Natal tem a cesta básica mais cara do Nordeste

Em julho, a cesta custava R$ 211,72 na capital potiguar, R$ 30 mais cara que a da sua vizinha, Fortaleza, onde os produtos somavam R$ 181,92.

Carla Cruz,
A Pesquisa Nacional da Cesta Básica, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) apontou a capital potiguar como a que possui a cesta básica mais cara entre as capitais do Nordeste. Em junho, o natalense precisava desembolsar o equivalente a R$ 211,72 para compra do conjunto de itens considerados de necessidade básica para uma família de dois adultos e duas crianças.

Recife ficou em segundo lugar. Na capital pernambucana, a cesta básica estava custando, em junho, R$ 208,79. Em terceiro lugar, ficou Salvador, onde a cesta custava R$ 207,85. Fortaleza tinha a cesta básica mais barata da região, R$ 181,92.

Das 17 capitais onde o Dieese realiza a pesquisa, 16 apresentaram queda de preço em junho. Em nove cidades, a queda superou -3%; em outras quatro, ficou entre 2% e 3%. As maiores reduções ocorreram em Manaus (-5,14%), Rio de Janeiro (-5,08%) e Vitória (-4,83%). A única capital onde a cesta básica registrou aumento de preços foi Goiânia (alta de 5,22%), onde o preço do feijão explica a maior parte desta variação.

A pesquisa revelou também o tempo de trabalho necessário, em cada capital, para compra da cesta básica. O trabalhador que ganha salário mínimo precisou cumprir, em junho, na média das 17 capitais pesquisadas, jornada de 94 horas e 56 minutos, tempo menor que o exigido em maio (97 horas e 39 minutos). Em junho de 2009, a mesma compra comprometia jornada bem inferior: 90 horas e 14 minutos.

Em Natal, essa jornada ficou em 91h20m, abaixo da média nacional. No entanto, a capital potiguar ocupa o terceiro lugar no ranking das capitais que acumulam a maior variação do valor da cesta básica no período de um ano. Já são 13,80% de variação nos últimos 12 meses, ficando atrás apenas de Recife (21,88%) e Goiânia (16,88%).

No período, apenas em Fortaleza foi registrada redução no valor da cesta
(-3,58%).
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