hidroelétricas novas. Em 2009 o primeiro leilão foi exclusivo para energia eólica e em 2010 foi realizado junto com a biomassa e as pequenas centrais hidroelétricas (PCHs). Assim o governo vai realizar um leilão pioneiro, hoje.

Outro ponto abordado pelo dirigente do CERNE é que hoje existe uma continuidade nos projetos de geração de energia iniciados em 2007, quando foi criada uma secretaria específica para a energia eólica. "Criamos um ambiente favorável às empresas através da Secretaria de Energia e Assuntos Internacionais (Senint), que trabalhou para debelar obstáculos e viabilizar a geração de energia no Estado, tanto em eólicas quanto outras fontes como gás e biomassa. O estado produzia zero megawattse hoje chega à auto-suficiência. O atual governo continua dando atenção dedicada ao setor", afirma o diretor.

Jean Paul explicou que na década de 60 o Estado era uma espécie de fardo em matéria de abastecimento, pois estamos em uma das pontas do País onde era necessário o envio de energia e a situação atual é totalmente diferente, pois de consumidor, o RN passou a ser produtor de energia.
Foto: Delma Lopes

"A perspectiva de se tornar um grande exportador de energia é que projeta a necessidade imediata de se investir nas linhas de transmissão e sistemas de coleta para escoar a energia aqui produzida". Segundo Prates, este é um dos dois principais elementos de atratividade para atrair novas indústrias para o RN, ao lado da infra-estrutura: "resolvendo o nosso gargalo da infra-estrutura (principalmente portuária e viária), o outro elemento (energia) já estará resolvido", finaliza.

 





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